27 maio 2014

Nova entrevista da Nikki Reed comentando sobre o filme Intramural para Shocya

Durante sua passagem pelo festival de filmes Tribeca, no mês passado, a Nikki conversou com o site ShockYa sobre o filme Intramural, e outros projetos. Confiram a tradução da entrevista:

ShockYa- Você interpreta a Meredith na comédia esportiva, ‘Intramural’. O que sobre esse personagem e o roteiro te fizeram aceitar o papel?

Nikki- Eu leio tudo que chega até mim, seja um projeto grande ou pequeno; não existe muita preocupação com o orçamento, ou se o papel é grande. Eu gosto de ler tudo que me mandam. Eu acho que existe oportunidades nas coisas que podem facilmente passar despercebido, se você não está olhando tudo.
Então eu li o roteiro e achei bem engraçado e leve. Tem algo maravilhoso em ser parte de um projeto tão alegre. Que te faz rir e se sentir bem.
O diretor e o roteirista do filme, Andrew e Bradley, me mandaram um vídeo fofo, criativo e divertido. No vídeo tinha como seria a experiencia se eu estivesse no filme. Eles me mandaram um vídeo com 10 razoes com o porque eu deveria estar no filme. Tinha eles dizendo o porque eu deveria ir para Austin filmar, ‘a comida! A Musica!’ E eu quis fazer parte desse grupo de pessoas e compartilhar essa energia.

Minha maior preocupação foi que a Meredith é a personagem que traz você de volta a realidade. Ela é, provavelmente, a personagem mais séria do filme, e eu não queria que ela fosse a garota que deprimisse todo mundo.

Quando Andrew e eu começamos a conversar, eu constantemente falava dessa preocupação com ele. Eu dizia, “eu quero que ela seja peculiar, interessante e inteligente.” As vezes, em papeis principais femininos, toda atriz quer encontrar um personagem que seja ” A garota,” mas que tenha essas qualidades também.

ShockYa- Por falar no Andrew, Intramural, é o segundo filme que ele dirigiu. Como foi trabalhar com ele?

Nikki- Ele é fenomenal. Acho que como diretor, você precisa ser bem confiante para deixar seu elenco experimentar, e esse elenco teve bastante liberdade. Com uma comédia desse tipo, ele realmente tinha que saber o que tava fazendo, especialmente deixando todo mundo improvisar, e ele realmente sabia.
ShockYa- Você gosta de improvisar quando está filmando?

Nikki- Claro. Isso foi uma experiencia diferente para mim, em termos de improvisação. Eu nunca tinha tido um diretor que diz, “ok, todo mundo! Façam o que vocês quiserem!” Você fica, uau! (risos)

Normalmente eu tenho que só seguir o roteiro. Acho que tive mais liberdade nesse filme do que qualquer outra coisa que já fiz. Mas eu gostei de tudo. Eu adoro esses caras. (Reed aponta para os atores presente no poster do filme do lado dela.)

ShockYa- Esse filme foi gravado em Austin no verão passado, como você mencionou antes. Como foi filmar no Texas?

Nikki- Eu realmente adorei Austin. A cidade, a música, a comida e as pessoas. Se eu pudesse escolher onde filmaria, por um longo tempo, seria Austin.

ShockYa- Como você criou seu relacionamento com seus colegas de elenco, incluindo os membros de ‘Saturday Night Live’, Jay Pharoah, Kate McKimmon e Beck Bennett? Você teve algum ensaio com eles antes de começar a filmar?

Nikki- Nós não ensaiamos muito. Eu acho que a relação se cria entre as tomadas, conversando, comendo juntos. Nós passávamos nossos dias de folga juntos. Eu fiz PaddleBoard com Jake Lacy, e nós malhávamos juntos também. Todos nós tínhamos coisas diferentes que fazíamos juntos.

ShockYa- Intramural é uma comédia de baixo orçamento filmada 5-6 vezes na semana. Filmar de maneira independente traz desafios pro set, ou adiciona um senso de autenticidade para a historia?

Nikki- Não importa o quão grande ou pequeno o filme seja, todos trazem os mesmos elementos. Você tem um grupo de pessoas um pouco estressada. Você tem que ter certeza de fazer o que está ali para fazer. Com dinheiro ou sem dinheiro, as vezes você não consegue filmar muito em um dia. Eu acho todos querem fazer um bom filme. Falando no geral, quando estou no set, sinto que o foco da energia é esse.

