10 outubro 2015

FanFic Passado Distorcido - Capitulo 31 - Bônus - Meninas falando de meninos

 

Autora(o): Kelly Domingos - Whatsername no Nyah!
Gênero: Angst, Romance, Universo Alternativo, Hentai, Drama
Censura: +18 
Categorias: Saga Crepúsculo 
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo


Bônus - Meninas falando de meninos


POV Bella

“Isso mesmo Alice, estamos namorando!” Falei sorrindo como boba, eu já tinha repetido aquela afirmação umas 254 vezes para Alice. Perguntei-me o porquê dela não acreditar em mim.
“Então você fica uma semana sem me ligar e eu descubro que minha melhor amiga está namorando, ótimo Bella, muita consideração de sua parte!” Alice disse meio irritadiça, era difícil saber o motivo.
“Alice, por que estamos brigando por isso? É apenas Edward!” Eu disse e me joguei no sofá, o relógio marcava quase duas da tarde.
“Bella, você entende o quão grande isso é? Você está namorando e parece absurdamente feliz, eu tinha o direito de saber!” Ela disse quase dona da razão.
E então eu ponderei. “Desculpe? Eu estive trabalhando esses dias e essa é a minha primeira folga da semana, tecnicamente você ainda é a primeira a saber!” Tentei soar complemente culpada.

Ouvi Alice bufando e depois sorrindo. “Eu estou feliz por você, Bella! Edward vai cuidar de você, eu sei que sim!”
Eu sorri por reflexo. “Ele vai!”
“Uh, então como está sendo uma primeira semana namorando Edward?” Alice perguntou depois de um silêncio curto. A pergunta saiu engraçada.
“Normal?” Minha resposta saiu vacilante. Edward sempre chegava tarde, mas trazia coisas gostosas para comermos juntos, trocávamos beijos longos e indecentes, minha mão vagava para dentro da camisa dele e as dele desciam por minhas coxas. Quando a situação ficava extraordinariamente quente, nós buscávamos ar.
“Como normal?” Alice parecia meio indignada do outro lado da linha. “Vamos lá, Bella! Você está conversando comigo, conte-me todas as posições que vocês já experimentaram!”
Eu engasguei com o ar, o calor se concentrou em minhas bochechas. “Alice!” Eu a repreendi. “Edward e eu ainda não fizemos isso de novo!”
“Dê-me excelentes motivos para eu entender o motivo dessa seca!” Eu poderia dizer que Alice estava sorrindo do outro lado.
O calor ainda não tinha dissipado de meu rosto. “Uh, sexo não é tudo!”
“Desculpa esfarrapada, Bella! Quem faz uma vez quer fazer mais! Isso é medo, vergonha ou o quê?” A voz de Alice soava um pouco mais séria, embora ainda houvesse certo divertimento.

Eu não poderia negar que eu ficava completamente tonta com os toques e beijos de Edward, eu sabia que ele ficava da mesma forma. Nós éramos bons juntos em meu sofá em meio a copos de refrigerante e entre comidas saborosas, eu sempre queria ir além, me entregar completamente, mas um medo idiota rondava minha mente. Edward e eu não tínhamos discutido nossa noite juntos e aquilo abria margem para eu que pensasse que eu era a pior mulher do mundo.

“Não é medo, talvez meio insegura.” Falei baixo, meu tom beirava a decepção.
“Isso é sobre Sebastian?” A voz de Alice também baixou um tom.
“Claro que não, Ali! Não existe comparação entre os dois.” Respondi-lhe prontamente, eu não tinha dúvidas sobre aquilo.
“Isso é bom, Bella! Eu tenho a tarde livre, anima almoçar comigo, Rose e Jake?” Ela disse, mesmo sem ver, era fácil supor que Alice carregava um sorriso.
Eu sorri também. Seria divertido almoçar com os três mesmo já tendo almoçado. “Onde?” Perguntei e puxei um bloquinho para anotar o endereço.
“Pode ser na casa de Rose?” Alice disse depois de pensar por um breve instante.
“Parece ótimo, encontramos lá daqui uma hora?” Propus e caminhei para o meu quarto, eu precisava procurar roupas para sair. Valia dizer que eu ainda estava dentro de meus pijamas.
Eu desliguei assim que Alice assentiu.

