12 março 2016

FanFic Passado Distorcido - Capitulo 38 - Letterbomb.

 

Autora(o): Kelly Domingos - Whatsername no Nyah!
Gênero: Angst, Romance, Universo Alternativo, Hentai, Drama
Capítulo 36 - Induzido ao erroCensura: +18 
Categorias: Saga Crepúsculo 
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo


Letterbomb


POV Edward


Forcei minhas pálpebras e a luz da manhã me fez fechá-las novamente. Eu ouvia os passos de Bella, ela parecia apressada e, talvez, irritada.Sabendo que eu também deveria me levantar, abri meus olhos e joguei os mil cobertores para o lado. Eu sorri para a imagem, meus lábios curvaram de um jeito desconhecido. Ponderei sobre eu ainda estar sonhando. Bella brilhava muito. Ela estava bonita, não simplesmente bonita, mas, extraordinariamente, bonita. Como um anjo. Talvez eu estivesse louco, mas eu via os raios de luz emanando dela. Eu nunca encontraria nada mais bonito que aquela cena.
Ela lutava para abotoar o jeans escuro, olhei-a curioso quando a vi deitando na cama e subindo o jeans pelas pernas. Perguntei-me quando era iria me beijar e me dar bom dia, nosso ritual de todas as manhãs. Questionei-me também quando era que ela iria sentar em meu quadril e dizer que precisava de relembrar nossa noite.

Rolei para o lado dela, toquei os pés gelados. “Bom dia, linda!”
Assustei-me com o olhar que Bella me deu, nada mais que irritadiço. “Não seja um imbecil, Edward!”
Meus olhos saltaram um pouco, eu não tinha feito nada de errado nas últimas semanas. Encarei-a incrédulo, querendo saber o que havia acontecido. Olhei-a momentaneamente, eu não estava irritado, pois o brilho que saia dela me deixava completamente feliz, era contagiante.


“Você está tão linda, Bella!” Falei e toquei-a na bochecha, meu sorriso saiu sem minha permissão. “Você brilha mais que o Sol esta manhã.”
Bella sorriu sem vontade e rolou os olhos para mim. “Eu estou horrorosa, Edward!”
Aquilo não fazia sentido. Peguei meus óculos para confirmar, eles me disseram que eu estava certo. Agora era ainda mais nítido, tudo parecia resplandecer em Bella. Toquei-a para saber se eu realmente estava acordado. Minhas mãos migraram para as pernas e subiram pelas coxas, o toque era feito com as pontas dos dedos, nada de erótico.
“Edward, você está estranho!” Bella disse com a voz irritada e, ao mesmo tempo, expulsou minhas mãos.
Era difícil não olhar e sorrir, eu estava ficando puto por não conseguir me irritar com ela. “Quem está estranha aqui é você, Bella.”
Aquilo desencadeou uma seqüência de olhares mortais. Eu vi o vermelho subindo para o rosto dela, era pura raiva. Bella fechou os olhos e deixou escapar uma lágrima.

Que diabos estava acontecendo aquela manhã?

“Você é um idiota, Edward! Um completo idiota!” Ela gritou para mim e chorou ainda mais.
“Eu estou morrendo de sono e meu jeans preferido não entra mais em mim! Eu engordei quatrocentos e trinta e cinco gramas, Edward! A culpa é toda sua!” Bella falou ainda com um tom acima do normal, eu ouvi tudo sem entender nada.
“Eu estou gorda, Edward. Por que você me deixou comer aquela pizza ontem? Você deveria dizer que eu parecia uma porca comendo!” Ela continuou berrando para mim, eu daria tudo para saber o motivo daquele surto.

Algumas coisas eu aprendera com Bella. Eu nunca deveria abrir minha boca nessas horas. Eu deveria ouvir tudo e concordar. Bella não queria soluções, ela só queria que eu a escutasse. Então, eu fiquei ali, ouvindo-a. Admirado com o rosto que soltava faíscas brilhantes, eu movia minha cabeça positivamente, sem saber com o que eu concordava. Às vezes, eu me apegava a algumas palavras. Bella sempre falava alguma coisa sobre feia, gorda, comendo como uma porca, minhas roupas não me servem. Eu só queria dizer que ela estava, de fato, linda. Os dez minutos pareceram uma eternidade. Depois do discurso infundado, Bella me olhou fixamente. Existia certa corrente indissolúvel entre nós.

“Você está linda, amor.” Falei baixinho, meus dedos tocaram a bochecha quente e úmida.
Bella piscou, eu ainda enxergava a irritação. Ela moveu-se para o meu lado, eu abri meus braços para ela. “Aquela calça entrou em mim duas semanas atrás.”
Eu sorri quando ela remexeu em meu colo, minha ereção matinal estava completamente ansiosa por alívio. Busquei Bella para um beijo, para que ela entendesse minhas intenções. “Você é linda, gostosa, cheirosa e eu quero você!”
Ela encerrou o beijo que mal tinha começado. “Edward, eu estou me sentindo feia, a última coisa que passa em minha cabeça é transar com você.”
Um balde de água fria caiu sobre minhas costas, então eu percebi que o problema estava em mim. “O que eu fiz de errado, Bella?”
Ganhei um sorriso tímido, porém, sincero. “Não é com você, Edward. Você continua me causando o tesão de sempre, mas, hoje, eu não quero você.”
Bella não sabia o mal que estava causando em meu ego, eu vi meu dia indo pelo ralo. “Eu vou tomar banho, sim?”
Antes que eu saísse da cama, Bella estreitou os olhos para mim. Eu vi a raiva voltando para o rosto bonito. “Então é isso, Edward? Eu não tenho a obrigação de transar todas as manhãs com você, tá?”
Para o nosso bem, eu decidi ignorar tudo que Bella estava dizendo. Aquela estava sendo uma manhã ruim e só. Tudo voltaria ao normal uma hora, eu pedi para que não demorasse muito.

