08 março 2016

FanFic Passado Distorcido - Capitulo 37 - Viagens que trazem sonhos doces.

 

Autora(o): Kelly Domingos - Whatsername no Nyah!
Gênero: Angst, Romance, Universo Alternativo, Hentai, Drama
Capítulo 36 - Induzido ao erroCensura: +18 
Categorias: Saga Crepúsculo 
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo


Viagens que trazem sonhos doces.


POV Bella


Eu tinha uma boca suja pra caralho, pois eu praguejei todas minhas roupas. Estava sendo frustrante escolher as peças que eu levaria para Chicago, o tempo estava frio e isso dificultava muito.Edward saiu do banheiro com os cabelos molhados e, para deixar minha paciência ainda mais rasa, ele molhou todo o chão. Nem mesmo as mãos fortes envolvendo minha cintura me fizeram ficar bem humorada.

“Por que você está toda bravinha?” Edward perguntou baixinho em meu ouvido, eu ignorei os tremores em minha espinha.
Pousei minhas mãos sobre as dele, olhei-o sobre o ombro. “Eu não tenho roupas!”
Uma risada quase debochada preencheu o quarto, Edward beijou delicadamente meu pescoço. “Você tem muitas roupas, Bella!”
“Não adianta, Edward! Eu não vou transar com você, pode ir parando com suas investidas.” Ralhei para ele, por que eu, simplesmente, queria encontrar roupas descentes.
Ganhei mais beijos, eles seguiram para minha orelha. “Você é tão sexy quando brava e digamos que eu adoro te irritar!”
“Você é um convencido do caralho, Edward!” Eu falei, tentando resistir a ele.
Edward apertou mais as mãos em minha cintura e colou nossos corpos. Minha bunda moeu contra a ereção gloriosa. Mesmo sem ver, eu sabia que Edward carregava um sorriso idiota e presunçoso.

Ele colocou meus cabelos para o lado, tendo, assim, mais espaço para brincar com minha nuca. “Vamos lá, Bella; você louca para dar para mim, não está?”
Suprimi meus gemidos, incapaz de falar nada coerente. Juntei minhas pernas e movi-me contra o pau de Edward, ele simulou uma estocada e eu me rendi.
Lembrei-me da foda homérica que tivemos pela manhã. Nós tínhamos feito pequenas loucuras e soltado gemidos altos, eu, realmente, queria repetir a dose. Girei para ficar em frente a ele, nossos olhos se cruzaram e tudo estava dito.

Edward nos puxou para a cama, sabendo que, assim como em nossa foda matinal, eu teria o controle. Ele se deitou a minha mercê, sorrindo.
Engatinhei ao lado dele, comecei puxando a camisa para fora. Ela caiu sobre o cachorro que dormia sobre o tapete. Encarei os ombros largos, perdida com tanta masculinidade; levei meus olhos para a barriga durinha e desci para a parte dura de Edward. Sem cerimônias, o massageei sobre a bermuda jeans.
Os gemidos de Edward eram sofridos e baixos, ele me puxou para um beijo longo. As mãos desabotoaram minha calça e a puxou para baixo. Minha calcinha estava transparente por causa da umidade, Edward tirou minha regata sem dificuldades. Ele me deu um sorriso bobo, como um moleque.
Olhei para meu corpo, minuciosamente. Então, eu também sorri. Existia um conjuntinho completamente básico e sem graça. Calcinha a sutiã num tom de rosa claro.Ele me beijou de novo e levou a mão para meus peitos, Edward me apalpou com a pressão certa. “Você está gostosa pra caralho.”
Eu o beijei com toda vontade que me consumia, eu desci meus lábios para a barriga tonificada. Eu mordia sem cuidados, as marcas de meus dentes demorariam a sair. Tracei o cós da cueca preta, já sentindo minha boca encher de água. Era uma verdade incontestável, eu amava chupá-lo.
Posicionei-me entre as pernas de Edward e joguei aquela bermuda para qualquer lugar. Eu sabia como deixar-lo descontrolado, e aquilo me fazia sentir a mulher mais completa da face da terra.
Dei mais uma olhada para Edward, o rosto corado evidenciava o quão excitado ele estava. Minhas mãos adentrando na cueca e puxaram o membro teso para fora, eu babei por ele. Antes de começar, prendi meus cabelos e sorri para Edward.


“Goze em minha boca, tá? Não quero desperdiçar nada.” Falei olhando-o sob meus cílios, eu estava inclinada a engolir tudo.

Além do cheiro característico de Edward, hoje também tinha um pouco de sabonete, por causa do banho recém tomado. Era tudo que eu precisava para cair de boca no pau que pulsava sob meu toque.
Eu não gostava de rotina, nem do clichê. Era idiotice começar sempre do mesmo jeito, eu não perderia a chance de surpreender Edward. Então, eu o masturbei até ele vir, algumas palavras estranhas saiam da boca de Edward, ele estava desesperado por libertação; sem qualquer aviso, abocanhei-o, indo fundo e batendo contra minha garganta. Alternei lambidas em toda extensão e sugadas demoradas. Minha baba escorria e melava minha mão, mas Edward gemia feito animal para a cena. Tão logo, ele veio, quente e viscoso. Eu sorvi tudo, inteiramente realizada. Edward tinha a cabeça pendida para o lado, eu amava aquele sorriso não afetado. Beijei-lhe nas coxas e subindo pelo ventre que subia e descia. Ele me buscou para um beijo, fora lento e profundo. “O que vai ser de mim sem você?”
Eu sorri verdadeiramente para ele. “Não se pergunte isso, não há como acontecer!”

Ganhei mais um beijo, Edward me puxou para deitar ao lado dele. Os carinhos desceram para meus ombros, eu sabia aonde ele chegaria. Eu não me importava nenhum pouco. Abri minhas pernas para ele, um convite total. Edward traçou minhas dobras úmidas sobre o tecido, simultaneamente, os lábios beijavam o topo de meus seios. Nossos olhos estavam presos, pois eu gostava de vê-lo me tocando e beijando. Era estupidamente sexy e depravado. Os olhos verdes saíram dos meus por um breve instante, quando eles voltaram, só existia a curiosidade.
“Baby, que caixa é aquela?” Ele perguntou sem parar os movimentos cálidos.

Olhei para onde ele olhava e, então, meu rosto queimou. A caixa branca com um laço azul estava perto do armário, intocada. Amaldiçoei-me por não tê-la escondido adequadamente, era o presente de Edward. Os vinte e seis anos seriam comemorados no domingo, em Chicago.

Nosso amasso deu espaço para um rosto curioso e um rosto corado. “Não era para você descobrir.”
Edward me beijou delicadamente e eu tirei a mão dele de mim. “É o seu presente de aniversário.”
Os olhos verdes cerraram e as bochechas ficaram rubras. “Bella!” Saiu como uma advertência.
Sentei-me na coxa dele e afaguei o rosto perfeito. “Seu aniversário é domingo e estaremos com seus pais, pensei em te dar alguma coisa legal, mas o máximo que consegui foi isso.” Apontei sem vontade para a caixa.
“Você sabe que eu não ligo para isso, certo?” Edward perguntou sobre meus lábios, o contato era apenas carinhoso.
Beijei-o demoradamente. “Edward, é realmente impossível comprar alguma coisa para você, não encontrei nada a altura, sério.”
Apontei para o pequeno apanhador de sonhos que ele me dera meses atrás. “Eu queria alguma coisa que representasse nós dois.”
Edward me beijou, a fim de encerrar meu discurso cheio de inseguranças. “Mostre-me, eu vou gostar.”
Sai da cama envergonhada, peguei a caixa pesada e dei a ele. O cartão estava lotado com minha letra feia.
“A gente pode trocar, tá?” Falei na defensiva, a verdade era que eu estava morrendo de medo de Edward me achar a pessoa mais fútil do mundo.
Quase sem perceber, ele me abraçou e beijou minha bochecha. “Eu te amo e amo tudo que vem de você, sim?”

Sem mais esquivas, pedi para que ele abrisse a caixa. Edward o fez com cuidado. O vídeo game foi se relevando aos poucos.
Eu tinha meus olhos nos de Edward, pegando cada reação. Eu só enxergava o brilho, nada mais. Ele sorriu uma fração de segundo depois, as ruguinhas se formaram delicadamente. Edward estava feliz!
Ele não disse nada, apenas beijou cada parte de meu rosto. “Eu te amo tanto!”
Sorri timidamente para ele, feliz também. “Gostou?”
Edward nos virou na cama, colocando a grande caixa ao nosso lado. Ele me segurou pela cintura e bateu o nariz no meu. “Sabe por que eu gostei tanto?”
“Não?” Respondi por reflexo, querendo a resposta.
Os lábios finos pousaram nos meus, cheios de admiração. O brilho dos olhos de Edward me ofuscava. “Bella, meu amor, você poderia ter gastado uma fortuna comigo, ter comprado um carro, um pequeno país ou uma ilha no Pacífico, mas você comprou umvídeo game! Eu estou inteiramente feliz por ele, você sabe que eu gosto e é claro que ele nos representa, minha namorada é linda, gostosa e gosta de vídeo game. Bella, eu já disse, eu tenho uma sorte do caralho.”

Ouvi o discurso longo atentamente, absorvendo cada palavra. Sem saber muito bem o que dizer, eu o beijei como se eu dependesse daquilo para viver. “Amo você!” Falei baixinho e procurando os olhos verdes. “Uh, por favor, não vire um fanático, tá? Eu ainda existo, sim?”
O aperto que era polido em minha cintura, tornou-se intenso. “Não seja boba, Bella! Podemos terminar o que tínhamos começado.”
Sorri e beijei-o, sem poder aprofundar. “Mais tarde, pode ser? Vou arrumar nossas malas e, por favor, limpe a cozinha para mim?”
Eu gargalhei para a careta que Edward fez, ele odiava limpar a cozinha à noite. Edward era o típico preguiçoso, ele poderia passar o dia comendo e dormindo apenas.
“Você sabe, Edward. Faça seu trabalho e você será recompensado do melhor jeito possível!” Eu gritei antes que ele passasse pela porta. Ele piscou diabolicamente para mim.

(...)