(...)

Encarei meu reflexo no grande espelho. Eu gemi meio frustrada. Alice teria que me fazer uma consultoria, minhas roupas pareciam completamente estranhas. Depois de muito procurar, entrei em um short meio desfiado e em uma regata azul, meus pés foram amassados dentro de all star. Uh, por que eu tinha a leve impressão de que me assemelhava a uma menina de dezesseis anos?
Desci pelas escadas, com a chave do carro em minha mão. Saquei meu celular para ver quão atrasada eu estava, sorri quando vi uma mensagem de Edward.

Talvez eu precise que você melhore meu humor mais tarde, por que meu dia está incrivelmente chato?
E.

Eu sorri para as palavras de Edward, digitei ainda descendo as escadas. Eu poderia cair a qualquer momento.

Está chato porque eu não estou com você : D Estou saindo, se eu não estiver em casa quando chegar, não se preocupe!
B.


Eu não via necessidade em dizer onde eu estava indo, eu sabia que Edward também não perguntaria. Eu gostava do espaço que ele me dava. O celular vibrou dois minutos mais tarde.


Cuide-se, amo você.
E.


Dessa vez, tive que suspirar também. Reli as poucas palavras, era bom saber que ele se preocupava comigo. Tentei buscar boas palavras.


Volte inteiro para mim, bombeiro! Eu amo você, também!
B.


Nossa troca de mensagens se encerrou quando eu entrei em meu carro, joguei a bolsa no banco de trás e liguei o som. A melodia vagamente conhecida preencheu o espaço, eu cantarolei sem inibição.

Guiei-me para Upper East Side, o trânsito meio parado me deixou olhar as vitrines. Quando passei pelas mais conhecidas e caras lojas de lingeries, meu rosto esquentou e eu sorri. Meus pensamentos correram para Edward, louca para descobrir se ele gostava de rendas e coisas pequenas, pois eu gostava e admitiria usar para ele, quando ele quisesse.
Era fácil perder-me em devaneios quando minha mente viajava para Edward. Ele era absurdamente tão quente e doce. A combinação parecia estranha, mas era perfeita para definir Edward. Como uma calda de sorvete. Quente e doce. Tentei não imaginar o que seria o sorvete naquela situação. Minutos mais tarde, estacionei em frente ao prédio de Rose, tudo ali parecia luxuoso. Até o porteiro parecia rico. O elevador era maior que qualquer elevador conhecido. Eu não conhecia a casa de Rose, mas quando ela abriu a porta para mim, meu queixo caiu um pouco. O vermelho saltou aos meus olhos, as paredes eram pintadas com essa cor. Também tinha quadros, quadros estranhos. E tudo era reluzente.

“Ei Bella!” Rose disse com seu melhor sorriso, os olhos azuis pareciam duas pedras preciosas.
“Rose, como está?” Abri também um sorriso, ainda impressionada. “Cheguei cedo?”
“Uh, não! Alice e Jake já estão aqui, entre!” Ela me deu passagem, Rose segurava um sorriso pequeno.
“Sua casa é linda!” Falei, embora não fosse o estilo que eu gostava, a casa gritava bom gosto.
Ela riu ao meu lado. “Eu amo vermelho!”
“Percebo!” Falei sem pensar, mas não ganhei nenhum olhar de reprovação.
Sentei-me no sofá claro, contrastando horrores com a parede, vi Alice e Jake vindo da cozinha, eles carregavam mil garrafas.
“Bella!” Jake disse alto, o sorriso ocupava metade do rosto. Levantei-me para abraçá-lo.
“Você sumiu, descobri que você se acertou com o branquelo bêbado!” Ele disse sorrindo, depois de me soltar.
“Pois é, o nome dele é Edward!” Falei antes que Jake colocasse apelidos idiotas em meu namorado.
Aquilo fez Jake sorrir ainda mais, Alice juntou-se a nós. “Bella, saudades de você!”
“Eu também senti, como está?” Beijei-a na bochecha, Alice me olhou marotamente.
“Eu estou ótima, eu quero saber como você estar!” A fala de Alice despertou sorrisos baixos em Rose e em Jake.
Eu os olhei. “Posso saber o que vocês estão aprontando para mim?”
“Não queira saber, Bella!” Rose disse sorrindo abertamente, os olhos dela brilhavam de puro divertimento.
“Ótimo, vocês vão me manter como refém?” Perguntei-lhes quase irritada. “Cadê o almoço que teríamos?”