“Não vai me responder? Ok, Edward! Obrigada por me deixar saber que eu sou apenas um pedaço de carne em suas mãos.” Ela gritou feito louca enquanto eu caminhava para o banheiro.


Se eu olhasse para trás, eu iria gritar com ela também. Rumei para o chuveiro, antes olhei a balança. Perguntei-me se Bella era neurótica com o peso, pois tudo parecia normal no corpo dela. As mesmas curvas proporcionais. Fiquei mais tempo que o normal tomando banho, eu não me importava muito com as crises de Bella. Eu também acordava puto com o mundo às vezes, o que me irritava era ela ter aquela visão completamente distorcida, pois eu ainda procurava os motivos para estar tão bonita e radiante.

Eu sai do banheiro para não encontrar com Bella no quarto, entrei dentro de meu uniforme e peguei tudo que eu precisava, chave, carteira e celular. Vi Bella encostada ao balcão da cozinha, bebericando um pouco de leite. Eu caminhei lentamente até ela, eu sorri ao ver que ela vestia o jeans escuro.
“Eu vou indo, sim? Cuide-se.” Meus lábios demoraram na testa dela, afaguei ternamente a bochecha rosada.
Bella olhou o relógio, eu me derreti com o olhar pedinte que ela me deu. “Está cedo, não quer tomar café comigo?”
Encostei-me ao balcão também, enchi minha caneca de café. Existia um palmo de distância entre as laterais de nossos corpos, Bella pegou minha mão e me olhou sob os cílios.
“Bom trabalho, tá?” Ela disse baixinho, quase envergonhada. “Quer meu leite? Ele parece com um gosto ruim para mim.”
Ela me deu o leite e eu misturei com o café. Eu sabia que tudo estava voltando ao normal. Meu sorriso foi verdadeiro para ela.
“Eu preciso ir, te vejo à noite. Amo você!” Falei e voltei a beijá-la na testa. Minha boca formigou pela a dela.
Desci meus lábios para os dela, aproveitei para enlaçá-la pela cintura. Bella me afastou prontamente. “Eu realmente estou tendo problemas com o leite esta manhã.”

Eu a olhei por longos minutos, procurando qualquer argumento para aquela situação descabida. Bella me beijava antes de eu escovar os dentes, o gosto de leite não era pior que meu hálito. Eu me vi confuso. Passei pela porta mascarando minha confusão e, talvez, minha inquietação. Pedi para que Bella não estivesse cansando de mim, que ela não estivesse caído na real e percebido que ela é muito para mim. Era meu papel fazê-la feliz. Se ela não estivesse feliz comigo, eu procuraria o que faltava para ela. Eu sorri ao perceber o que faltava. Nós não tocávamos muito naquele ponto, talvez Bella achasse loucura, mas parecia muito certo para mim. Demoraria um pouco e requeria paciência, mas, independente de qualquer coisa, eu faria aquilo por ela. Eu iria atrás de qualquer pista.

(...)


POV Bella


O frio era a enésima coisa que eu xingava naquela tarde. Eu já tinha discutido com Ângela e ignorado uma ligação de Alice. Eu estava louca! Fechei meus olhos para não chorar ainda mais, procurei motivos para minha irritação repentina. Eu sabia que não era por causas das quatrocentos e trinta e cinco gramas, claro, eu ficara chateada por causa da gordura desnecessária, mas o que me irritava era o fato de eu estar um monstrinho, feia pra caralho.
Alguém bateu na porta do banheiro, levantei-me do piso gelado e lavei meu rosto. Eu girei a maçaneta ainda fungando, a loira alta de olhos azuis me olhou com desdém. Meu celular vibrou em minha mão, eu estava disposta a ignorar todas as ligações. Olhei sem vontade para a tela, o nome de Edward me fez pensar. Eu abri a mensagem, sem saber se eu estava com algum tipo de expectativa.


Amo você, linda : )
E.

Senti a umidade acumulando nos cantos de meus olhos, eu não merecia um namorado tão doce quanto Edward. Eu fora grossa e recebia, em troca, mensagens cheias de açúcar. Minha mão tremeu timidamente ao digitar a resposta.


Eu sei que você ama! Também te amo, ok? Desculpe por ser uma louca, não sei o que está acontecendo comigo, talvez seja o frio e esse emprego idiota. Não nos beijamos hoje, sinto falta disto, sinto falta de você, Edward!
B.


O celular registrou uma nova mensagem trinta e seis segundos depois.


Estou sem fazer nada, podemos começar imaginando alguns beijos, certo?
E.


Eu sorri para a mensagem, lembrei da última vez que fizemos aquilo. Edward tinha me surpreendido com mensagens picantes, e eu, completamente interessada, respondi usando o mesmo nível. Eu nunca tinha corrido tanto para me trancar em um banheiro. Reli a mensagem, sabendo que ele só queria me fazer sorrir. Perguntei-me o que estava acontecendo comigo para ser tão indiferente as investidas de Edward, nós tínhamos feito um sexo incrível durante a madrugada, mas nada me excitava naquele instante. Ele poderia aparecer nu em minha frente e nada aconteceria comigo.