Tudo parecia organizado, o relógio marcava quase dez. As malas estavam prontas, Edward já colocara água e ração suficientes para nutrir Flip pelo fim de semana, a casa estava limpa. Estávamos prontos para visitar Carlisle e Esme.
“Venha se deitar, Bella!” Edward me chamou ainda sob as cobertas pesadas.
Andei mais uma vez pelo quarto, certificando-me de tudo. “Só vou escovar meus dentes.”
Assim que eu o fiz, cai ao lado de Edward na cama. Nem mesmo o aquecedor minimizava o frio, me aconcheguei o corpo quentinho de Edward.
“Vamos sair quantas horas?” Perguntei apenas para calcular quantas horas eu teria de sono.
Edward moveu para o meu lado e passou minhas pernas sobre as dele. “As quatro, está bom para você?”
Gemi de frustração. “Não mesmo! Não me deixe para trás, tá?”
Ganhei um beijinho em minha têmpora. “E eu perderia a chance de dirigir com você ao meu lado?”
Sorri baixinho e busquei os lábios de Edward. “Fiz uma playlist para a gente escutar, peguei em seu computador.”
“Uhum.” Edward disse ainda mais baixo, ele correspondeu meu beijo com certa determinação. Eu me perguntei se eu conseguiria ficar um fim de semana sem ter Edward dentro de mim.
Ele me pegou pela nuca, o toque era possessivo. “Eu tenho planos com você em minha cama, em Chicago!”

“Claro, nós vamos transar na casa de seus pais! Não seja idiota, Edward. Sem chances!” Eu falei decidida, eu não faria aquilo, não mesmo.
Edward cessou nosso beijo e me olhou. “Você não pode fazer isso comigo, baby!”
Eu quis sorrir para o desespero dele, era engraçado. “Quando a gente voltar, fazemos tudo que você quiser, eu prometo!”
“Uh, é isso? Não vamos transar no fim de semana?” Ele perguntou por fim.
Beijei-lhe delicadamente, mordi o lábio fino com cuidado também. “Exatamente!”
“Eu posso te persuadir do contrário?” Edward me lançou cheio de presunção, ele estreitou os olhos minimamente.
“Tente!” Propus, eu realmente gostei de como aquilo soava. Um desafio. Cabia a mim, resistir às investidas infalíveis de Edward.
Edward enlaçou minha cintura e me beijou na boca. “Eu vou ter um fim de semana inteiro, prepare-se.”
“Boa noite, Edward idiota e convencido.” Retribui o beijo gostoso, nossas línguas brincaram na penumbra do quarto. Os ofegos eram baixos e seguidos.
“Eu também te amo, Bella bravinha.” Edward disse entre sorrisos, ganhei um último beijo em minha testa. “Boa noite.”

(...)

POV Edward


Olhei para a tela do celular, ele despertaria dali três minutos. Pulei da cama e deixei que Bella dormisse mais um pouquinho, o pesadelo a despertara horas atrás, ainda existia a umidade acumulada nos cantos dos olhos. Caminhei pelo quarto, procurando Flip-flop. Ele dormia calmamente sobre o tapete, acordei-o e o levei para lavanderia. Eu teria que mantê-lo em cativeiro, pois já que ele iria fazer uma sujeira desgraçada, que fizesse num único lugar.

“Não destrua a casa, campeão!” Avisei-lhe firme. Ele teria comida para dois dias, ponderei sobre o frio, pois realmente estava gelado. Fui ao quarto e busquei um moletom velho, Flip abanou o rabo quando eu joguei o tecido para ele. Abaixei para afagá-lo decentemente. “Voltaremos logo, tá? Fique bem, campeão.”
“Às vezes, eu me pergunto se você ama mais esse cachorro!” A voz de Bella soou baixinho, divertida apesar da sonolência.
Ela estava com a coberta sobre os ombros, abracei para me esquentar também. “Eu estava indo te acordar.”
“Seu celular idiota já o fez, não se preocupe.” Ela me beijou na bochecha e penteou meus cabelos embolados.
“Vou trocar de roupa, pegue biscoitos para nós comermos.” Falei e segui para o quarto.
Entrei no jeans que eu tinha usado a semana inteira. Não economizei nos agasalhos, existiam uma camisa pólo, um suéter e um moletom. Olhei-me no espelho, fiz a barba com perícia. Bella apareceu um minuto depois.
Nós olhamos pelo espelho, ela me deu seu melhor sorriso. “Tudo isso é só para ver sua mãe?”
Sorri também. “Eu já disse, ela tem que ver que o filho dela é completamente apresentável.”
Bella deu passos para mim, ela abraçou minha cintura e beijou meu pescoço. “Eu amo o fato de você se vestir como homem, nada de estampas e conjuntos esportivos.”

Antes que eu respondesse, Bella me empurrou com o quadril para ela poder escovar os dentes. Nós dividíamos a pia e eu dei minha escova para ela guardar na mala. Quinze minutos mais tarde, nós estávamos prontos para ir. Ignorei os gemidos e choros de Flip, busquei travesseiros e mantas para Bella dormir no carro. Bella tombou a cabeça em meu ombro enquanto descíamos até a garagem. Ela escorregou para o banco do carona, joguei as malas no bando de trás e dei a volta para começar nossa travessia de cinco estados.
Era uma verdade, Bella dormiria a qualquer instante. Ela jogou os pés sobre o painel e enrolou na coberta, antes de ela fechar os olhos, recebi uma palestra sobre direção segura. Conectei o pen drive com a lista de músicas feita por Bella. Era agradável aos ouvidos, tinha de tudo que eu gostava, eu me pegava cantando, às vezes.

(...)

Bella não acordou pela manhã. O sol era uma puta enganação, pois, apesar do brilho, eu sentia um frio do caralho. Tirei meus olhos da auto-estrada por uma fração de tempo, Bella remexeu um pouco e esfregou os olhos. Ela parecia perdida, eu sorri quando ela me encontrou. Talvez ela estivesse com muito sono, pois ela deitou o rosto contra o vidro gelado. Levei minha mão para a coxa dela, dei um apertão se usar muita força.
“Estamos quase em Indiana!” Falei para norteá-la, isto fez Bella me olhar e sorrir.
“É onde tem aquele Milk Shake? Ela perguntou enérgica, o sono parecia ter dissipado.
“Está muito frio para tomar, não acha?” Questionei-lhe, eu estava mais inclinado a um café ou qualquer coisa quente.
Bella se ajeitou no banco e esticou as pernas. “Quem sabe não tem chocolate quente?”

Olhei rapidamente para a placa no acostamento, ela dizia que faltavam sete quilômetros para chegarmos à Indiana. Eu dirigi em silêncio, Bella me pegava a olhando e nós sorriamos cúmplices. Nada era dito, mas tudo parecia certo e claro.



Bella pegou o celular no bolso e digitou alguma coisa, um segundo e meio depois, meu celular vibrou sobre o painel.

Eu te amo!
B.


Não tentei disfarçar meu suspiro nem meu sorriso. Bella encarou a paisagem que parecia correr, o rosto era mais vermelho que um tomate. Eu quis beijar cada parte da bochecha ou, simplesmente, admirar o rosto que eu amava. Eu digitei com uma agilidade desconhecida.


Venha me roubar um beijo. Amo você, minha coisa linda!
E.


Vi quando o celular dela vibrou, Bella leu a mensagem e corou. Nossos olhares se encontraram e ela veio para me beijar.
“Sua coisa linda, Edward?” Bella perguntou inclinando-se para mim.
Eu sorri para aquela implicância. “Minha coisa linda, inteligente, gostosa... Só minha!”
Bella pegou meu rosto com ambas as mãos, ganhei um afago em minha mandíbula. Ela beijou o bico que eu fiz para ela. “Te amo, minha coisa boba!”
Minha risada saiu alta, voltei os olhos para a pista meio vazia, Bella ajeitou meus óculos. “Uh, acho que me esqueci das lentes.”
Bella deu um tapa na própria testa. “Perdoe-me, tá?”
“Não se preocupe, hmm, chegamos! Quer ir lá ver se tem chocolate quente?” Perguntei assim que vi a lanchonete totalmente deserta.
Abri a porta para encontrar uma rajada de ar frio, eu puxei meu capuz, Bella fez o mesmo. Nós caminhamos com as mãos entrelaçadas, morrendo de frio.
“Que frio da porra.” Bella disse baixinho, eu sorri para as palavras.

A pequena lanchonete era quentinha, olhamos o cardápio. Tinham vários tipos de chocolate quente, com canela, com marshmallow... Eu não queria me arriscar com coisas que eu nunca tinha comido, não hesitei em pedir o mais tradicional de todos. Bella pegou com creme de leite. O lugar era aconchegante, não dava vontade de voltar para o frio. Não sei quem relutou mais, mas depois de muita motivação, saímos em direção ao Volvo. Abri as portas de trás, pois teríamos mais espaço para aproveitarmos nossa bebida quente. Joguei as malas para os bancos da frente.

Bella e eu nos ajeitamos, ela sentou entre minhas pernas e apoiou as costas em meu peito. “Quer um pouco do meu?”

Peguei o copo e bebi um pouco, percebendo que a escolha dela fora mil vezes mais gostosa que a minha. “Vamos trocar?”
Ela sorriu grande para mim. “Nop!”

O frio estava atenuando-se, não sei se por causa da bebida e do aquecedor, ou por ter Bella tão perto. Movi-a para ficar ao meu lado, Bella passou a mão por meu ombro, recebi um afago gostoso em minha nuca. Eu tombei minha cabeça no banco, Bella desfez os nódulos de tensão, aquela era a parte ruim de dirigir por muito tempo. Não demorou em eu ficar relaxado; os toques que estavam apenas tirando um incômodo chato, passaram a me despertar do melhor jeito possível. Bella fez um caminho quente com os dedos. Eles traçavam minha nuca e meus ombros. Cruzei minhas pernas, tentando algum alívio, olhei para minha excitação. Bella não a veria, pois o jeans estava fodido de tão apertado. Puxei a perna de Bella para ficar sobre a minha. Pastei minhas mãos nas coxas cobertas pelo jeans, eu ia, sem qualquer tipo de discrição, para a parte interna. O calor estava me fazendo ter a boca seca.