Alice sorriu docemente para mim, quase pedindo desculpas. “Não fique com raiva, pensei que seria divertido ter uma conversa de mulher com você!”
“Jake é homem!” Falei por reflexo, eu não estava com raiva, mas eles poderiam ter me falado as intenções antes.
“Bella, esqueceu que eu gosto da mesma coisa que você gosta?” Jake derramou deboche para mim.
“Conversa de mulher?” Repeti rendida, eu não tinha muito que dizer.
Alice sorriu amplamente, feliz por ter conseguido seu objetivo. “Posso te pedir uma coisa?”
Assenti positivamente, esperando o pedido. “Esqueça tudo sobre ele, sim? Esqueça tudo que ele te fez, aquilo não era sexo, era pura usurpação.”
Embora aquilo não fizesse sentido para Jake e Rose, agradeci Alice por aquilo, era fácil esquecê-lo, mesmo lembrando-me de tudo.
“Querem me interrogar então?” Perguntei sorrindo, mas ainda sentia certa apreensão e vergonha, muita vergonha.
Jake abriu um sorriso e foi acompanhado pelas meninas. “Edward é grande?”

Eu perdi minha respiração, aquilo já tinha começado do pior jeito possível. Meu rosto já estava um tomate de tão vermelho, lembrei-me então de Edward e toda sua virilidade. A saliva acumulou em minha boca e um arrepio gostoso me atingiu.

“Ele é!” Falei tampando meu rosto com a mão, infantilmente.
Ouvi três risadas. “Que tamanho?” Alice perguntou entre risadas.
Aquilo não era justo, eles não viam o quão envergonhada eu estava, não? Eu não sabia como demonstrar, fiz, atrapalhadamente, com as mãos.
Ganhei três olhares surpresos e presunçosos. “Quer dizer que Edward é bem dotado?”
Eu olhei para eles, Jake estava sentado no chão com um copo de cerveja e Alice esparramada no sofá, também bebendo. Rose tinha o corpo esticado em uma poltrona.
“A noite durou muito?” Rose perguntou sorrateiramente, completamente curiosa.
“A gente fez duas vezes.” Minha voz falhou miseravelmente. Eu queria voltar para minha casa!
“Bella você precisa de álcool, sério!” Jacob me passou seu copo ainda na metade. “Nada que você nos contar será dito fora daqui!”
Bebi a cerveja, sem intervalo entre os goles. Talvez eu ficasse bêbada daquele jeito, embora fosse difícil alguém ficar embriagado apenas com cerveja. Alice piscou para Rose, que saiu a sala e voltou com mais garrafas.
Alice bebeu um gole grande antes de me olhar com diversão. “Gozou quantas vezes?”
Eu me deleitei com as lembranças, contei nos dedos das mãos. “Uh, algumas! Foi mais forte com a língua de Edward!”
“Ele te chupou?” Jake praticamente gritou pela revelação, ele estava visivelmente surpreso.
Minha cabeça balançou positivamente, não consegui esconder meu sorriso. “Aquilo é bom!”
Rose e Alice também sorriram, embora eu visse toda malícia nos lábios delas. “Você retribuiu?”

Senti meu rosto esquentar ainda mais, eu já tinha feito muito aquilo. E era sempre uma droga. Vontade de vomitar, engasgo e lágrimas nos olhos. Pura humilhação.
“Não?” Falei incerta, deixei minha cabeça cair contra o encosto do sofá. “Ainda não!”
“Bella, você sabe que qualquer homem fica fora de si com um boquete bem feito, sim?” Jake me lançou malicioso. Ele parecia se lembrar de alguma coisa.
“Edward não vai ser diferente, mais cedo ou mais tarde, ele vai te pedir.” Rose disse sorrindo. “Não espere que ele peça, faça, surpreenda-o!”
Saltei meus olhos, Alice me deu um sorriso aberto. “Precisa de dicas?”
Eu sorri para ela, Alice parecia mais uma sexóloga. “Praticando muito com Jasper?” Não me pergunte da onde veio aquela pergunta. Culpe a cerveja.
Ela gargalhou. “Muito, muito, muito mesmo!”