Nada de sexo por telefone, Edward! Preciso trabalhar, vejo você em casa.
B.

Esperei ansiosa a resposta de Edward, ela veio antes do esperado.


Você e suas técnicas de me deixarem na mão! Obrigado Bella, linda : )
E.

As poucas palavras foram o suficiente para abrir o primeiro sorriso verdadeiro do dia. Eu girei meus calcanhares para voltar para minha sala, choquei-me contra o corpo de Carter.

“Ei!” Eu usei o limite de minha simpatia.
Ele me fuzilou com os olhos azuis, o sorriso fora estranho. “Voltou para a adolescência, Bells?”
Olhei-o procurando o ponto. “Hmm?”
Carter me deu mais um olhar, eu o vi analisando cada pedaço de meu rosto. “Há uma espinha em sua testa.”
Eu não sabia que se eu corava ou chorava, preferi fugir. Dei passos largos para longe dele, querendo o abraço de Edward. Passei a mão em minha testa, o pequeno morrinho me fez gemer frustrada, procurei outras espinhas idiotas. Encontrei-as perto do queixo. O espelho não saiu de perto de mim o resto da tarde, eu supervisionava meu rosto. Nenhuma outra espinha apareceria. Eu suspirei aliviada quando o início de noite se aproximou e voltei para casa.
Edward chegaria antes que eu, contei os minutos para chegar em casa e abraçá-lo, com toda a força que eu tinha.

Era difícil classificar minhas emoções do dia, embora meu comportamento demente da manhã, eu me sentia perfeitamente bem agora, com um pouco de sono, talvez. Eu estava feliz pelo pesadelo idiota ter ido embora, as noites eram tranquilas e de sono pesado. Edward e eu estávamos bem, transando como coelhos. Alice e Jasper, segundo a última ligação, estavam na Itália. Eles voltariam no final da semana, tornando, assim, a lua de mel numa viagem de, apenas, duas semanas. Abri com cuidado a porta, sorri admirada para a visão que se formou. Edward estava deitado no sofá brincando com Flip, o apartamento estava quentinho e eu demorei horas para tirar todos meus agasalhos.

Edward jogou o cachorro para o chão assim que me viu. Eu gostei do sorriso calmo e não afetado. Segurei-me para não me jogar nos braços protetores.

Ele me abraçou e tirou meu último agasalho, ergui-me nas pontas dos pés. “Desculpe-me por mais cedo?”
Recebi um afago em minha bochecha, os dedos quase não me tocaram. “Sem problemas, quer conversar depois?”
Sorri para ele, eu não queria discutir mais aquele assunto, apenas me embolar com ele no sofá. Edward alternou um olhar entre minha boca e meus olhos, eu fiz o mesmo. Nós ficamos segundos apenas nos olhando, nada era mais transparente que os olhos verdes.
“Você ainda está brilhando!” Edward disse baixinho, antes de me beijar.
Meu corpo formigou por causa do contato, meus lábios pediam os de Edward, eu não iria lutar contra isso. O beijo tornou-se longo e molhado, do jeito que nós gostávamos. Senti as mãos de Edward passeando nas laterais de meu corpo, os toques iam até a base de meus peitos, o calor fluía para cada parte de mim.

Edward explorou cada parte de minha língua, mordendo e chupando. O beijo não demorou a ficar indecente; os lábios desceram para meu pescoço e eu estava perto de virar uma pilha de gelatina. Uma trilha molhada formou-se em minha pele exposta, eu gemi a cada mordida levinha. Minhas mãos brincavam com os cabelos molhados de Edward, por vezes, elas entravam na camisa de flanela. Fui eu quem abriu distância entre nossos corpos, movi para beijar-lhe o pescoço também. O cheiro de sabonete me fez ofegar, corri minha língua por toda extensão.

“Você está tão cheiroso!” Beijei mais uma vez, meus lábios fizeram um barulho engraçado.
Edward sorriu perto de minha orelha, ele sugou meu lóbulo e apertou ainda mais minha cintura. “Não está mais bravinha comigo?”
Bati-lhe no ombro, sem usar força, só provocando. “Você deu a infelicidade de ser a primeira pessoa que eu vi pela manhã.”
A risada de Edward foi contagiante, ele nos levou para o sofá. “Eu acho que sou louca, é isso.”
“Eu sempre sou rabugento pela manhã, não há com que se preocupar, tá?” Edward falou antes de me beijar novamente.
Nós trocamos carinhos ternos, o frio era, de fato, aconchegante e romântico. Edward nos moveu no sofá, eu estacionei no colo dele. “Vou tomar banho, daqui a pouco volto.”
Edward segurou minha mão, me impedindo de levantar por completo. “Quer tomar um vinho comigo? Tem aquele que você gosta.”
Era um excelente convite, minha boca salivou quando eu me lembrei da bebida. “Isso vai ser ótimo, Edward.”
Deixei-o na sala e corri para nosso quarto. Tomei banho e escovei os dentes, olhei minhas camisolas e pijamas. O aquecedor tornava o quarto quentinho, eu poderia usar meus pijamas curtos, os que mostravam metade de minha bunda, metade de meus peitos, os que me levavam para os braços de Edward. Averigüei meu rosto, as espinhas ainda existiam. Pelo menos, Edward não tinha falado nada sobre elas. Soltei meus cabelos, eles caíram por minhas costas parcialmente despidas.