Bella entendeu minhas intenções, pois ela me puxou para um beijo avassalador. “O que você pretende?”
“Jura que não sabe?” Perguntei sem quebrar o beijo faminto. Aquilo seria rápido. Eu tirei as roupas de Bella, nós sorrimos quando a calça agarrou no par de tênis.
Minhas roupas tiveram o mesmo rumo, os copos vazios foram para o chão também. Bella me beijava feito louca. “Eu disse que não transaria com você nesse fim de semana.”
Assustei-me por Bella ainda estar pensando naquilo, pois, quando excitado, eu não pensava em nada, apenas em me acabar dentro da boceta quente de Bella. “Não ainda não estamos em Chicago, baby!”

Mesmo sendo uma rapidinha, eu não iria apressar nada, mas também não ficaria nas preliminares intermináveis que Bella gostava. Beijei-a no pescoço e desci para os peitos intumescidos. Levei minha mão para a entrada molhada, Bella tinha meu pau na mão, ela me alisava rapidamente.
Eu não fechei meus olhos, eu a penetrei com força. Ela dançou em meu colo, também com os olhos abertos. Bella sabia como me deixar louco, pois ela passou a mão pelo próprio corpo, ora, estimulando os seios, ora, tocando o nervo que pulsava.

Segurei até meu limite, investi ainda mais forte, pois Bella precisava gozar logo. Eu não agüentaria muito tempo. Eu agradeci todos os seres superiores quando Bella virou os olhos e gemeu qualquer coisa e, depois, deitou o rosto em meu ombro. Ela era linda daquele jeito, eu não cansava de olhar. Eu me derramei segundos depois com a consciência tranqüila, pois, eu só merecia meu gozo após de ter dado o mesmo a Bella. Era aquela coisa, as damas primeiro!
Bella distribuiu beijos molhados em meu ombro, eu afundei meus dedos nos cabelos soltos. “Eu sempre tive vontade de fazer isto.”
Ela sorriu baixinho e ergueu o rosto para mim. “Eu também, eu já fantasiei muito com seu carro.”
Eu a beijei com fervor, aproveitei para correr meus lábios pela pele exposta. O cheiro a textura, tudo me inebriava. “Eu não gosto de te foder com pressa.”
“Não se preocupe, foi ótimo! Está tão bom ficar aqui com você, Edward!” Ela disse sobre meus lábios.

Eu a abracei e acarinhei a extensão das costas alvas. Pedi para que nunca nós perdêssemos aquilo. Aquela vontade louca de curtir o outro, independente das circunstâncias. Independente de estarmos numa cama ou num carro. Ela me jogou minhas roupas e as vesti prontamente, o frio estava perto novamente. Passei entre os bancos e dei partida no carro.

“Quer que eu dirija?” Bella perguntou depois que se acomodou em seu lugar de origem, ela afagou meu joelho delicadamente.
Virei meu rosto para o dela, meu sorriso se formou sem minha permissão. “Eu costumo ficar mil vezes mais concentrado depois de gozar, não se preocupe.”
Ela riu descaradamente para mim. “Uh, vamos lá, Edward responda-me quanto é 35x64!”
Era questão de honra, eu fiz a conta chata de cabeça. “2240?”
Bella pegou o celular e fez a operação. “Uh! Você é bom!”
“Eu costumava ir às aulas de matemática e física.” Coloquei divertido, eu tinha certa inclinação para os números.
“Sério? Eu sempre odiei! Eu gosto de biologia e química.” Bella disse com o mesmo tom.
“Isso é ótimo! Nossos filhos serão inteligentes, pelo menos. Poderemos ajudá-los nas lições.” O carro saiu do trajeto perfeito duas vezes durante minha fala. Procurei os motivos para eu ter falado aquilo. Filhos. Meu Deus, era tão utópico e, ao mesmo tempo, palpável.

Eu não conseguiria olhá-la diretamente, um silêncio estranho se fez. Meus olhos ficaram na pista e, tempos depois, me arrisquei a olhá-la. O rosto estava vermelho e alguma coisa muito bonita estava nos olhos marrons. Bella sorria timidamente, imersa em pensamentos. Ela me olhou de soslaio e sorriu ainda mais. Era o tipo de sorriso que me fazia ofegar e agradecer todos os dias por tê-la. Restou-me dirigir até a casa de meus pais. Eu não me senti estranho ao perceber que minha casa seria qualquer casa onde Bella estivesse.

(...)

“Edward?” Bella me chamou assim que adentramos aos limites de Illinois.
“Sim?” Respondi-lhe prontamente, querendo interpretar aquele sorriso manso.
“Dessa vez, eu trouxe roupas de sair, uh, quem sabe nós podemos sair um pouco? Você pode me mostrar lugares que você gostava de ir.” Bella expôs a ideia, eu gostava de cada parte.

A noite de Chicago era realmente boa, era só escolher um lugar que não teria nenhuma pessoa conhecida, pois pessoas conhecidas me perguntariam sobre Sebastian. Eu não queria nada sobre ele.
“Disposta a beber em um bar qualquer comigo?” Lancei-lhe com um tom engraçado.
Bella levou as mãos para os meus cabelos e os bagunçou. “Sua vida era tão medíocre, Edward!”
Bella deveria consertar aquela afirmação, pois minha vida apenas tornou-se algo realmente importante quando ela entrou em meu caminho e começou a bagunçar tudo. Bagunçar do melhor jeito possível.
O meu celular vibrou em meu colo, Bella o pegou e atendeu. “É sua mãe!”
As duas conversaram por longos minutos, Bella sorria e corava. Às vezes, ela deixava piscadelas sugestivas para mim.
“Esme está fazendo bolo para você!” Bella disse logo após encerrar a ligação.

A nostalgia me tomou, eu sabia que seria o bolo de cenoura com calda de chocolate. Ela fazia aquela receita a vinte e seis anos, apenas para comemorar meu aniversário. “Ela está adiantada um dia, minha mãe deveria fazê-lo amanhã.”
Bella pareceu pensar. “Vinte e seis, Edward!”
“Pois é!” Falei vagamente, eu não me preocupava com aniversários, era estranho saber que eu estava envelhecendo e tudo parecia ter mudado. Meses atrás, eu jamais conseguiria imaginar que minha vida mudaria tanto.
Ganhei um beijinho em meu queixo. “Não fique pensativo, você me assusta desse jeito.”
“Desculpe, linda.” Voltei para a vida real e dobrei a esquina. A casa branca com gramado verde estava no fim da rua. Eu sorri para o casal que nos esperava.

Lembrei-me então da vez que eu trouxera Bella para Chicago, naquela vez eu estava com medo de ela descobrir sobre Sebastian; hoje, eu sorri ao saber que nada naquela casa remetia a ele. Como se ele nunca existisse.
“Obrigada!” Bella disse antes de sairmos do carro. Eu sabia sobre o que ela agradecia e aquilo fazia meu coração bater intensamente. A minha família era a família dela também. Beijamo-nos delicadamente, eu coloquei a mão dela sobre o meu peito. Ela sentiu cada batida. “Eu te amo demais.”

“Eu também.” Ela disse antes de selar nossos lábios. “Não me faça chorar como uma idiota.”
“Venha!” Dei minha mão para ela e sairmos do Volvo. Não fazia tanto frio em Chicago.
“Bella?” Minha mãe foi a primeira a se pronunciar. As duas se abraçaram e trocaram palavras.
Carlisle me abraçou demoradamente, ele me desejou felicidades no final. “É amanhã, pai!”

Eu olhei o relógio para conferir a data, sim, meu aniversário seria amanhã, não fazia sentido receber os votos agora.
“Continua com medo de envelhecer?” Ele perguntou sorrindo, completamente divertido e feliz.
Eu sorri marotamente para ele também. “Eu não sou muito dado a fazer palavras cruzadas!”
Meu pai bateu em meu ombro, fingindo indignação. “Eu costumo fazer coisas muitos melhores, Edward.”
E, naquele instante, eu descobri que meu pai já tinha começado com as cervejas. Meu rosto corou ao ouvir a declaração quase imprópria para um filho. Bella apareceu ao meu lado um segundo depois. “Ei, Carlisle!”
Meu pai rebocou Bella para dentro de casa, eles conversaram alto até a porta. Minha mãe sorriu ao ver os dois. Eu segui o olhar e sorri também. Era impossível negar o quão feliz eu estava.

“Edward!” Minha mãe me chamou e eu dei um passo para ela, o abraço fora apenas maternal. Cheio de amor.
Demoramos naquele carinho, minha mãe afagou meus cabelos. “Senti sua falta,filho!”
“Eu estou aqui, mãe! Está tudo certo!” Assegurei-lhe, beijei-a na bochecha. “Eu realmente estou bem, mãe.”
“Não minta, Edward!” Minha mãe disse me encarando, ainda existia o semblante puramente amoroso.
Eu sabia que ela abordaria aquele ponto, mas não tão cedo. “Eu tentei, mãe.”
“Tentou o quê, Edward?” Esme perguntou evidenciando sua confusão.
“Contar a verdade para Bella. Eu simplesmente não posso contar, mãe!” Minha voz me assustou, pois ela fora rouca e cortada.

Minha mãe apenas me olhou, pedindo silenciosamente que eu continuasse. “Ela estava meio bêbada, eu contei tudo, claro, não disse que era eu, mas ela disse que nunca perdoaria esse tipo de atitude.”
“Ela estava bêbada, Edward!” Minha mãe disse como se fosse muito óbvio.
“Mãe, entenda, por favor. Isto não é sobre mim! Eu prometi que nunca faria Bella sofrer novamente, eu não vou conseguir vê-la sofrendo, eu sei que não vou.” Eu falei de uma vez só.
“Edward, isso é estúpido! Quando mais você adiar, mais sofrimento será para vocês dois.” Esme disse calmamente, quase me explicando um problema matemático.
“Eu nunca estive tão feliz, mãe! Você sabe disto, olhe para Bella, veja como ela sorri! Por favor, deixe-me ser feliz ao lado dela, por que eu, realmente, quero tudo com ela. Tudo.” As palavras saíram com certo desespero, mas eu me sentia exatamente desta forma.