Era estranho saber detalhes da vida sexual de minha amiga, mas me permiti sorrir também.
Rose me deu mais uma cerveja. “Edward é limpinho? Isso ajuda muito!”
Não sei se fechei os olhos e mordi os lábios, mas eu tinha vontade de fazê-los, pois me lembrar do membro de Edward me fazia ficar completamente mole. Era limpinho e brilhante, rosa também.
“Ele é uma graça!” Aquele era um adjetivo estranho para se referir ao melhor pau do mundo, mas foi a única coisa que me veio a cabeça.
“Sem pelos?” Alice parecia admirada com a condição de Edward. “Aproveite para chupá-lo muito então!”

Apenas bebi mais, eu não fazia ideia do que falar. Encarei Rose e Jake, que também me encararam.
“Ei? Não me olhem assim!” Adverti-los, mas, em troca, recebi apenas sorrisos cheios de atrevimentos.
“Você bateu para ele?” Jake fez o, universalmente, conhecido movimento, com a mão.
“Só um pouco!” Falei, estranhamente, mais alto.
“Isso garota! Homens gostam de ganhar certo descanso!” Ele respondeu-me piscando, teatralmente.
“Gostam?” Perguntei por reflexo.
Todo mundo riu, e eu fiquei ali os encarando. “Bella, todo cara bate punheta, não adianta, e, na maioria das vezes, ele não está pensando em você! É sempre bom dá aquela aliviada, mas nada melhor que quando feita pela mão de outra pessoa.”

Eu ri quando Jake ganhou uma salva de palmas pela explicação. Eu tinha ouvido todo discurso, completamente abismada.
“Eles pensam em quem então?” Perguntei interessada.
“Eventualmente, será em você. Homens adoram lembrar-se de ex’s, a chefe do banco, a piriguete que deu mole na rua, a famosa que ele nunca vai por as mãos. E se você perguntar, ele vai dizer que sempre pensa em você!” Jake fez mais um discurso.
“Não fique com ciúme, sim? É normal!” Rose disse segundos depois “Faça para Edward, ele vai te agradecer do melhor jeito possível.”
“Eu sempre me atrapalho nessa parte...” Confessei envergonhada, eu odiava a minha puta falta de coordenação.
“Pegue com vontade, morrendo de tesão. Não seja fresca, homem não gosta de mulher chata na cama. Não precisa estrangular, mas pegue firme e olhe nos olhos o resto você faz instintivamente, observe o que deixa Edward perto da borda.” Rose disse cheia de certeza.
“Não deixe de beijá-lo, homens gostam de beijos, pescoço, boca, peito, beije tudo que você puder!” Jake acrescentou logo depois.

Imaginei Edward a minha mercê. Eu sobre ele, fazendo tudo. Beijando, lambendo, chupando. Ele vermelho, ofegando, me dando o melhor sorriso, ele soltando bobagens e sacanagens para eu ouvir.

“Pensando em quê, Bella?” Alice perguntou presunçosa. “Imaginando como será colocar tudo isso em prática?”
“Edward costuma falar muita sacanagem quando está comigo...” Coloquei como aquilo não fosse uma informação importante.
“Você gosta?” Jake perguntou me analisando. Eu assenti sorrindo.
“Fale também, não precisa ser forçado. Elogie, diga que está gostando, fale bem pertinho do ouvido...” Jake sorriu também.