ShockYa- O filme é sobre o estudante universitário Caleb Fuller, interpretado pelo Jake, reunindo seu time de futebol americano, enquanto tenta se formar, casar e lidar com um futuro incerto. Embora o filme seja comedia, você acha que a historia tem algo reflexivo sobre as verdadeiras emoções das pessoas enquanto tentam determinar em que direção vão seguir suas vidas?

Nikki- Eu espero que sim. Eu tentei fazer com que a Meredith fosse o mais real possível em um filme onde todo mundo é um pouco caricato. Eu não fui para a faculdade e não tenho essa experiencia. Eu não tive a vida da Meredith, em nenhum sentido. Mas ainda assim senti que me identifico com ela.

ShockYa- Intramural estreou no festival Tribeca, e dois outros filmes seus também. O que significa para você ter esses três filmes passando no festival?

Nikki- Eu estou bem ocupada; eu tenho esses três filmes aqui, e tem sido uma loucura. Mas estou animada e honrada, pois são três filmes que eu amo. Eu tenho conversado com tanta gente, que as vezes falo, de que filme estamos falando agora?

Eu amo Tribeca, fazia anos que não participava. Eu tive um filme ( Sedutora e diabólica) aqui há anos atrás. Estou animada de fazer parte do festival de novo.

ShockYa- Joss Whedon, que escreveu In Your Eyes, fez algo inesperado depois da estreia do film no domingo, 20 de abril, e anunciou que o filme teria um lançamento digital instantâneo no site inyoureyesmovie.com. Você é fã de assistir filmes na hora? Porque você acha que essa plataforma é importante para filmes independentes como esse e Intramural?

Nikki- Eu não sei. O que é maravilhoso no Joss Whedon é que ele adora se arriscar. Ele faz coisas de uma maneira não convencional. Essa foi ideia dele e ele estava certo sobre as pessoas quererem acesso imediato. Elas querem conteúdo rapidamente. Eles querem ver enquanto as pessoas estão falando sobre. Acho que foi uma atitude brilhante, mas não da pra prever se será um sucesso. Mas adoro que ele quis tentar e ver no que daria.

Eu vejo bastante filmes ‘On Demand’ no meu computador e tv. Eu normalmente estou ocupada filmando, e chego em casa em horários diversos. Então você só quer tirar seus sapatos e ligar a tv e assistir algo. Então eu gosto disso.

ShockYa- Além de atuar você é conhecida por co-escrever o roteiro do primeiro filme que você estrelou, o drama “Aos 13″, com a diretora Catherine Hardwicke. Você está interessada em escrever no futuro ou dirigir?

NIKKI- Aos Treze sempre será uma experiencia unica e gratificante para mim. Foi meu primeiro filme, e você não pode compara-lo com nenhuma outra coisa que eu fiz. Provavelmente, sempre será o mais pesado, intenso e gratificante. É indescritível. Eu era uma criança, e fiz um filme que afetou minha vida e da minha família, e de um monte de gente pelo mundo. Eu não poderia estar preparada para aquilo. Se eu pudesse voltar e fazer de novo, não seria o mesmo. Foi minha primeira experiencia e definiu o resto da minha carreira.

ShockYa- Você pensa em escrever de novo, ou tentar dirigir, no futuro?

Nikki- Eu dirigi algo, mas não posso dizer ainda o que é. Eu sempre estou escrevendo e criando, e tentando me expandir como ser humano. Eu sempre quero crescer e desafiar eu mesma. Eu anseio por novas experiencias.

ShockYa- Alem de filmes, você apareceu no seriado The OC em 2006. Você tem vontade de aparecer em outro seriado?

Nikki- Estou aberta para tudo que eu me sinta conectada, não importa o que seja o projeto, se é grande ou pequeno, se é TV ou filme, ou se estou atuando, produzindo, dirigindo. Se eu me sentir conectada no momento que ler, estou aberta para fazer.

ShockYa- Tem algum projeto futuro que possa comentar?

Nikki- Ano passado fiz dois filmes que estou animada. Um deles se chama Scout e foi escrito e dirigido pela Laurie Weltz. Eu adoro trabalhar com diretoras mulheres, e eu tive uma das minhas melhores experiencias como atriz nesse filme. Eu vou começar outro projeto em um mês, eu também acabei de dirigir algo, eu tenho estado ocupada.

ShockYa- Como é trabalhar com diretoras femininas em contraste com os diretores masculinos?

Nikki- Não gosto de comparar projetos nesse sentido; gosto de compara-los em termo de experiencias. Não é algo sobre gênero. Eu já trabalhei com diretores maravilhosos, homens e mulheres. Mas realmente me animo quando escuto sobre uma mulher fazendo um filme, porque me inspira.

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