As mãos de Esme traçaram minha bochecha quente. “Edward, eu não vou insistir, certo? Eu sei que vocês se amam, mas, por favor, você não pode construir uma vida com Bella omitindo um detalhe tão gritante.”
Eu fechei meus olhos, procurando elucidar minha linha de pensamento. “Que diferença faz se Bella souber ou não disto?”
Ela procurou as palavras, o silêncio foi interminável. “Isso é puro egoísmo!”

Não era uma resposta plausível. “Mãe, eu não quero me esquivar de nada, sei que estou cometendo o pior erro de minha vida. Eu não quero que Bella sofra, mãe! Se eu contar, Bella vai perder o chão. Eu não me importo comigo, eu já sei que vou para o inferno por isso. Eu, simplesmente não quero tirar a felicidade dos olhos de Bella. Ela passou longos quatros anos sofrendo, ela perdeu os pais, perdeu a liberdade. Não é justo fazê-la sofrer ainda mais.”
Minha mãe secou abaixo de meus olhos, eu não me dera conta de minha lágrima solitária. “Edward, eu quero a felicidade de vocês dois, nada mais.”
“Mãe, me dê a chance de ser feliz ao lado dela, é só isso que eu preciso.” Eu pedi quase inaudível, eu mal senti os braços finos me abraçando novamente.
“Você nunca vai entender o que eu sinto por você, Edward! Eu só não quero que você sofra também.” Esme disse baixo, meio triste, mas, irrevogavelmente, sincera. “Eu te amo, Edward.”
Realmente era um amor diferente. O que eu sentia por Bella não chegava aos pés do que eu sentia por meus pais. E o que eu nutria por Bella já era forte pra caralho.
“Eu também amo você, mãe!” Eu falei depois de tudo, a certeza estava em cada letra.
“Feliz aniversário, Edward!” Esme penteou meus cabelos, os bagunçado ainda mais.
Eu sorri verdadeiramente para ela. “É amanhã, mãe!”

(...)

POV Bella

Eu roubei um pedaço do bolo de cenoura. Na verdade, dois. Subi a escada pulando os degraus, eu deixara Edward conversando com Esme no jardim.
O quarto de Edward estava do mesmo jeito que meses atrás. Joguei na cama, rolei de um lado para o outro. Fiquei por não estar tão frio, corri para a sacada e olhei a piscina. Eu sorri bobamente ao me lembrar de nosso primeiro beijo, a água batendo contra nossos corpos. Era tudo tão diferente, era impossível mensurar minha vergonha naquela noite e, hoje, vergonha era algo que não existia entre mim e Edward. A porta rangeu e me anunciou a chegada de Edward. Ele carregava nossas malas, perguntei-me o motivo dos olhos vermelhos.
Corri para ajudá-lo com as malas. “O que aconteceu com seus olhos?”
Edward sorriu fracamente, meio incerto. “Um cisco, não se preocupe.”
“Comendo meu bolo de aniversário?” Ele perguntou depois de me puxar para a cama, nossas pernas embolaram e eu sorri.
Coloquei um pouco na boca de Edward, ele fez um barulhinho engraçado ao lamber a colher de metal. “Eu prefiro os bolos que você faz!”
Dei um tapa forte no braço de Edward. “Ei, não fale isto! Tudo que sua mãe fizer por você será melhor que as coisas que eu faço por você.”
“Eu sei que sim, mas eu continuo preferindo seus doces.” Ele aproveitou para me beijar, o beijo foi estritamente doce, em todos os sentidos.
Não aprofundamos, Edward fez um carinho bom em minha nuca. Nossos lábios se moviam com uma sincronia absurda.
“Eu não sei o que vai ser de mim sem você, Bella!” Edward disse sobre meus lábios.

Eu abri meus olhos e procurei meu mar verde. Eles tinham o brilho que eu amava, porém cheios de apreensão. Edward segurou meu olhar. Ele estava meio perdido, meio incerto. Nunca inteiro. Eu não gostava nenhum pouco daquilo.
“O que há de errado?” Perguntei baixinho, quase com medo da resposta.
Ele sorriu fraquinho e me beijou. “Você é a única pessoa que me acalma, eu te amo.”
“Não tenha pensamentos ruins, sim?” Eu pedi cheia de sinceridade para ele, pedindo que ele me acatasse.
Edward me abraçou forte. “Desculpe por te assustar, eu estou bem, tá?”

Nós ficamos em silêncio, nossas respirações se misturaram. Aproximei ainda mais de Edward, ele me pegou pela cintura. Eu não queria abrir meus olhos.
Senti os dedos longos tirando os fios de cabelos que caíram sobre meu rosto, delicadamente, Edward traçou minha bochecha.
“Pensando em que?” Perguntei baixinho, não querendo estragar o momento singelo que estávamos dividindo.
Ouvi uma risada baixíssima, talvez um sussurro. “Na primeira vez que te beijei.”
A única coisa que eu fiz foi beijá-lo superficialmente. “Eu sempre quis saber o que se passou em sua cabeça naquela noite.”
“Um turbilhão, eu estava meio confuso.” Ele disse e me beijou mais, nossos lábios formigavam a cada toque, os meus, pelo menos.
“E então você resolveu me beijar?” Coloquei com diversão, o clima tornou leve instantaneamente.
“Você resolveu aparecer naquela piscina e encerrar todas minhas linhas coerentes de pensamentos.” Edward beijou a ponta de meu nariz, depois, ele subiu para perto de meus olhos.
“Aqui não está tão frio, a gente poderia entrar na piscina, né? Trouxe meus biquínis!” Propus com falsa displicência.
Edward sorriu em minha boca, o hálito bateu contra meu rosto. “Eles são muito pequenos?”
“Eu vou colocar uma camisa e um short por cima.” Expliquei-lhe, pois eles eram pequenos e eu não iria andar quase nua na frente de Esme e Carlisle.
“Seu pudor me intriga, Bella!” Edward disse enérgico. “Vou tomar banho, sim?”

Ele saiu da cama e eu fiz o mesmo. Aproveitei para olhar o quarto. Tudo estava igual, olhei as fotos. Perdi-me em uma de Edward quando bebê, vestido de marujo. Os olhos eram grandes e, naquela época, acinzentados. Cheio de cabelos loiros e segurando uma chupeta. Um anjinho.
Eu me vi imaginando o dia em que nossos filhos correriam pela casa. Eu me recriminei, não era como se eu estivesse louca para ter filhos, mas aquilo fazia parte dos sonhos de qualquer mulher, da maioria delas, talvez. O único pai que eu conseguia imaginar era Edward, não existia outra possibilidade. E eu sabia que ele falava sobre bebês na brincadeira, ele realmente preferia os cachorros.

Sem me preocupar com a intromissão, abri o armário de Edward. Tinham poucas roupas e muitas caixas, eu peguei a primeira que vi.
Eu abri um sorriso grande ao ver o conteúdo, a caixa estava cheia de revistas em quadrinhos. Edward gostava de Homem-Aranha e do Quarteto Fantástico. Revirei mais a caixa; no fundo, encontrei o que todo homem amava. A quantidade de revista de mulher pelada era assustadora. Folheei superficialmente para saber quantas páginas estavam coladas.
A porta do banheiro se abriu e eu fiquei sem ação. Não tinha como esconder a bagunça que eu estava fazendo.

“O que você está fazendo, baby?” Edward perguntou, secando os cabelos com a toalha.
“Nada!” Falei sorrindo, dei de ombros para Edward. “Desculpe por ser uma intrometida!”
Ele sentou-se ao meu lado e pegou a revista de minhas mãos. “Eu sempre soube que eu deveria investir melhor o dinheiro que eu recebia de mesada!”
Eu sorri verdadeiramente para ele. “Parece que toda sua vida está nesse armário!”
“Quase isso!” Edward levantou-se e me puxou pela mão. “Quer ver tudo?”
Tentei não dar pulinhos, pois eu estava extasiada. “Claro que quero, Edward!”
Edward retirou todas as caixas. Primeiro nós começamos pela parte suja. O rosto de Edward estava corado, mas ele carregava um semblante atrevido. Folheamos as revistas cheias de vaginas e peitos.
“Você era um punheteiro, Edward!” Falei ao ver as páginas coladas, aquilo era um nojo só.



Ele me beijou no ombro. “Eu tinha muito tempo ocioso e uma imaginação fértil.”



Vasculhei as outras caixas, eu corei todos os tons de vermelho ao ver as pornografias que Edward guardava. As capas eram escrotas, umas mulheres loiras e magrelas se pegando.



“Não me olhe desse jeito, Bella!” Edward pediu envergonhado. “Todo cara curte, tá?”



Eu me assustava com o fato de Edward ser tão comum. Mesmo assustando, eu amava. Eu não queria ninguém fora de série, completamente incrível. Eu amava o fato de ele escrever sem pontuação e comer feito um porco. Ele gostava de cerveja e odiava me ajudar com as tarefas domésticas. Ele era comum e era meu. Parecia bom para uma mulher completamente normal também.



Meus lábios curvaram para Edward. “A gente pode assistir juntos, o que acha?”



Os olhos verdes brilharam. “Isto é sério?”



“Por que não seria?” Edward deveria, simplesmente, parar de duvidar das coisas que eu dizia.



Ele escorregou a bunda sobre o tapete e sentou em minha frente. “Minha mulher está se auto convidando para assistir um pornô barato comigo?”



“Parece uma ideia absurda?” Perguntei meio temerosa.



Edward praticamente me jogou de costas no tapete, ele sorriu atrevidamente antes de me beijar. “Você é o sonho de qualquer homem de sangue quente!”



Eu sorri para as palavras e aceitei o beijo faminto. Edward nos virou, me fazendo ficar por cima, coloquei minhas pernas ao lado do corpo dele. Inevitavelmente nossos centros se encontraram.



Joguei meu senso para o ralo, beijei-o com vontade. Minha língua brincou lascivamente com dele, o frescor me fez aprofundar. Tão logo, eu puxei a camisa de Edward para fora, eu me perdi no peitoral com cheiro de sabonete. Minha língua fez uma trilha de fogo.



Edward me segurava pela bunda e me fazia fricção entre nossos sexos. “Cuidado, Bella, você está Chicago e isso é contra suas regras, não lembra?”