Eu já tinha ido para a segunda garrafa, eu sabia que minha sobriedade estava indo para o ralo, eu não me importei muito. Estava sendo engraçado aquele papinho.
Rose prendeu os cabelos no alto. “O que você gosta que Edward faça com você?”
Era tão fácil responder aquilo. “Os beijos, a língua contra a minha, a mão em minha cintura, em minha bunda, a boca em meus peitos, os dedos me tocando...”
“Dedos longos?” Jake perguntou entre risadas.
“Perfeitamente longos e habilidosos.” Eu deveria conter minhas reações, pois eu sentia minha entrada latejando fortemente.
“Mais habilidosos que os seus?” Alice perguntou sem nenhum aviso prévio.
Quase engasguei com a cerveja, meus olhos pularam para fora e minhas bochechas queimaram. “Eu nunca tentei...”
“O quê?” Os três gritaram juntos, surpresos.
“Bella, você tem que conhecer seu corpo, descobrir seu ritmo! Masturbação é uma delícia, sabia?” Rose disse sem corar, como se fosse perfeitamente normal.
“Eu gosto do ritmo de Edward.” Tentei argumentar.
“Você só conhece o dele, oras! Vai que você descobre que prefere mais lento ou mais rápido?” Alice jogou para mim, os olhos esperaram minha resposta.
“Eu não sei me tocar, sim?” Falei de uma vez, não adiantava enrolar.
“Fique sozinha, relaxe e explore seu corpo, use lubrificante ou um vibrador, acredite, ele faz você ir ao céu!” Alice continuou, ela sorria de modo amplo.
“Não é a mesma coisa que ter um pau te fodendo, mas é gostoso descobrir onde você gosta de ser tocada.” Rose parecia refletir. “É um momento só seu, embora Edward fará qualquer coisa para ver também.”

Eu a olhei surpresa. “Bella, Edward vai adorar ver você se tocando com as pernas abertas, pense, você tem vontade de ver Edward batendo uma?”
Minha boca encheu de água com a visão. Ele estaria debaixo do chuveiro e se tocando sem cuidado, gemendo qualquer coisa desconexa e me olhando. A água iria descer delicadamente pela barriga durinha, os cabelos estariam molhados e bagunçados. Ele gozaria forte e não pararia tão cedo.
Deitei ainda mais minha cabeça no sofá, eu iria gozar apenas com aqueles pensamentos. “Eu preciso ir para casa!”
“Precisa nada, ainda nem estamos na metade!” Jake disse e me passou mais uma garrafa.
“Uh, o que mais é importante? Hmm, calcinhas?” Alice apenas colocou.
“Compre tudo pequeno, muita transparência! Homens só querem tirar suas roupas, sim? Mas não custa nada ter algo sexy por baixo.” Rose disse me olhando.

Minhas calcinhas já eram pequenas por causa do conforto, eu iria me arriscar nas coisas cheias de renda. Aquele tópico não era tão importante assim, eu me surpreendi quando eu sugeri o próximo.
“Posições?” Pedi que eles entendessem minha deixa, era constrangedor falar mais alguma coisa.
“Edward sonha em ter comer de quatro!” Alice disse já bêbada, ela sorria bobamente. “Não se preocupe se ele puxar seus cabelos, homem gosta disto e, na maioria das vezes, ele vai te pegar de um jeito que vai fazer seus olhos rolarem!”
Rose e Jake concordaram. “Homem gosta de dominar, ver da mulher corpo curvado, claro, é uma delícia! Edward te tocará todinha!”
“Uh, de ladinho, você montada nele...” Rose falou calmamente. “Existem infinitas, vocês vão descobrindo juntos, essa é a parte mais gostosa!”
“É bom ficar por cima.” Soltei debilmente, tudo era efeito do álcool.
“Experimente ficar roçando nele, sem penetração, adie o quanto consegui e você vai ver Edward implorando para te foder.” Alice sorriu antes de falar, eu tinha medo dos pensamentos dela.
“Provocá-lo?” Eu repeti interessada, eu tinha certo apreço por provocá-lo, fazê-lo ficar com vontade.

Talvez eles tivessem percebido meu sorriso curioso. “Isso não é sobre insinuação, colocar seus peitos na cara dele. Deixe-o curioso, tente beijá-lo de jeito diferentes, e, principalmente, fazer charminho dá muito certo.”
Era impossível me fazer de difícil com Edward, ele me desarmava com um olhar. “Não é tão fácil assim.”

Alice não deixou Jake falar. “Bella, não deixe tudo muito fácil para Edward, homem tem que comer na mão da gente, não o contrario.”
Sorri com as escolhas de palavras. “Uh, como fazer então?”
“Primeiro, se valorize!” Jake disse meio sério. “Confie em você.”
“Só faça o que te deixa à vontade, mas é sempre bom perguntar o que Edward gosta.” Rose falou pensativa.
Se eu tivesse um bloquinho, eu anotaria aquelas coisas. “Eu acho que Edward já fez de tudo, ele está anos luz a minha frente.”