Edward já não estava na sala, avistei-o na cozinha, trazendo uma garrafa de vinho e copos. “Não encontrei taças.”
“Eu não tenho!” Falei simplesmente, o que fez Edward sorrir de lado para mim. “Os copos parecem bons.”
Ele sentou-se ao meu lado no sofá, joguei minhas pernas sobre as dele. Senti os dedos correndo a pele de minha panturrilha. “Vamos tentar ficar sóbrios, sim?”
Dei o primeiro gole de vinho, mas não consegui engolir, o gosto parecia horrível. Quase pútrido. Perguntei-me como Edward bebia com uma cara tão boa.
Corri para o lavabo, senti os passos de Edward atrás de mim. Eu bati a porta na cara dele. Não tinha apenas o gole de vinho, viera também tudo o que comera durante o dia.

“Bella, o que há com você? Abra essa porta para mim!” Edward falou alto do outro lado, não adiantava relutar, ele derrubaria a porta caso eu não desse sinal de vida. Entreabri a porta e pedi para que ele me desse um minuto. Lavei minha boca e meu rosto, joguei um pouco de água em minha nuca também. Eu sorri fracamente ao ver Edward molhando meus pulsos.
Ganhei um beijo na testa. “Você não parece bem, Bella! Seu estômago está bom? Você enjoou com o leite de mais cedo.”
Tentei passar uma certeza que eu não tinha. “Eu estou bem, não sei, só estou meio cansada, é só.”
“Venha!” Edward me pegou no colo. “Deixaremos o vinho para depois.”
Edward sentou-se no sofá e pousou minha cabeça em seu colo. Os dedos percorreram meu couro cabeludo, liguei a televisão e tão rapidamente me distrai com um filme qualquer. Voltei a Terra quando Edward migrou a mãos para o meu pescoço, ergui meus olhos para encontrar o mar verde, assustei-me com o olhar penetrante que Edward me lançava.

“Está me olhando há muito tempo?” Perguntei baixinho, querendo logo a resposta.
Ele me mostrou os dentes brancos, vi também as ruguinhas nos cantos dos olhos. “Eu não tiro meus olhos de você, Bella.”
“Até agora estou tentando entender como você roubou todo o brilho do sol!” Edward disse sorrindo, o carinho voltou para meu pescoço.
Aquilo era algo que me intrigava, eu não enxergava nenhum brilho em mim. “Você está maluco, amor.”
Edward abaixou para selar nossos lábios. “Você nunca entenderia, Bella! Você não está só bonita, está deslumbrante! Meus olhos não suportam tanto brilho.”
Sorri para a escolha de palavras, feliz por Edward ter uma visão distorcida da realidade. “Vou acreditar em você essa noite!”
Ganhei mais um beijo, Edward era o tipo de cara com estômago forte, pois não fazia sentido ele me beijar depois de eu vomitar. “Passou o mal estar?”
“Uhum.” Falei baixinho. “Sabe, acho que essa loucura toda é saudade de Alice.” Divaguei sem saber se aquilo era verdade. “Não é justo ela se casar e viajar para o outro lado do oceano, e se eu precisar dela?”
Edward procurou meus olhos, eu segurei o olhar intenso. “Se você precisar, eu vou estar aqui. Alice está construindo uma vida com Jasper.”
“E eu estou construindo uma vida com você!” Falei feliz da vida para Edward.
Ele sorriu abertamente para mim, um sorriso que iluminava os olhos. “Eu amo você, linda!”
Subi meu corpo para beijá-lo direito. “Amo você também.”

O beijo foi superficial, pois eu jamais enfiaria minha língua na boca de Edward. Ele entendeu o ponto e desceu os lábios para minha clavícula.
“Senti saudades desses pijaminhas.” Edward pegou a alça de minha camisa e desceu-a, expondo o topo de seu peito. “Você nunca usa sutiã, né?”
Minha risada saiu estridente. “Estou diminuindo seu serviço.”
O mesmo som saiu dos lábios de Edward. “Você deveria saber, eu adoro tirar cada peça de roupa de seu corpo.” Ele moveu para meus ombros, indo, calidamente, para minhas costas. “Eu estou sem cueca também!”
Era a deixa que eu precisava, contornei o cós do moletom, percebendo, então, que Edward não mentia. Meus dedos foram sutis ao dançaram sobre a extensão rija.
“Vamos para aquele quarto e deixe-me te fazer sentir a mulher mais linda, gostosa e amada do mundo?” Edward pediu baixinho em meu ouvido, eu senti meus sentidos sendo desconectados.
Meus lábios curvaram num sorriso sincero, aceitando o pedido. “Eu preciso escovar meus dentes.”
Eu sabia que aquilo não estragaria o clima, Edward sorriu e me pegou no colo, atravessamos a sala e o corredor em silêncio. Antes de me colocar no chão, Edward regulou a luminosidade do quarto, mais para escuro do que para claro.
Olhei para Edward, ele me deu um sorriso complacente e eu entendi tudo. Ele só queria me deixar confortável com meus quatrocentos e trinta e cinco gramas a mais.