Levei minha boca para a dele, não beijei, apenas mordi com força o lábio fino. “Eu quero você!”



Aquilo fez Edward gemer alto, o que era um empecilho. “Não faça barulhos, Edward idiota!”



Ele sorriu atrevidamente para mim, as mãos levaram minha camisa e sutiã. “Não grite, você, Bella!”



Era só impressão, ou nós estávamos brigando?



Era uma loucura enorme transar no tapete do quarto de Edward, em meio a revistas em quadrinhos, pornográficas e vídeos eróticos, mas se me perguntassem o que eu mais queria naquele momento, eu responderia sem hesitação que era dar feito louca para Edward.



Abaixei o moletom de Edward até os joelhos, agradeci a falta de cueca. Ele fez o mesmo com minha calça, porém levando-a até meus pés. Eu estava virando uma fã das rapidinhas.



Eu o toquei com força. Quando ele ficou duro o suficiente, sentei sobre a pica grossa. Abaixei para morder-lhe no ombro, se não, eu gritaria como uma vadia.



Minhas marcas estavam em toda parte, ombros, pescoço, peito. Cada mordida era um gemido que eu não podia soltar. Eu deveria sentir-me culpada por fazer aquela cachorrada na casa dos pais de meu namorado.



O barulho de nossos corpos se chocando era a melhor parte, era completamente ensurdecedor e excitante.



Edward estava perto, eu sentia. Eu sorri para o desespero dele, ele nunca aceitaria terminar antes que eu.



Beijei-lhe até chegar perto do ouvido. “Jogue sua porra em minha boceta, Edward! Eu quero tanto!”



Ele tremeu sob meu corpo. “Cale a boca, porra!”



Eu sorri ainda mais e rebolei sobre a ereção que pulsava, sabendo que aquilo deixava Edward doido. “Você me come tão gostoso, Edward! Eu tenho um tesãodesgraçado por você.”



Eu fiz mil e uma dancinhas da vitória quando Edward perdeu o controle, ele bombou forte em mim e, segundos depois, jorrou em minha entrada quente. Ver a cara de Edward fora melhor que qualquer orgasmo.



Beijei-o calidamente, lambendo o suor que escorria pela face. “Gozou gostoso, Edward?”



“Por que você fez isso?” Ele perguntou sem forças, buscando todo o ar.



Sorri ternamente para ele. “Você sempre me leva ao céu, eu deveria fazer o mesmo por você.”



“Essa é minha obrigação, Bella!” Ele disse depois de retribuir meu beijo.



“Não existe obrigação entre nós, sim?” Biquei os lábios finos mais um par de vezes.



Edward me tirou de cima dele e nos levou para a cama. No caminho ele tropeçou numa caixa, de lá, rolou uma câmera fotográfica.



“Você é fotografo?” Perguntei por puro reflexo.



Ele sorriu meio envergonhado. “Eu comprei na promoção da internet, sei fazer algumas coisas legais.”



“Vamos tirar fotos, por favor?” Pedi feito uma adolescente histérica, o que causou risadas em Edward.



“Nós estamos nus!” Edward disse como se fosse um fato absolutamente importante.



“Eu sei que você não vai colocar isto na internet, uh, vamos lá!” Eu pedi quase desesperada. Edward cedeu a mim.



Ele pegou a câmera e conferiu alguma coisa. Eu me assustei com o flash disparado contra meu rosto. “Edward?! Eu fiquei horrorosa!”



A risada preencheu todo o quarto. Edward me puxou para a cama e jogou o edredom sobre nossas cinturas. “Quer fotos de casal?”



“Pode ser, eu vou estragar todas, tá?” Avisei e o beijei na bochecha. Os flashes da câmera semi-profissional dispararam incontáveis vezes.



As fotos não eram sensuais, o máximo que elas mostravam eram nossos beijos ou nós enrolados no edredom. Edward sempre tinha um cara de idiota e um sorriso manso. Eu, por minha vez, sempre parecia assustada e descabelada.



“Leve-a para Nova Iorque?” Perguntei segurando a máquina, nós poderíamos tirar mil e uma fotos.



“Coloque-a junto dos pornôs, pode revirar meu armário procurando mais coisas legais para levarmos.” Edward disse contra meu pescoço, a respiração me fazia cócegas.



Sai da cama e vasculhei todo armário, peguei umas calças jeans velhas que, depois dos acertos feitos por Alice, virariam shorts legais para mim. Roubei algumas camisas xadrezas também. No meio daquela bagunça toda, um pequeno pacotinho caiu em minhas mãos.



Eu inspecionei para saber o que era, sem muito sucesso, decidi perguntar a Edward. “Medicina alternativa? Tratando-se com mato?”



Edward sorriu minimamente. “É maconha, Bella!”



Olhei mais uma vez para o conteúdo do pacote, eu poderia confundir com qualquer outra erva. “Por que você ainda guarda?”



Edward pegou o saquinho de minhas mãos. “Nem sei por que ainda está aqui.” Ele jogou os pés para fora da cama. “Vou jogar fora.”



“Uh, espere! Não dá vontade de usar, não?” Perguntei cheia de curiosidade.



Ele pareceu pensar, ele deu passos para o meu lado. “Nem é tão legal, eu só riria como um idiota e eu nunca faria isto em sua frente.”



Eu estava me desconhecendo, as perguntas congestionaram minha mente. “Eu posso experimentar?”



Edward me olhou de um jeito engraçado, embora eu visse uma preocupação sem igual nos orbes verdes. “Claro que não, Bella! Você está louca?”



“Por que não?” Refutei com certa implicância.



Talvez minha fala tivesse despertado alguma coisa em Edward, pois ele veio para segurar meu rosto. “Bella, eu não quero te ver chapada! Não tem graça, é sério!”



“Acredite, eu me divirto mil vezes mais com você do que quando chapado.” Ele disse e me beijou delicadamente.



“Quer ficar com fome, ter o coração batendo desenfreado, sorrir bobamente e sentir-se meio zonza?” Edward perguntou sorrindo e indo, perigosamente para minha orelha.



“Talvez!” Falei superficialmente, eu estava meio perdida com meu corpo tão perto ao de Edward.



Ele colou nossos corpos, nossa nudez fora completamente benéfica. “É só transar comigo!”



Eu o olhei e dei-lhe um tapa no ombro. “Você é tão, tão, convencido!”



Edward me abraçou pela cintura, uma mão parou em meu quadril. “Sabe de uma coisa? Quando eu estou chapado, a única coisa que realmente pulsa em mim é minha pálpebra.”



Minha risada saiu escandalosa. “Tentando dizer que você perde 90% dos motivos para eu estar com você?”



“Bom saber que eu só sirvo para sua satisfação sexual, ótimo!” Edward fingiu indignação, nós sorrimos juntos.



“Vou tomar banho, aonde você vai me levar?” Perguntei-lhe, interessada em nosso programa noturno.



“Eu não estava mentindo sobre beber em um bar qualquer, era a única coisa que eu fazia por aqui.” Ele me respondeu sem pausar. “Uh, vamos ter que mudar a parte da bebida, Esme não ficaria feliz em me ver bêbado.”



Ergui-me para beijá-lo. “Que garoto obediente, meu Deus!”

(...)

POV Edward



Eu estava desistindo de esperar Bella, eu sabia que ela demorava um pouco para se arrumar, mas nunca demoraria uma hora e meia para colocar um vestido, calçar um sapato, arrumar o cabelo e pintar o rosto.



Desci as escadas e me joguei no sofá. Meus pais dividiam o outro sofá e assistiam aos dramáticos filmes de Nicholas Sparks.



“Vai sair com Bella?” Meu pai perguntou, eu pude ver a felicidade dele ao saber que, conversando comigo, ele não teria que fingir que prestava atenção ao filme.



Movi-me para deitar no sofá, olhei o relógio. Uma hora e trinta e cinco minutos de espera. “Ela está animada para conhecer a noite daqui.”



Minha mãe me olhou por um breve instante, ela estava quase chorando por causa do filme. Meu Deus, era apenas um filme! “Você parece impaciente, Edward!”



“Acho que Bella morreu no banheiro.” Falei, ainda não muito irritado.



“Uh, o que comer amanhã?” Minha mãe perguntou com real interesse. “É o seu aniversário.”



Eu amava aquela preocupação. “Qualquer coisa, você escolhe e está bom para mim.”



Antes que minha mãe pedisse uma resposta menos evasiva, ouvi os passos de Bella descendo a escada. Ergui meu corpo para olhá-la e, puta merda, cada minuto de tédio valera a pena.



O corpo pequeno parou no alto da escada, eu gostava da visão que eu tinha. Bella me olhou e sorriu, o cabelo solto voou um pouquinho. Minha atenção estava toda no vestido preto, porque ele era, enlouquecedoramente, curto e perverso. Agradeci por ele não ter um decote muito grande, embora, os peitos de Bella ficassem ainda mais convidativos dentro do tecido.



Eu corri para o pé da escada, olhei para trás e vi meu pai enxugando a lágrima que rolava na bochecha de minha mãe. Alguém morrera no filme!



Bella desceu cuidadosamente os degraus, eu dei minha mão para ela. De perto, eu podia ver os detalhes, o rosto estava alvo com um leve rosado nas bochechas. Os olhos estavam penetrantes e com pouca maquiagem.



“Alguma coisa errada comigo, Edward?” Bella perguntou apreensiva. “Você está com a boca aberta!”



Fiz minha mandíbula trabalhar e fechei minha boca. “Uh, você está linda, é isso!”



Ela sorriu docemente para mim. “Nós combinamos, eu gosto de preto em você.” Bella disse e pegou a barra de minha camisa pólo. “Vamos?”



Enlacei-a pela cintura, o salto meio dourado deixou Bella quase de minha altura. Ela terminava perto da linha de meu queixo e isso era um avanço.



“Já vamos!” Avisei para meus pais que estavam entretidos demais na televisão.



Esme nos encarou por um instante. “Vocês estão lindos, especialmente, você, Bella!”



Eu ignorei completamente o fato de minha mãe ter me chamado de feio, aquilo complicava muito minha vida. Se minha mãe não me achava bonito, quem acharia, então?