Não sei se eu sentia ciúmes por aquilo. Eu sabia que Edward já tinha dormido com mil e uma mulheres, com certeza, ele já realizara todas suas fantasias. Eu só iria aprender com ele.

“Experiência sempre é bom, mas pode apostar que Edward tem vontade de fazer coisas loucas com você!” Jake disse sorridente. “O que você tem vontade de fazer com ele? Transar em que lugar? Que posição?”


Todo meu sangue acumulou-se em meu rosto e pescoço. Eu não sabia muito bem quais eram minhas fantasias. Talvez no carro, elevador, Edward uniformizado. Sim, ele como o bombeiro mais quente que eu já vira.
Preferi não verbalizar a última, existia Jasper e Emmett e, com certeza, eu ganharia olhares estranhos de Rosalie e Alice. “Eu gosto do Volvo de Edward, tem um cheiro bom!”

“Já pensou em chupá-lo enquanto ele dirige?” Alice lançou-me, o semblante era extremamente curioso.
Era engraçado como tudo virava em torno de eu colocar Edward em minha boca. Eu sabia que Jake me daria as dicas certas. “Não é simplesmente só chupá-lo como um sorvete.”
“Isso, imagine um sorvete.” Jake pareceu interessado. “Se estiver bom, a gente chupa com vontade, certo?”
A analogia era escrota, eu sorri imaginando Edward. “Não adianta só dar uns beijinhos, tem que fazer serviço completo.” Rose completou sorrindo.
Alice, que estava meio aérea voltou a terra. “Está é a única situação em que babar é permitido, sim? Beijo muito molhado é uma droga, mas não poupe saliva. Quanto mais molhado, melhor para o homem.”
“Cuidado com dentes, homens tem pavor em ver qualquer machucado no brinquedinho deles.” Ouvi a voz de Rose soando longe, ela caminhou lentamente para a cozinha.
“Olhe nos olhos, sempre.” Jake falou sorrindo. “Pisque, caras e bocas deixam qualquer homem louco.”
“Eu vou parecer uma retardada!” Falei debochada. As chances de Edward terminar rindo de minha cara eram enormes.
Alice soltou uma risada arrastada. “Bella, se você tiver curtindo, Edward vai gostar também, simples!”
“Lembre-se você tem um pênis na sua frente, explore-o inteiro. Claro, a glande é consideravelmente mais sensível, mas estimule a base, o corpo. E o saco! Sério, puxe de leve e de lambidas longas!” Só faltou Rose fazer os movimentos, pois ela estava dando uma aula.

Eu ouvia tudo atentamente, deveria admitir, eu tinha curiosidade em sentir o gosto de Edward. Tê-lo pulsando dentro de minha boca e depois se derramando, dentro de minha boca também.
“Uh, é gostoso fazer um 69, mas você começar com ele deitado na cama ou ele em pé.” Jake disse, parecendo se lembrar de algo. Preferi não criar interesse na vida sexual dele. Céus, por que minha mente rodava a cada vez que eu o imaginava como passivo?
“Por que está me olhando assim?” Corei quando ele percebeu meus olhares curiosos.
“Só imaginando!” Falei sorrindo, eu deveria controlar meus lábios, eles estavam se curvando demais.
“Você está bêbada!” Ele disse e me passou a garrafa que já estava perto do fim.
Eu o agradeci e terminei com o líquido, meu celular vibrou no bolso de meu short.

Estou indo para casa, quer que eu leve alguma coisa?
E.


Olhei as horas, já era tarde. Sorri ao ler as palavras e perceber ao grau de intimidade presente naquela mensagem. Eu decidi que eu queria sorvete, eu só tinha pensamentos sobre Edward sendo meu sorvete essa noite.

Sorvete! Eu amo você, Edward! : ) )
B.


Digitei de qualquer jeito e enviei logo em seguida, joguei o celular para o lado e voltei para a cerveja.

Você está bem, baby? Criando novas palavras?
E
.

