02 agosto 2015

Tradução da Entrevista e menção da Kristen no Total Film Magazine: Making of: 'American Ultra': edição Setembro2015



O que foi que Bob Dylan disse? Todos devem ficar drogados. Bom, American Ultra praticamente exige que você acenda um antes de sentar para assistir ao filme. “É um filme muito, muito legal,”promete John Leguizamo que, ao lado dos principais, Kristen Stewart e Jesse Eisenberg, nos apresentam um mundo completamente estranho e chapado. “É um tom muito estranho,” afirmaEisenberg. “Eu não sei como irão classificar o filme.” Que tal isso: a comédia mais louca e legal do verão?

Enquanto a maioria dos filmes de drogados apresentam personagens procurando por hambúrgueres (Madrugada Muito Louca) ou o retorno seguro para seus carro (Cara, Cadê meu Carro?) ou até um tapete (O Grande Lebowski), American Ultra tem um sabor diferente. Imagine que Jason Bourne acordou em uma cafeteria em Amsterdam, ao invés de um amnésico naquele barco de pescador, e você está começando a pegar a ideia do diretor Nima Nourizadeh (Projeto X).

No centro do filme, Eisenberg interpreta Mike Howell. “Meu personagem é um cara preguiçoso que trabalha em um mercado, mas também desenha,” o ator explica. “Ele é desmotivado e está sempre fumando maconha. Então, coisas estranhas começam a acontecer com ele.” Com ‘estranhas’, ele quer dizer que, por uma vez, ele consegue ficar com a garota? Reunindo-se comStewart, após o romance Adventureland (2009), dessa vez o personagem já está com a garota deStewart, Phoebe.

Desde o começo, tudo o que o tímido e reservado Mike quer fazer, além de ficar absurdamente chapado, é pedir Phoebe em casamento. Ele até possui um anel, que fica em seu bolso ao longo do filme. Como Nourizadeh disse para a MTV, “você começa com esse tipo de história de amor doce. Eu não quero desanimar as pessoas, mas o que é realmente único sobre o filme é que é esse tipo de ação/comédia louco, mas no núcleo real é um romance.”

Até então, com Kristen Stewart admitindo que sua personagem é uma de suas criações mais pé no chão. “Phoebe é uma garota doce, honesta e bastante modesta,” ela diz. “Eu não tive que trazer muita coisa para ela. Eu não precisei trazer qualquer coisa que a fizesse diferente de mim.”

Escrito por Max Landis, autor de Poder sem Limites (2012) e Victor Frankenstein (em breve), o roteiro começa a ficar fora do normal quando Mike vê a mandachuva da CIA, Victoria Lasseter(Connie Britton, que substitui Sharon Stone) chegar em sua loja – e não é por um litro de leite. “Ela diz a ele que ele sofreu uma lavagem cerebral pela CIA como parte do programa MKUltra,” dizEisenberg referindo-se à iniciativa real de controle cerebral da organização nos anos 70. “Ele foi treinado para ser um lutador e ela o reativa.” Pense no subestimado suspense The Long Kiss Goodnight jogado em uma nuvem de fumaça. Muito longe, cara.

Com Lasseter colocando Howell de volta no jogo, esse assassino frio e drogado é forçado a se defender de todos os tipos de ataque, comandados pelo vilão da CIA (interpretado por Topher Grace), que está tentando lançar um programa rival ao de Lasseter. Ao longo do filme, o agente se torna o alvo. De brincadeiras com armas para briga de faca e até jogar uma frigideira no ar para desviar de uma bala e mandar de volta para o atirador, Mike descobre que ele possui truques maiores do que enrolar um baseado.

Apesar de admitir que não é exatamente um rival para Jason Statham na escala de luta, Eisenberg“treinou por meses” com o coordenador de dublês, Rob Alonzo e seu time, para afiar as habilidades ocultas de Mike. “Ele possui todos esses movimentos de luta – muito precisos. É um estilo de luta muito preciso.” Então Eisenberg poderia derrubar o TF aqui e agora? “Eu saberia o que fazer se você fizesse as coisas exatas que eu estou preparado para você fazer.”

Enquanto nós achamos que esse treinamento veio de mão cheia parar o papel de Eisenberg como o vilão Lex Luthor em Batman V Superman: Dawn of Justice, ao menos Eisenberg não precisou se preocupar com seu cabelo. Usando uma peruca até o ombro por cima de seus cachos, o ator queria criar um visual que mostrasse que Mike não se preocupou com sua higiene masculina por alguns anos. E de repente, sua transição para um assassino treinado fica mais divertida.