Nós passamos calados pela porta, Bella me beijou sem qualquer aviso. Eu a recebi de bom grado, nossas línguas se uniram e eu gemi debilmente. As mãos pequenas de Bella pegaram o colarinho de minha camisa e eu desci minha mão para o quadril dela.



Nós terminamos ofegantes. “Você vai me dar problemas essa noite, Edward!”



Eu sorri para o ponto dela, eu era quem teria sérios problemas. Eu conhecia os homens idiotas de Chicago, eu costumava correr atrás das mulheres deles. Hoje, eu os mataria caso visse qualquer olhar em cima de Bella. “Você está tão diabólica nesse vestido!”



“Eu comprei pensando em você, eu sei que você gosta de coisa curtas, justas e decotadas.” Bella deu uma voltinha para mim.



Guiei-nos para o carro. “É melhor usar essas coisas quando estamos sozinhos, não com um tanto de cara te secando.”



“Você fala como se nenhuma vadia fosse se jogar em você.” Bella disse assim que dei partida.



Eu não iria continuar aquela discussão boba. Não dirigi muito, as ruas estavam cheias e iluminadas, eu escolhi o primeiro bar que vi. Lá tinha sinuca, pelo menos.



Bella saiu de qualquer jeito do carro, ela parecia mais feliz que nunca. “Parece legal, Edward!”



Estava cheio e eu logo vi rostos conhecidos. Da faculdade, do colegial, de festas, de fodas casuais. Fora uma péssima escolha entrar naquele lugar.



Nada afetava Bella, ela sentou-se perto do balcão e me chamou para sentar-me ao seu lado. “O que a gente vai beber?”



Eu não poderia dar álcool para Bella, pois ela me agarrava como uma ninfa e, mesmo amando aquela parte, sabia que eu não conseguiria controlar as doses dela. Que não tivesse tequila por perto!



A garçonete nos atendeu prontamente, a mão de Bella apertou meu joelho quando eu, apenas, fui educado com a menina.



“Duas cocas, por favor!” Falei cordialmente, o aperto intensificou.



Olhei para Bella, sorrindo para aquilo. “Devemos ser cordiais, certo?”



Bella sorriu também, completamente irritada. “Educação não é sorrir para uma menina de dezessete anos, Edward! Ela vai ter sonhos molhados com você.”



“E eu vou ter uma noite dos sonhos com você!” Devolvi-lhe feliz, eu pude ver o rosto de Bella tingindo-se de vermelho.



Ela veio para me beijar, aproximei nossos banquinhos. “Eu sou uma ciumenta louca, né?”



Sorri contra os lábios vermelhos e cheios. “Estou me segurando para não xingar esses idiotas que estão te comendo com os olhos.”



Bella colocou minha mão sobre a coxa dela, não subi o toque por questões óbvias. “Você sabe, não importa o quanto eles olhem e fantasie, eu sou exclusivamente sua.”



Se eu pudesse gemer, eu gemeria. Contive-me em prender meus olhos nos dela, ficamos um bom tempo naquela troca de olhares, quase flertando. Eu flertando com minha namorada, completamente contraditório!



“Oi, Ed!” A voz mais melosa do mundo soou em algum lugar, eu procurei pela origem do chamado, sem qualquer vontade.



Tânia estava a um passo de mim, Bella a olhou de em cima a baixo. A loira fez o mesmo. As duas iriam se matar com aquela troca de olhares.



Senti a mão de Bella rompendo todos os ligamentos de meu joelho, as unhas me machucaram pra caralho. Coloquei um sorriso superficial em meu rosto. “Como vai, Tânia?”



Ela moveu-se para nossa direção, quase caindo sobre mim. Os cabelos descoloridos bateram em meu rosto. “Com saudades de você, Ed!”



Bella soltou um rugido, eu sabia que aquilo não acabaria bem. “Pois é, estou em Nova Iorque. A propósito, esta é Bella, minha namorada.”



Tânia lançou um olhar para Bella, os olhos azuis eram sem expressão, mas ela tinha um sorriso irritante nos lábios. “Eu sempre pensei que as nova-iorquinas fossem mais interessantes.”



A boca de Bella se abriu para falar qualquer coisa, eu a olhei, pedindo que ela não se irritasse com aquilo. Tânia sempre me irritou, era um calvário levá-la para cama, um cú doce do caralho. Não era um sexo incrível, mesmo as roupas curtas e o salto alto, ela me mandava apagar as luzes. Não fazia a porra de sentido nenhum.



“Engraçado, eu também nunca achei as pessoas daqui muito interessantes, Nova Iorque parece boa para mim, Bella é ótima para mim.” Eu despejei sobre ela, o sorriso dela se desfez e Bella sorriu vitoriosa.



Ela permaneceu parada ao nosso lado, sem ação. Eu voltei minha atenção para Bella, ela massageou meu joelho. “Desculpe?”



Coloquei minha mão sobre a dela. “Você fica tão irritada, Bella! É engraçado!”



“Edward, aquela vagabunda é ridícula! Você viu os cabelos ressecados? A celulite que nem o vestido disfarçava? Ela tinha culotes! Eu não posso acreditar que você já comeu aquela mulher!” Bella falou sem pausar, eu poderia dizer que ela estava completamente feliz pela situação de Tânia.



Então eu percebi que mulher era pior que homem. Nós não fazíamos uma lista sobre os defeitos dos outros. A regra era muito clara, você só tem que pegar mais mulher que o cara que você odeia, simples. Ou, não deixar que o cara que você odeia chegue perto de sua garota, difícil pra porra.



“Cadê seu celular?” Bella perguntou depois do discurso de fêmea louca. Eu peguei o aparelho no bolso de trás e coloquei sobre a palma dela.



Ela me olhou e sorriu, meio debochada. “Digite a porra da senha, Edward!”



Olhei-a, assustado e me divertindo com aquele comportamento. “O que você vai fazer?”



“Apagar as mensagens que essas piranhas mandaram para você, oras!” Bella disse vidrada na tela.



“Uh, qual é o problema? Por acaso você tem conversado com elas, Ed? Anda me traindo pelo seu iphone idiota?” Bella cuspiu para mim.



Eu queria rir até a morte, pois Bella enciumada era algo sobrenatural. Ela falava tantas besteiras. Ainda existiam as mensagens, velhas e empoeiradas!



Bella me deu meu celular, ela sorriu no fim. “Nem pense eu procurá-las, sim?”



“Sim senhora!” Beijei-a deliberadamente, demorei no beijo de lábios. “Ela é ruim de cama e burra pra caralho, tá?”



Eu ganhei um sorriso tímido. “Eu odeio sempre parecer uma louca, mas eu odeio ainda mais essas vadias fingindo que eu não existo!”



“Eu defendo o que é meu, Edward!” Ela retribuiu o beijo, aprofundando um pouquinho. “Você é o meu homem, meu macho!”



Ignorei as vibrações em meu meio, eu não precisava de ereções no meio de um bar. “Quer um pouco de sinuca?”



Ela sorriu animada. “Eu não sei jogar, Edward!”



Sorri ainda mais, rumei para o ouvido dela. “Eu te ensino, é única oportunidade para eu te encoxar essa noite.”

(...)

“Edward, pare...” Bella disse completamente rendida, era engraçado interpretar o que as mulheres diziam. Quando elas negavam; internamente, elas queriam continuar.



Não fiz nada para tirar minha mão do meio das pernas de Bella, eu não a tocava, pois eu ainda tinha que me concentrar em dirigir. O vestido curto tinha subido e eu via boa parte da calcinha também preta.



Apertei a parte de dentro da coxa dela, o que causava uma puta irritação em Bella, ela sempre dizia que aquela parte era flácida e gordurosa. Eu, de fato, amava a região! Era gostoso apertar, meio molinho.



Ainda estava cedo, antes da meia noite. As ruas estavam a todo vapor, eu dirigi até encontrar a parte que eu mais gostava em Chicago.



“Nós não vamos para casa?” Bella perguntou assim que eu desliguei a ignição.



O Lincoln Park continuara o mesmo. “Eu sempre gostei de vir aqui, é mais bonito durante o dia.”



Ela me olhou sem entender, abaixei os vidros para ela ver a paisagem e o lago ao fundo. “É lindo, Edward!”



“Meu pai me ensinou a andar de bicicleta aqui, nas tardes de domingo.” Eu coloquei com um tom nostálgico, era como voltar ao tempo. Vinte anos atrás.



Bella moveu para minha direção. “Obrigada por dividir isso comigo.”



Meu sorriso foi fácil para ela, beijei-a sem pressa. “Você não sabe muito sobre mim, isso é injusto. Podemos começar sobre as coisas que eu gostava em minha infância.”



“As fotos dizem que você foi uma criança sapeca, eu posso até imaginar.” Ela disse e voltou a me beijar, sorrindo entre cada beijo.



Eu comecei falando sobre minha infância, os tombos que me fizeram quebrar três vezes o mesmo braço. A primeira vez que acampei e chorei por ficar longe de casa. Minha primeira advertência na escola, por ter batido no idiota que dera uma rasteira em meu melhor amigo.



Bella me ouvia com entusiasmo, algumas coisas a faziam corar. Minha fase de adolescente estúpido cheia de idiotices. O primeiro porre, meu beijo frustrado aos doze. A noite estranha que eu dividi com uma loirinha simpática, ela, ainda, deve espalhar para meio mundo que eu não a fiz gozar.



“Eu era um monstrinho aos quinze anos!” Bella disse depois de meu silêncio, ela veio para sentar em minhas coxas. As mãos delicadas traçaram um padrão gostoso em meu pescoço. Eu ronronei como um gato preguiçoso.



Nós não faríamos nada de mais, eu gostava de, simplesmente, namorá-la. Beijos cúmplices e carinhos delicados. “Eu te amo.”



Ela sugou meu lábio, umedecendo ainda mais nosso beijo. Sem avisar, ela encerrou o contato gostoso e olhou para o meu relógio. Eu ofeguei com o sorriso que ela me lançou.



“Feliz aniversário!” Ela disse baixinho, quase uma confidencia. Um beijo calmo foi depositado em minha bochecha.



Olhei também para o relógio, os ponteiros marcavam meia noite e quatro. O domingo estava nascendo e eu estava envelhecendo, com Bella ao meu lado.



Eu sorri plenamente para ela. “Obrigado.”