Não entendi o motivo da mensagem, Edward fazia comentários difíceis de entender, às vezes. Eu a ignorei. Corri meu olhar pela sala, eu tinha a sensação que eu era a mais bêbada de todos. Sentia falta de meu filtro. “Jake, você ainda tem pregas?”
Ele sorriu de um jeito estrondoso. “É possível sentir prazer anal, ok?”
“Não é não!” Refutei cheia de certeza, aquilo doía até a alma. Ganhei um olhar feio de Alice, eu entendi o ponto dela. Era Edward, não Sebastian.
“Tem que ser com cuidado, você vai ficar louca, acredite!” Rose me tirou a garrafa da minha mão. “Não precisa de pressa, deixe Edward te tocar com os dedos, você vai relaxando aos poucos, claro, use lubrificante!”

Minha mente vadia formava as imagens. Edward me penetrando enquanto os dedos longos me estimulavam, eu iria rebolar sem cuidados contra ele.
“Eu preciso ir para casa.” Falei e me levantei. Procurei a chave do carro em minha bolsa.
“Tsc, tsc.” Rose estralou com a língua. “Você está bêbada, eu te levo!”
“Pede pro Edward me buscar?” Pedi contrariada.
Rosalie pareceu pensar, ela sorriu depois. “Ele vai me matar se descobrir que nós te embebedamos.”
“Eu me redimo com ele mais tarde.” Falei enrolado, ganhei um sorriso presunçoso logo depois.


(...)


POV Edward 

Eu estava na dúvida entre baunilha e creme. As opções eram inúmeras, peguei um pote de cada. Joguei para dentro da cestinha algumas cervejas e coisas para cachorro.
Meu celular vibrou em meu bolso, assustei quando vi o número de Rose.
“Oi?” Atentei antes do terceiro toque.
“Oi, Edward? Hmm, Bella está em minha casa, você pode buscá-la?” Ela disse atropelada e incerta.
Corri os dedos em meus cabelos, eu sabia que o comportamento de Bella estava estranho naquela tarde. “O que aconteceu com ela?”
Rose sorriu. “Ela está ótima, não se preocupe! Anote o endereço.”
Fiz o que ela disse, caminhei entre as gôndolas do supermercado. Peguei uma fila do caralho e, enquanto eu esperava, joguei balas e chicletes para terminar minha compra.

A tarde já estava caindo o trânsito, infernal. Eu bufei quando estacionei em frente ao prédio opulento no centro de Upper East Side. Subi até o andar de Rose, toquei a campainha sem soar muito ansioso. A porta se abriu logo depois. E um mar vermelho se fez. Tudo era vermelho, o sofá branco parecia fora do lugar dado o contraste. “Oi Rosalie!”

“Entre!” Ela me deu passagem e então eu encontrei corpos pelo chão. Alice era a mais bêbada, tinha Jake também. Eu ainda corava ao olhar para ele.
Bella estava sentada no sofá, ele me deu um sorriso absurdamente bonito e leve. Os olhos estavam desfocados. “O que você fez com Bella?”
“Ela só bebeu um pouquinho, ela quer que você a leve para casa!” Rose disse pausadamente, meio envergonhada.
Fui até o sofá, Bella sorria bobamente para mim. “Ei, bombeiro!”
A voz arrastada me fez sorrir. “Oi, baby!” Falei e a levantei. Eu tombei quando ela me puxou para beijá-la.

O beijo fora engraçado, tinha gosto de cerveja e Bella bagunçou meu cabelo. Eu retribuí sem me importar com a presença de Rose. Enlacei-lhe pela cintura, trazendo-a para mim, a língua de Bella pediu passagem e tudo ficou melhor. O álcool bateu mais forte contra minha língua. O dia fodido parecia nada quando ela me beijava daquele jeito.
Quando Bella tornou-se afoita com as mãos em minhas costas, desacelerei o ritmo. “Não estamos sozinho, Bella.”

Ela traçou uma linha de beijos até meu ouvido, a respiração parecia pesada. “Seja meu sorvete essa noite, baby!”
Eu estremeci com as palavras, meus pelos eriçaram instantaneamente. “O que você quiser.”
Bella sorriu e beijou meu lóbulo, o que me fez colar ainda mais nossos corpos, recobrei minha sanidade e lembrei-me de Rose.
“Eu preciso repor seu estoque de cerveja?” Lancei para Rose, que nos olhava abraçados.
“É só Emm quem bebe, tem muita ainda.” Ela disse sorrindo. “Bella fica bêbada tão rápido!”
Sorri para o comentário. “Bella ainda não aprendeu que se deve beber devagar. Acho que já vou indo. Obrigado por ter ligado, sim?”
“Por nada, a gente se vê!” Ela disse quando passei pela porta, Bella me segurava pela cintura.