Beijei-o rapidamente. “Eu já me sinto linda, gostosa e amada!” Girei-nos e deixei o quarto todo iluminado, eu sabia que, assim como eu, Edward gostava de ver tudo que estava acontecendo. Eu corri para o banheiro, Edward veio atrás de mim. Escovar os dentes não era uma tarefa fácil quando se tinha alguém mordendo minha nuca e falando quão duro estava em meu ouvido.
Quando Edward me beijou, ainda existia espuma em minha boca. Aquilo era um mero detalhe, pois eu estava mole por tê-lo me segurando pela nuca. Era um beijo avassalador, cheio de tara; nossas línguas se uniram e dançaram.
Edward subiu a barra de minha camisa, olhando dentro de meus olhos, era um olhar tão certeiro, daqueles que te fazem suspirar e gemer. O tecido caiu no canto do quarto, meu short curto seguiu o mesmo caminho. Soltei um grito e um gemido ao sentir o tapa de Edward em minha bunda, a mão aberta deixou minha pele vermelha. As apalpadas vieram logo depois, Edward me deitou na cama. Eu suspirei feito uma garotinha ao vê-lo tirar a camisa em minha frente.

O rosto quadrado pairou sobre o meu, a respiração ofegante me fez tremer. “Essa noite é só você, Bella.”
Esfreguei minhas pernas por reflexo, Edward sorriu mansamente para mim, a piscadela tornou minha entrada ainda mais úmida. “Você vai ter que implorar para eu te foder!”

Antes que eu respondesse, ele começou a distribuir beijos em todo meu rosto, nunca na boca. Meus lábios procuravam os dele, quando o beijo aconteceu, tudo pareceu rodar, pois era um beijo diferente, um beijo nunca dado por Edward. Eu gemi abafado e o puxei pela nuca, querendo mais e mais. Movi meu quadril para o dele, sem sucesso, no entanto. Eu sabia que, naquela noite, eu estaria sob o controle de Edward. Os toques luxuriantes desceram para meus peitos, as chupadas e mordidas eram fortes e quase doloridas, mas nada me fazia parar de gemer. Eu poderia ser facilmente confundida com uma vadia, eu não me importava nenhum pouco. Minha barriga recebeu uma sessão me beijos indecentes, Edward circulava meu umbigo e aproveitava para correr os dedos sobre minha calcinha de rendinhas. Eu estava louca para receber a língua de Edward, senti-la rodando sobre meu nervo, ver o rosto lambuzado com meu gozo.

Indo contra minhas vontades, Edward me colocou de bruços. E, para minha completa demência, ele salpicou beijos em toda minha coluna. Existiam lambidas e mordidas, meus ofegos saíram baixos ao sentir os lábios em minha bunda. Minha carne não foi protelada, os lábios finos desenharam beijos na curva de meu bumbum, eu empinei minha bunda sem qualquer tipo de vergonha. Edward falou qualquer coisa indecifrável. Tudo em mim pulsava, e minha boca estava seca. A verdade era que eu estava louca para gozar, pedi internamente que Edward pulasse a fase de tortura e viesse para se acabar em mim. Edward tirou a calcinha que nos separava e, então, eu vi o grau de minha exposição. Eu corei por hábito, mas tudo se esvaiu quando senti a língua quente percorrendo minha entrada molhada. O toque não era delicado, muito menos, recatado. A cada investida de Edward, eu erguia e rebolava meu quadril, esfregando minha bunda na cara dele.


Eu soube quais eram as intenções de Edward quando ele desceu a língua para lugares pouco explorados. Eu gemi e ofeguei ao sentir a língua brincando com meu lado B. Cada parte de mim tremeu, olhei para trás para ver o semblante que Edward carregava. Era apenas atrevido e cheio de malícia.

“Cuidado com o que você deseja, Edward.” Falei entre ofegos, minha voz falhava miseravelmente. “Porque você pode conseguir.”

Ele piscou para mim e voltou a me beijar, a língua rodou em mim ao mesmo tempo em que os dedos entraram em meu centro molhado e quente. O ritmo estava me deixando louca, tudo era rápido e forte. Eu ouvia os barulhos de Edward, eram palavras soltas e abafadas. Não existia vergonha, eu sabia que nós não iríamos muito longe com aquilo, embora meu tesão absurdo. As preliminares continuaram quentes e indecentes. Os dedos me provocavam e eu rebolava neles, agarrei-me aos lençóis quando as primeiras ondas quentes se juntaram em meu baixo ventre. Tudo latejou, o orgasmo fora forte e diferente, eu estava sem forças. O nome de Edward saiu baixo e sofrido. Apesar de tudo, eu não queria parar; meus planos beiravam passar a noite acordada com Edward fazendo o que quisesse comigo. Senti o peso de Edward sobre minhas costas, a ereção protegida pela calça de moletom roçou em minhas coxas. A voz rouca soou muito perto de meu ouvido. “Você é toda gostosa!”
Suprimi um gemido débil e puxei Edward para mim, minhas mãos expulsaram a calça enxerida. “Foi bom pra caralho o que você fez.”