Ganhei mais beijos em meu rosto, nada era protelado. “Felicidades, tá? Eu te amo.”

(...)

Eu estacionei ao lado do carro de meu pai, Bella não parecia com sono. Ela andou calmamente pelo jardim.



“Bella?” Eu chamei um passo atrás dela.



Ela se virou e arqueou a sobrancelha. “Uh?”



Era uma proposta tentadora para nós. “Aceita um mergulho comigo?”



Bella caminhou para mim, fui abraçado pela cintura. “Esqueceu que eu não sei nadar?”



“Eu sempre vou te segurar, esqueceu?” Perguntei na mesma linha, o que fez Bella sorrir timidamente. “A água não deve estar tão fria.”



Bella distribuiu beijos em meu peito coberto pela camisa. “Vou pegar um biquíni, não demoro.”



“É só tirar seu vestido, ou ficar com ele!” Dei-lhe a sugestão, Bella não precisava se preocupar com trajes de banho.



Levei-nos para a borda da piscina, minha mente bondosa trouxe-me imagens de nosso primeiro beijo. Eu sorri para as marolas, feliz por estar em uma situação tão igual e tão diferente.



Minhas roupas fizeram uma pilha sobre as lajotas, eu ajudei Bella com os botões do vestido. Eu não deveria, mas fiquei tempo demais com os olhos no conjunto preto de rendas.



Beijei-a no pescoço, minha língua serpenteou para o ouvido dela. “Preparada?”



Bella tremeu e eu vi os pelinhos eriçados. Ela me olhou sobre os ombros, sorrindo docemente. “Não solte minha mão!”



Apertei ainda mais nosso dar de mãos. Dei passos para trás, até conseguimos uma boa distância. A noite estava fria, o vento batia contra nossos corpos. Eu sabia que água estava gelada, a lua era tímida, mas, ainda assim, ela era refletida na superfície na piscina.



Olhei pela última vez para Bella, o sorriso era engraçado. Um misto de medo e expectativa. “Quais são as chances de eu morrer afogada?”



Eu sorri alto demais, beijei-lhe a testa. “Não solte minha mão, nem pense em respirar dentro d’água.”



Antes de corrermos e pular, apertei ainda mais nossas mãos. Um sinal para Bella ficar ciente eu que nunca a deixaria.



Pisquei para ela e nos começamos. Corremos, primeiro, sobre a grama meio molhada. O piso de lajotas veio logo depois. O vento era incomodo, mas dava mais adrenalina. Mesmo com as mãos unidas, Bella estava um passo atrás de mim.



Eu fui o primeiro a cair dentro d’água, meu corpo inteiro protestou a temperatura glacial. O nosso salto fez muita água ser deslocada para fora. Senti meu pé batendo contra o fundo da piscina, eu sabia que eu deveria nos levar para a superfície. A mão de Bella apertava a minha, ela deixaria marcas.



Dei abraçadas com um único braço, o que não era uma dificuldade. Eu respirei tudo que eu podia quando tirei minha cabeça de dentro d’água. Bella emergiu um segundo depois, ela estava desesperada por ar.



Eu caminhei até prendê-la contra a borda, Bella me olhou e sorriu fracamente. “Foi estranho, eu pensei que você nunca me tiraria de lá.”



Tirei os cabelos que caiam sobre o rosto dela, levei minha mão para o coração que batia quase fora do corpo. “Eu nunca faria isso.”



Deixei que ela regularizasse a respiração, Bella deitou a cabeça em meu ombro. Eu me perdi nas gotinhas que desciam pelo corpo dela.



Senti-a salpicando beijinhos em meu pescoço, eles subiram para meu queixo. “De qualquer modo, eu gostei muito!”



Sorri rendido para ela, busquei os lábios que tremiam. “É sempre bom estar com você numa piscina.”



Ela me beijou delicadamente, quase como nosso primeiro beijo. Nossos lábios se moveram, uma dança perfeita. Bella brincou com meus cabelos e enlaçou as pernas em meu quadril. Eu provoquei-a na nuca, minhas mãos desceram até a base da coluna dela.



“Eu te amo tanto, Edward!” Bella soltou entre nossos beijos, a declaração era nada além de sincera.



Tudo me fazia beijá-la com mais vontade. Minha língua bateu com a dela e travamos um duelo quente. “Eu sei que sim, Bella.”



Era impossível manter minhas mãos para mim, tinha muita pele exposta. Os peitos que arfavam eram um convite e tanto. Não relutei em puxar o sutiã dela para o lado, meus lábios os sugaram com pressa, meus dentes os morderam com violência.



“Oh, Edward, ah...” Bella gemeu alto em minha boca, eu joguei todas minhas faculdades mentais para o ralo.



Eu sabia que Bella amava que eu a estimulasse nos peitos durinhos. Subi meus olhos para os dela, mas não parei com minha boca. Era gostoso beijá-los, a textura me agradava como poucas coisas no mundo.



Subi para os lábios dela, ganhei um beijo faminto. “Se eu fosse uma menina, eu brincaria o dia inteiro com meus peitos.”



Bella corou para mim, embora, um sorriso atrevido se formasse logo atrás. “Eu costumo brincar com eles, pensando em você, Edward.”



Foi a minha vez de gemer feito animal, o rubor concentrou-se no rosto de Bella. Encantava-me o fato de ela corar comigo. Bella deveria parar de insinuar que ela se masturbava como uma depravada.



“Você sabe o que eu faço pensando em você, certo?” Joguei meu quadril para o dela, nós dois gememos abafado.



Ganhei mais um sorriso aberto e atrevido. “Você precisa de um banho gelado, Edward!”



Coloquei Bella sentada na borda da piscina, eu sai logo depois. Dei minha mão para ela, lancei nossas roupas também.



Nós entramos em casa, ignorei as manchas que fizemos na escada. Bella me puxou para o banheiro. “Vamos tomar banho juntos?”



Assenti positivamente para ela. “Só banho?”



“Só banho, infelizmente.” Ela bateu em meu ombro, me fazendo caminhar para o banheiro.

(...)

“Estou com frio, Edward.” Bella falou mais uma vez, nem as cobertas pesadas estava amenizando o frio do quarto.



Joguei meu corpo para fora da cama e rumei para o armário. Peguei mais um moletom e uma coberta. Bella vestiu o agasalho com pressa.



Eu a abracei ainda mais forte, nossas pernas eram um emaranhado. “Boa noite,linda.”



“Obrigada, para você também.” Ela disse com rosto na curva de meu pescoço. “Feliz aniversário, de novo.”



Meu sorriso saiu baixo. “Obrigado pelos votos e por me amar.”

(...)

POV Bella



Eu acordei sem a mínima vontade de me levantar, a cama de Edward estava quentinha e ele estava colado a mim. A respiração regular era como um tornado.



Rolei na cama, buscando mais calor. Minutos mais tarde, Edward colou nossos corpos, um sinal que ele acordara.



“Bom dia?” Perguntei baixinho, não abri meus olhos para ver Edward.



Ele enfiou a perna entre as minhas, eu sorri para previsibilidade de Edward. Era comum ele sempre acordar duro, morrendo de vontade de estar dentro de mim.



Sexo matinal era sempre mais intenso, nossos corpos estavam descansados e acesos. O mínimo toque me fazia rolar os olhos.



Edward me beijou com avidez, não me importei com nossos maus hálitos, eu também queria muito aquele momento. “Não podemos ir muito longe, Edward.”



Ele tirou os lábios dos meus e arrancou minhas roupas, nós deveríamos fazer aquilo sob as cobertas, pois estava fazendo um puta frio. “Você não pode me frustrarsexualmente na manhã de meu aniversário.”



Minha risada saiu abafada e alegre. Puxei a calça de moletom de Edward para baixo. O pau duro vibrou sobre meu toque, decidi que nós ficaríamos apenas naquele amasso gostosos. Mão naquilo, aquilo na mão.



Edward me tocava com a pressão certa, minhas pernas estavam completamente abertas para ele. Eu sorri quando ele colocou a cabeça debaixo da coberta e mamou em meus peitos.



Ele sabia como levar uma mulher ao ápice, minha entrada estava melada e os dedos deslizavam facilmente. O polegar tocava sobre meu nervo, eu estava completamente mole e perto da borda.



Minhas batidas eram fortes no membro de Edward, eu o pegava desde a base e o acariciava. “Eu estou perto, Edward.”



Edward colou nossos corpos, o tesão escorria pelos olhos verdes. “Eu quero gozar dentro de você, baby.”



Era o que mais eu queria também, mas não me controlaria se Edward começasse a meter em mim. Eu o coloquei entre minhas coxas, apertei o membro que estava prestes a derramar.



Atrevidamente, Edward moveu-se e meteu a cabeça inchada em minha fenda carente. Ele me estimulou sobre o clitóris, eu gemi baixinho e gozei forte. Segundos mais tarde, Edward se libertou em minha entrada, não ocorrera penetração, mas o gozo dele se misturou ao meu. Minhas coxas eram pura gosma.



Corri meus dedos pelo cabelo de Edward. “Você nunca se segura!”



Ele me beijou calidamente, mordendo meu lábio no final. “É bem mais gostoso gozar no quentinho e molhado.”



A escolha de palavras me fez sorrir, beijei-o mais e mais. Puxei a coberta sobre nós, existia uma penumbra engraçada, nossos beijos deram espaço para toques obscenos.



Edward voltou a me estimular nos peitos, ele me lambia e mordiscava, a mão voltou para minha entrada sensível. Nossos corpos se moviam sob a coberta, e eu gemia a cada investida certeira de Edward.



“Bella? Edward?” A voz de Esme soou calma, vinda da porta.



Eu tentei jogar Edward para o lado, mas ele continuou me chupando com os lábios umedecidos. Tudo em mim havia corado, não era justo Esme nos pegar naquela situação.



Tão lentamente, tirei minha cabeça de debaixo da coberta, o rosto de Esme também estava um tomate. Claro que ela sabia o que estava acontecendo sob os lençóis! Eu quis bater em Edward por ele não parar com os carinhos quentes. “Edward, por favor!”



Ele ergueu-se depois de meu pedido. “Bom dia, mãe!”