Ela parecia completamente aérea, Bella me dava sorrisos pequenos e olhares sobre os cílios. Eu estava memorizando a imagem que eu tinha. O short curto e a camisa me revelando o topo de seu par de seios. Eu gostava do all star também.

“Eu comprei o sorvete!” Falei depois que ela sentou-se no banco do carona. Ela teria que buscar o carro dela amanhã.
Bella saiu do banco e ficou entre minhas pernas. “Eu já disse, você vai ser meu sorvete!”
Aproveitei para beijá-la, o gosto forte não me incomodava, minhas mãos entraram em sua camisa. Ela tremeu quando meus dedos escovaram a pele que lhe cobria o estômago. Senti uma mordida em meu lábio inferior, Bella gemeu em minha boca. Era incrível como a libido dela subia por causa do álcool. “Vamos para casa, baby!”
Eu a coloquei no banco e afivelei o cinto, Bella fez bico para mim, mas eu só precisava ir para casa e ter um pouco dela.

Beijo com sorvete era gostoso, mas era tão difícil me segurar com Bella. Nós parecíamos dois adolescentes que se amassavam toda hora. Eu daria tudo para estar dentro dela de novo. Ir muito fundo dessa vez.
Olhei para o lado e vi Bella com o lábio entre os dentes, completamente pensativa. Pareciam bons pensamentos. “Pensando em quê?”
“Em nós dois juntos!” Ela disse me encarando, o rosto corou graciosamente.
meus olhos saíram da pista por uma fração de segundo. O meu sangue decidiu se concentrar na parte abaixo de meu quadril. Porra.
Bella sorriu para mim, senti a mão contra minha nuca. Ela fez um carinho gostoso. “Vamos para casa, Edward!”

Eu dirigi o resto do percurso em silêncio, o radio cantava baixinho. A mão de Bella continuou em minha nuca, às vezes, as unhas arranhavam meu pescoço. Eu sorria rendido em resposta. Era fácil abrir o sorriso ao ver Bella sonolenta, ela era adorável daquele jeito. Era queria dormir, mas relutava. “Eu te carrego, Bella!”

Minutos mais tarde, estacionei em minha vaga. Tirei as sacolas e Bella para fora. Eu deveria deixar Bella no apartamento dela, mas subi sem culpa para o décimo sexto andar com ela escorada em mim. Assim que passei pela porta, senti algo áspero e molhado contra minha perna. Flip-flop latiu também. “Oi campeão!” Deixei pela no sofá e fui ver a situação da lavanderia. Eu tinha sorte, aquele vira lata não era muito bagunceiro, enchi a tigelinha de água e a de ração.

Voltei para me deitar no sofá com Bella, mesmo sem tomar banho e comer. Eu amava vê-la quietinha quase dormindo, beijei-lhe delicadamente e enrolei os cabelos em minhas mãos. Ela adormeceu logo depois.
Carreguei-a para minha cama, mesmo querendo, não tirei as roupas dela. Desabotoei o short e tirei os tênis. O princípio de noite estava quente, tomei um banho demorado e escorreguei para dentro de meu short de pijamas.
Busquei o pote de sorvete, liguei a TV e fiquei ali sem sono sobre minha cama. Adorando o sono e imagem de Bella e, esporadicamente, levando umas colheradas de sorvete a minha boca. Ponderei sobre acordar Bella e oferecer um pouco a ela. Decidi não fazê-lo. Eu não aguentaria me segurar se visse Bella lambendo aquela colher. Eu esperava desesperadamente o dia em que eu seria o sorvete dela.

Por que diabos eu chamei meu pau de sorvete? Dei um tapa em meu rosto, um castigo pela analogia barata. Voltei a saborear o sorvete, quando o sono me aplacou, deixei um beijo gelado na testa de Bella e dei a volta na cama para colar meu peito nas costas dela. Sonhei com Bella e sorvete. Ela chupando um sorvete. O sorvete em questão não era de creme nem de baunilha.

Continua..

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