Stewart, que adotou um estilo similar com o cabelo mal pintado, foi imediatamente atraída para o filme por causa do conceito alto (que nem uma pipa). “Eu realmente nunca li nada como isso,” ela admite. Se envolver com sua personagem foi uma coisa, mas entrar no mundo criado por Landis e dirigido por Nourizadeh foi outra. “Eu acho que foi sobre mergulhar nesse universo surreal, estranho, intensificado, único – meio que inacreditável, é criado de um jeito muito…” ela procura pelas palavras certas. “É tipo, ‘o que?’ Definitivamente não se passa na nossa realidade, mas também é super real de um jeito muito estranho.”

Para ela e Eisenberg, American Ultra representou a reunião que os dois queriam. “Nós realmente nos divertimos alguns anos atrás em Adventureland,” diz Stewart, “e eu meio que declarei que nós deveríamos fazer um filme a cada cinco anos. Então, com isso em mente, eu pulei nesse.” Claro, desde seu encontro anterior, Eisenberg meio que alcançou sua co-star na escala da fama, após ganhar uma indicação ao Oscar por interpretar o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, em A Rede Social.

Na época, Eisenberg admitiu para a TF que ele não fazia ideia de quem Stewart era quando ela foi escalada para Adventureland. “Ela é a pessoa mais intimidadora que você irá conhecer. Ela é incrível e ela não precisa de você. Ela é naturalmente mais legal que você.” Então como foi dessa vez? Ele teve mais facilidade? “Sim,” ele concorda. “Meu personagem em Adventureland sempre ficava nervoso por perto dela, e nesse filme nós somos um casal muito doce. Ela é minha única amiga e nós estamos realmente apaixonados. Então foi mais confortável dessa vez.”

O jeito que Eisenberg vê isso, ele acaba pegando algumas características de seus personagens quando passa muito tempo com eles. “Você acaba sentindo um pouco do que seu personagem está sentindo, pois sua dinâmica no set com a pessoa é baseada na dinâmica do personagem.” Embora, como isso acontece quando se atua como um assassino treinado e viciado, ele não diz. Talvez é tudo uma audição elaborada para 007 quando Daniel Craig pendurar seu terno e Walther PPK.

Stewart, que não é muito ligada com filmes de ação, admite que é um filme complicado, já que Phoebe e Mike se encontram fugindo e atirando para sobreviver. “É como se sempre estivéssemos prestes a morrer,” ela diz. “Nós estamos constantemente, constantemente quase morrendo ou tendo que matar alguém, e ao mesmo tempo é uma comédia, então balançar essas coisas foi a maior dificuldade. Eu estou meio que atuando como mim mesma, se eu estivesse passando por isso.”

Mesmo assim, é dessa parte que a maior parte da comédia vem; Stewart lembra de ter falando comLandis sobre isso. “Eu acho que a ideia básica – antes de ser uma coisa real – era pegar as duas pessoas inesperadas, duas pessoas drogadas, Jesse Eisenberg e eu, e então você vê os dois no meio dessa correria intensa que é um filme de ação, é engraçado. Não é familiar, é um pouco chocante.”

Ao falar com Leguizamo, American Ultra fica ainda mais estranho. “Eu sou tipo, um louco fora de controle,’’ ele diz sobre seu personagem, Rose. “Eu sou um traficante para o Jesse, eu consigo o que ele quer e quando ele quer.” Isso inclui o anel que Mike irá usar para pedir Phoebe em casamento, e quantidades de drogas para mantê-lo acordado no trabalho. O ator também lança alguma luz sobre a fala bizarra no trailer onde Mike grita para Phoebe ‘’Há uma possibilidade que eu possa ser um robô.” Como é?

Leguizamo tem uma chama em seus olhos quando TF pede por explicações. “Ele realmente não tinha envolvimento com a CIA, mas então ele se envolve com a CIA e pensa que pode ser um robô. E por ele pensar que é um robô, a CIA fica intrigada com ele. E ele começa a desenvolver todas essas habilidades por pensar que é um robô, ele fica extra confiante, mas na verdade ele não é.” É o tipo de resposta que provavelmente faria mais sentido se você estivesse fumando a mesma coisa que Mike a Phoebe.

Mas a verdade é, American Ultra é sem dúvidas a comédia mais bizarra desse ano. Com personagens para Walter Goggins e Bill Pullman, que sempre aparecem com Tarantino, é bom ver que pessoas do cinema cult estão nisso. “Eu acho que esse filme vai ser hilário,’’ diz Stewart, que admite que no set as risadas eram constantes ‘’mesmo quando estávamos perto de perder a vida.’’ Bom, se você vai morrer, é melhor morrer rindo, certo?

Fonte | Tradução: Via | Saga CrepusculoAP Visite tambem o SurtosRobstenAP

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