Meus olhos saltaram para a cara de pau dele. Não era possível que Edward não ficaria constrangido com aquela cena.



“Uh, o café está na mesa, espero vocês lá embaixo.” Esme disse cheia de rubor, eu queria tanto correr dali.



Eu olhei para Edward, querendo quebrar a linha de dentes brancos. “Você é um tarado!”



“Não venha dizer que não estava bom para você!” Ele disse sorrindo de lado, inteiramente convencido.



Saltei da cama e peguei minhas roupas, eu as vesti com pressa. “Eu estou morrendo de vergonha.”



Edward também se vestiu e caminhou para me beijar. “Ela nem nos pegou na melhor parte!”



Usei toda minha força para bater-lhe o braço. “Como você consegue ser tão sem vergonha?”



“Bella, minha linda, não se preocupe, tá?” Ganhei um beijo em minha testa. “Não queira saber o que já vi meus pais fazendo, acredite, era muito pior que o que minha mãe acabou de ver.”



“Ela deve estar me achando uma vagabunda que não tem respeito.” Falei baixinho, sem olhar para Edward.



O beijo desceu para o alto de minha bochecha, as mãos grandes de Edward ergueram meu rosto. “Ela só acha que o filho dela está completamente feliz com a mulher que ele tem, só isso.”



“Eu escolho acreditar em você!” Falei por fim. Eu desci as escadas com os olhos cerrados, Edward não me deixaria cair por causa dos degraus.

(...)

POV Edward



Eu hesitei quando Bella disse que eu deveria fazer um pedido antes de cortar um pedaço do bolo verde e branco. Eu nunca tivera um bolo de aniversário com pasta americana, glacê e meu nome por cima.



Existiam mil pedidos, olhei para meus pais e Bella ao meu lado. Ela me olhou e sorriu, incentivando-me. Fechei meus olhos e pedi para que os três estivessem sempre comigo.



O sol tímido acompanhou-nos em nosso almoço. Meu pai cuidava da carne na churrasqueira, ele se embebedava com a cerveja.



“Feliz?” Bella perguntou ao meu lado, nós dividíamos um prato cheio de carne. Eu ficava com as más passadas e Bella comia as mais assadas.



Olhei-a com uma intensidade desconhecida por mim. “Plenamente!”



“Eu também estou, obrigada por ter me trazido para cá.” Ela beijou meu ombro, ficara a marquinha da gordura em meu moletom.



Busquei os lábios dela, o beijo foi salgado e não um dos melhores que trocamos. “Meu lugar é ao seu lado, Bella.”



Ela sorriu docemente e me deu um pedaço de carne. “Eu não quero ir embora!”



“Não pense nisto agora, temos uma tarde inteira para curtir, tá?” Falei sorridente, Bella sorriu até se formar ruguinhas nos cantos dos olhos.

(...)

Eu podia ver um pouquinho de tristeza nos olhos de Bella, ela arrumava as roupas na pequena mala.



Abracei-a delicadamente. “Ei, não fique triste! A gente pode voltar sempre, certo?”



“Eu acho que eu gosto muito de Chicago, mais que qualquer outra cidade.” Bella disse contra meu peito, eu a acarinhei na nuca.



“Isso me deixa feliz, Bella.” Falei sincero, pois se tudo desse certo no futuro, nós poderíamos mudar-nos para Chicago. Eu ficaria perto de meus pais e eu cuidaria deles quando eles envelhecessem, eu retribuiria todos os anos dedicados a mim.



“Uh, preciso me despedir de seus pais.” Ela disse ainda tristonha, ouvi os passos calmos descendo as escadas.



Aproveitei para levar as caixas e malas para o carro. Meus pais e Bella me interceptaram no meio do jardim.



“É hora de ir.” Eu falei para meus pais.



Minha mãe apenas me abraçou, eu agradeci por ela não ter falado nada. “Eu te amo, mãe.”



“Eu também, cuide-se.” Ela disse com a voz embargada. “Cuide de Bella, sim?”



“Eu vivo para isso, mãe.” Assegurei-lhe com certeza.



Bella abraçou meus pais, meu coração doeu para a lágrima que ela deixou escapar. Meu sorriso se fez quando minha mãe secou a umidade com a ponta dos dedos.



E, por aqueles gestos de carinhos, eu ficava cada vez mais convicto que seria melhor se Bella ficasse sem a verdade. Meus pais a amavam, Bella amava meus pais. Eu não iria destruir a relação bonita.



Eu a abracei logo depois, meus lábios desenharam um beijo no topo da cabeça dela. “A gente sempre vai voltar, não fique triste.”



Abri a porta do volvo para nós, estava no meio da tarde e nós chegaríamos à Nova Iorque durante a madrugada. A casa de meus pais já tinha ficado para trás, Bella observava atentamente o bairro residencial cheio de casas simpáticas e brancas, eu olhei para ver se tinha grama verde na frente.



“Olhe essa casa, é linda!” Bella disse admirada, diminui a velocidade e encarei o vidro.



A casa não era muito grande, mas eu via uma piscina nos fundos. Ela tinha a fachada branca e bem cuidada, o verde era vívido no chão. Existiam dois degraus de acesso a varanda.



“Branca e com o gramado verde! Seu sonho, Bella!” Falei feliz para ela, os olhos marrons brilhavam sem parar.



“Tem uma placa de vende-se!” Esforcei-me para ouvir Bella, ela não me olhava.



Eu não disse nada, apenas peguei meu celular e salvei o número. Sorri bobamente, as casas brancas também ficaram para trás.

(...)

Meu corpo inteiro pedia para eu não ouvir as palavras de Bella. Eu sentia os beijinhos miúdos em meus lábios.



“Acorde, Edward.” Bella pediu baixinho, os lábios roçaram os meus. Abri minimamente meus olhos.






O rosto perfeito de Bella brilhava, ela estava mais bonita do que nunca, mesmo com os cabelos bagunçados.



“Eu preciso dormir mais, linda.” Falei com a voz rouca, a verdade era que eu estava morto de cansado, a viagem de volta tinha me matado e, mesmo dormindo pesadamente, meu sono não tinha dissipado.



Bella sentou em minha barriga e traçou meus ombros. “Você precisa trabalhar.”



“Minha namorada é rica, ela pode me sustentar.” Meu tom saiu divertido, nossas risadas ecoaram juntas.



“Sério, Edward, levante-se!” Bella disse pertinho de minha boca, o frescor me fez acordar definitivamente.



Espreguicei meus membros, tentei lembrar-me da noite, eu só sabia que eu tinha dormido demais.



“Dormiu bem, Bella?” Perguntei depois de selar os lábios cheios. Eu realmente queria saber como fora o pesadelo dela, pois eu não me lembrava de ter acordado durante a noite.



“Dormi como um bebê.” Ela disse calmamente, os beijos seguiram.



Coloquei uma careta em meu rosto. “Por que mente para mim?”



Bella me olhou curiosa. “Mentindo sobre o que?”



“Eu sei que você não dormiu bem, não tem motivos para não me contar.” Falei, tentando não ficar irritado.



E, então, algo no rosto de Bella mudou. Eu só enxergava um brilho incontestável nos olhos marrons e um sorriso verdadeiro. A imagem era esplêndida, apenas.



Bella parecia em outro mundo, eu queria que ela me levasse para lá também. Eu não a vi me abraçando, mas senti os braços curtos envolvendo minhas costas. Os lábios foram para me beijar no pescoço, não era sensual, beirava a emoção. Eu estava ficando tonto e emocionado.



“Eu dormi realmente bem, Edward.” Bella disse baixinho, eu senti a lágrima molhando minha pele.



Então, foi a vez de tudo mudar em mim. Se eu não estivesse sonhando, Bella estava me dizendo que o pesadelo idiota não acontecera. Deus tinha ouvido meus pedidos de todas as noites. Bella estava livre do que eu ainda desconhecia.



“Não aconteceu, Edward! Eu juro que eu dormi a noite inteira!” Bella falou entre fungadas. Eu estava sem ação, mas feliz pra caralho. Feliz por Bella.



Eu peguei o rosto bonito em minhas mãos. Quando nossos olhos se encontraram, tudo pareceu se encaixar. “Eu acredito em você, amor!”



Bella secou as próprias lágrimas. “Eu estou tão feliz, Edward! Completamente feliz!”



“Eu também, Bella. Você não pode nem imaginar.” Meu beijo foi calmo e doce, as lágrimas de Bella morriam em nossas bocas. Eu me apressei para tirar a umidade do canto de meu olho.



“Isso é loucura, Edward.” Ela disse encarando meus olhos vermelhos. “Não faz sentido sumir do nada.”



“Ei, apenas agradeça por isso, não pense em mais nada.” Eu pedi de olhos fechados, agradecendo a Deus por aquilo. Naquele momento, eu não quis saber sobre o que era o pesadelo de Bella. Eu só queria seguir em frente.



“Meu Deus! Eu estou tão feliz!” Ela disse contra minha bochecha. “Eu sempre sonhei com esse dia.”



“Ele chegou, Bella!” Minha voz saiu embargada. “Eu te amo.”



Continuei agradecendo, eu também não quis saber o que tinha acontecido para aquela merda sumir. Eu só agradecia, era o mínimo. Eu a beijei com todo o amor que eu sentia por ela.



Bella me correspondeu prontamente, os dedos embolaram em meus cabelos. “Eu te amo.”



Ninguém estouraria nossa bolha, o beijo só terminou quando o ar nos faltou. Eu podia sentir a felicidade nos tomando, era forte pra caralho. Guardei cada pedacinho do rosto que brilhava, Bella piscou duas vezes e uma lágrima de alegria rolou pela bochecha vermelha.



Eu beijei a região, tirando aquela lágrima do rosto que eu amava. Bella não ficava bonita chorando, mas eu não me importei, pois, as lágrimas tímidas eram felizes. Era anossa felicidade. Beijei a outra lágrima que rolou, fazendo Bella sorrir. Eu sorri por puro reflexo.



“Obrigada, Edward!” Ela disse contra meu rosto, o tom era baixo e calmo.



Eu penetrei meus olhos nos dela. “Pelo o que?”



Bella sorriu antes de me responder, ela bateu o nariz no meu.
“Por existir, eu te amo.”




Continua..

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