Edward sorriu de lado e me beijou, não o senti erguendo minha perna. A única coisa que senti fora a glande inchada friccionando meu ponto sensível. A estimulação estava me levando ao céu, os beijos cheios de volúpia era um ingrediente a mais. Sem querer mais brincadeirinhas, eu peguei o membro rijo em minhas mãos e o levei para onde eu mais precisava. Nós dois gememos com o contato, a posição favorecia os beijos e os toques. Edward não se esqueceu de nenhuma parte de meu corpo, os lábios marcavam meu pescoço e as mãos serpenteavam para meus peitos, os mamilos rijos eram acariciados com os dedos decididos. Eu beijava o rosto suado de Edward, puxava os cabelos dourados e jogava meu quadril para o lado dele. Ninguém não falava nada, ambos queriam o fim. A nuvem espessa nublou meus pensamentos assim que Edward tocou-me sobre o nervo inchado, ele me esfregava forte e sem vergonha. Eu rebolei tudo que eu podia e, tão logo, tudo ficou preto e eu sorri. Minhas coxas tremeram violentamente, agarrei Edward pelas costas, ele também estava perto. As últimas estocadas foram fortes e sem padrão. Edward segurou nosso olhar enquanto ele se derramava em mim. As respirações eram pesadas, nos olhamos por longos minutos. Meu sorriso foi o reflexo do sorriso de Edward.

Ele me pegou pela cintura e me deu um beijo demorado, minha língua pediu passagem e Edward me concedeu de boa vontade. O dançar foi lento e molhado e, para minha felicidade, eu senti minha entrada recebendo litros de umidade. Peguei o lábio inferior com meus dentes, mordendo com certa força. “Eu quero mais, Edward.”
Ganhei uma risada melodiosa. Edward correu os dedos por minha bochecha e, depois, contornou meus lábios cheios. “Eu te amo tanto, mulher!”
Beijei-o intensamente e colei nossos corpos, querendo tocar cada parte dele. Edward desceu beijos por meus ombros, a língua atrevida bateu contra meus mamilos, o que me fazia sorrir e gemer. Eu tinha sérios problemas com minha excitação, pois ela me fazia sorrir como uma retardada. Edward umedeceu os lábios para se dedicar a minha barriga, ele me olhou marotamente enquanto fazia uma trilha perversa até meu centro. Instintivamente, abri minhas pernas. Plantei meus pés no colchão e girei meus joelhos para fora, ali estava a exposição que Edward amava. Ele piscou quase perdido, meu sorriso se formou ao vê-lo lambendo os próprios lábios. E, naquelas horas, eu jogava meu senso pela janela. Nada era mais prazeroso que a língua de Edward brincando com minhas dobras, as lambidas, as provocações. Meus gemidos ecoavam no quarto iluminado, os lençóis já estavam amarrotados e suados.

Meu quadril ia, sem minha permissão, ao encontro da boca faminta. Os gritos de puro prazer faziam Edward ir cada vez mais fundo em mim, ele tinha as mãos cravadas em minha coxa, fazendo-me ficar presa ao colchão. Eu senti meu gozo se aproximando, não fiz nada além de segurar a cabeça de Edward entre minhas pernas, ele poderia morrer asfixiado, mas nada o tiraria de meu meio. A língua tornou-se frenética, ele teria câimbras depois. O ritmo era insuportavelmente alucinante, tudo estava ficando longe e meu corpo, mole. Mordi meu lábio e trinquei meus olhos, os pulsos se concentraram em minha entrada. As contrações ritmadas fizeram a umidade correr por minhas coxas.
Edward não se moveu, mesmo estando completamente anestesiada, eu sabia que ele sorvia cada gota de meu líquido. Eu o puxei para cima, querendo beijá-lo pelo resto da noite. Ele sorriu para mim e subiu com beijos por minha barriga e colo. Eu sorri do mesmo jeito, ergui meu corpo para abraçá-lo.

O beijo era diferente, sem língua, mas com muita vontade. As mãos fortes enlaçaram minha cintura e o acariciei na face lambuzada por meu gozo. “Você se lambuzou inteiro!”
Edward me deu seu melhor sorriso. “Eu gosto, é divertido!”
Sorri abertamente para ele, olhei o relógio sobre o criado, nós deveríamos dormir logo. “Eu amei nossa noite, tá?”
Edward beijou minha bochecha, demorando muito. “Podemos classificar como sexo de reconciliação?”
Ponderei sobre aquilo. “Nós não brigamos efetivamente.”
“Eu fiquei assustado com seu surto, sério!” Edward disse e salpicou beijos em meu pescoço.
Peguei o rosto quadrado em minhas mãos. “Desculpe-me, sim? Eu não queria descontar em você, mas eu, realmente, estou puta com meu apetite de porca.”
Edward sorriu para minhas palavras. “Bella, eu já disse, você está brilhando! Você não está gorda, está tudo certo com seu corpo. E mesmo que não estivesse, eu continuarei te amando e transando com você todas as noites.”
“Você é doce, Edward!” Falei com sinceridade, as poucas palavras me fizeram acreditar que eu não era um monstrinho.
Ele nos tirou da cama, fiquei sobre os pés de Edward durante o caminho até o banheiro. Dividimos o chuveiro quente, eu não recriminava as mãos dele em mim.
“Seria legal se tivéssemos uma banheira, né?” Perguntei tentando não me afogar com a água que descia por meu rosto.
Edward sorriu presunçosamente, eu quis saber o motivo para tal. “Podemos ir a um motel, se quiser.”
Nem mesmo a água espantou o calor crescente em meu rosto. As palavras não saíram, mas eu queria dizer que eu aceitava o convite. Minha mente vadia e criativa me deu cenas pervertidas.
Beijei o peito nu de Edward, sem olhá-lo. “Eu tenho curiosidade em ir.”
Senti os lábios contra o topo de minha cabeça. “As banheiras costumam ser espaçosas!”
Ignorei o fato de Edward já ter dividido uma banheira com outras mil mulheres. Inclinei-me para ele e o beijei delicadamente. “Minha curiosidade é tão grande quanto a sua em relação a minha bunda.”
Vi o sorriso se formando nos lábios finos, Edward não disfarçou o olhar depravado. “Eu passo muito tempo pensando nisto, sabia?”
“Nós podemos tentar, foi gostoso o que você fez comigo essa noite.” Coloquei com falsa pretensão, sabendo que aquilo não era tão simples.
Edward procurou meus olhos, buscando minha alma. “Você pode odiar ou amar, ok? Você tem que estar louca de tesão para ficar relaxada, devo confessar, estou animado para isso.”
Eu só conseguia sorrir e olhar para a cara de moleque que Edward carregava. “Você é tão tarado!”

Ele não disse nada, mas senti uma boa apalpada em minha carne. “Minha mulher tem uma bunda gostosa pra caralho, o mínimo que eu quero é me enterrar em você.”
“Ok, Edward!” Bati-lhe no braço, encerrando nosso banho e as falas sujas. “Estou com sono!”

Enrolei-me na toalha e entrei no primeiro moletom que vi, pois o aquecedor não seria suficiente para atenuar o frio. Edward pegou todos os cobertores da casa, pois descobrimos que não dávamos certo dividindo as mantas. Edward fazia um monopólio terrível.
Ele me puxou para a cama. Pelo menos, nos dividíamos o travesseiro fofinho. “Está tão frio essa noite.”
Beijei-o nos lábios. “Uhum, me abrace e tudo ficara bem.”
Edward o fez delicadamente, os braços passaram por minha cintura e, rapidamente, o sono me tragou para a escuridão. Os sonhos foram coloridos e animados, eu via as cores saltando aos meus olhos.

(...)

A semana passou lentamente, procurei o motivo para o meu cansaço. Deixei Edward dormindo sob os cobertores, fazia tempo que nossas folgas não cruzavam, eu estava feliz por ter um dia inteiro com ele. Alice chegaria no meio da tarde, ela já tinha marcado o café da tarde no nosso restaurante de sempre. Olhei para o meu celular e percebi que era a hora de acordar Edward.
Movi para perto da cama e puxei as cobertas, sorri para as roupas de Edward, era difícil dizer qual peça era mais velha, a calça ou a blusa de moletom.

“Amor?” Chamei perto do rosto amassado. “Acorde!”
Edward rolou na cama, eu conhecia aquela manha. “Mmm”
Deixei um sorriso escapar, beijei-o na bochecha e perto dos lábios. “Acorde, já está tarde.”
Ele abriu os olhos, olhei admirada para aquela imensidão verde. Edward espreguiçou os braços, ainda sonolento. “Hoje é minha folga, baby.”
“Eu sei que é, por isso quero ficar o dia inteiro com você, vamos, levante-se.” Falei mais alto, pedindo que minha voz o despertasse.
Edward era um homem preguiçoso, então eu não me assustava com aquela lentidão para sair da cama.

Fui para a cozinha, abri a geladeira para procurar nosso café da manhã. Meus olhos caíram quando eu não encontrei a geléia de framboesa.
Perguntei-me o motivo de minha irritação, afinal só era uma geléia. “Edward?” Gritei como se a cozinha estivesse pegando fogo.
Ouvi os passos rápidos, os olhos assustados pararam em mim. “O que aconteceu?”
“A geléia acabou!” Falei com evidente chateação.
Edward me olhou meio curioso, quase querendo sorrir. “Eu comi o resto ontem, eu perguntei se você queria um pouco também.”
“Eu não queria ontem, mas eu quero agora!” Estranhei minha fala cheia de manha, perguntei-me qual era minha idade.
“Coma outra coisa, Bella! Tem o iogurte que você gosta.” Edward disse superficialmente, o vi pegando um pedaço de biscoito e colocando tudo na boca.
“Eu quero a geléia de framboesa, Edward! É difícil de entender?” Perguntei-lhe irritada, ele não tinha o direito de comer tudo naquela casa.
“O problema é que nós não temos mais a geléia de framboesa!” Edward me respondeu calmamente, o dono da razão.
Olhei-o por longos instantes, querendo saber quando é que ele iria pegar a chave do carro e ir buscar a geléia.
“Por que você está me olhando assim?” Ele me perguntou, o semblante era cheio de confusão.
Decidi ignorá-lo. “Eu não estou olhando para você, Edward!”
Sentei-me o mais longe possível dele, tomei o iogurte sem vontade. O café da manhã durou uma eternidade.

Peguei nossas louças e joguei na pia, um sinal claro de que eu não as lavaria. Edward me observava timidamente, nossos olhares se cruzavam e eu era sempre a primeira a desviar. Edward caminhou lentamente para o meu lado, as mãos foram delicadas em meus ombros. “Quer que eu compre geléia para você?”
Olhei-o sob meus cílios, o calor concentrou em minhas bochechas. “Você é quem sabe.”
Ele sorriu como um anjo. “Vou lá, tá?” Ganhei um beijo em meus lábios. “Linda, eu odeio brigar por coisa boba. É difícil te entender às vezes, eu não sou o cara mais perceptivo do mundo.”
Girei-me para ficarmos de frente, minhas mãos foram correndo para o pescoço longo. “Eu te amo, desculpe por eu te irritar sempre.”
Edward me deu o pescoço para eu distribuir beijos. Meus lábios sugaram timidamente e minha língua brincou com a pele clara.
“Como ficar irritado com você me beijando gostoso desse jeito?” Edward perguntou entre sorrisos. “Só vou colocar uma roupa, sim? Precisa de mais alguma coisa?”

Acenei negativamente e o fiz andar para o quarto. Minutos mais tarde ele saiu de lá dentro de um jeans e um moletom sem buracos. Eu sorri para o gorro cobrindo os cabelos embolados. Minutos mais tarde, Edward voltou com uma sacola. Ele segurava a guia de Flip com a mão vazia. O cachorro rolou no tapete assim que Edward o tirou da coleira. A pelagem amarela estava meio arrepiada por causa do frio.

“Eu comprei todos os tipos de geléia para você.” Ele disse enquanto me beijava na bochecha. “Trouxe torradas também.”
Corri para cozinha e peguei uma faca e uma colher, puxei Edward para o sofá, o cachorro repetiu os passos de Edward. Procuramos lugar no sofá pequeno, sem medo de parecer faminta, comi a geléia direto do pote. Eu gemia a cada vez que sentia o gosto azedinho. Edward era mil vezes menos esfomeado, ele comia calmamente as torradas cobertas com geléia de morango. Alguns pedaços eram dados a Flip-Flop. Aquele cão tinha mordomias demais!
“Satisfeita?” Edward me perguntou sorrindo.
Subi em cima dele e o beijei até me faltar o ar. “Muito!” Edward me beijou em resposta, desci meus lábios para o pescoço, sabendo que aquilo o deixaria perdido. “Como posso te agradecer?”
“Apenas não pare com o que você começou!” Edward falou baixinho, procurando meus lábios.
Eu sorri antes de tirar as roupas dele, tudo caiu sobre o tapete. Eu cai em frente à melhor parte do corpo de Edward.

(...)

Olhei pela janela e para Edward, as duas visões me diziam que estava fazendo muito frio lá fora. Eu tirei do armário meu suéter e meu cachecol, preferi não me importar com a calça que ficou apertada demais. Olhei-me no espelho, feliz por ter acertado a combinação de cores. Edward estava meio desmaiado na cama, rolando de um lado para o outro, completamente ocioso. “Coloque mais um agasalho, Bella. Está congelando lá fora.”
Ouvi-o e peguei a jaqueta de couro, lancei mão de meu gorro preferido. Meu cabelo estava oleoso demais para ficar solto, então, fiz uma trança de qualquer jeito.
“Já vou, qualquer coisa te ligo.” Falei ao lado da cama, Edward me puxou para cair em cima dele.
Os olhos verdes pararam nos meus, beijei o bico que ele fez para mim. “Mande abraços para Alice, sim?”
“Tudo bem, uh, agora você pode dormi ou jogar vídeo game.” Falei-lhe divertida e peguei minha bolsa e o par de luvas.

Existia uma camada espessa de nuvens cobrindo o céu de Nova Iorque, eu gostava do clima ameno, todavia, eu odiava aquele tanto de roupa em mim.
O restaurante simpático estava meio cheio, todos bebiam coisas quentes. Avistei Alice sentada numa mesa afastada. O sorriso era nada além de feliz.
Ela se levantou quando me viu, eu quis entender o olhar que ela me dava. “Alice!”
Os braços curtos me envolveram, o contato foi saudoso e reconfortante. “Você está linda, Bella! Linda de verdade.”
Sorri para as palavras, sem entender o motivo da mentirinha. “Obrigada? Senti sua falta!”
Alice tirou os braços de mim e me analisou por inteira. “Foi ao salão antes de vir me encontrar?”
“Não?!” Respondi-lhe confusa. “Hmm, conte-me tudo sobre a Europa!”
“Explique-me como faço para ficar tão bonita assim!” Alice disse sorridente, ela fez sinal para sentarmos.
Eu queria pular aquele tópico, eu queria falar da lua de mel de Alice, não de minha inacreditável beleza. “Você e Edward estão malucos, sério! Hmm, Paris é mesmo tudo aquilo que dizem?”

Fiquei feliz quando Alice começou a falar tudo sobre as viagens que fizera com Jasper. Eles eram perfeitos juntos. Era impossível não corar ao ouvir as partes proibidas, sorri ao perceber que Edward e eu fazíamos coisas piores.
“Eu tenho que te contar uma coisa, Bella.” Alice disse depois de terminarmos nossa caneca de chocolate quente. Assustei-me com as palavras, soava completamente confidencial.
Olhei-a, procurando as respostas nos olhos claros. “Eu devo ficar preocupada?”
“Não, de maneira alguma! Só estou meio ansiosa.” Alice disse cheia de evasão.
“Ansiosa com o que?” Perguntei evidenciando toda minha confusão.
Alice me olhou por longos minutos, meio incerta, completamente feliz. “Não sei se é estresse por causa da viagem, mas eu estou me sentindo estranha e enjoada. E minha menstruação está atrasada cinco dias, você sabe, não existe mulher mais certinha que eu.”
Ouvi tudo atentamente, meu sorriso só crescia. “Isso é verdade, Alice?”
Ela sorriu abertamente. “A possibilidade existe, comprei teste para fazermos.”

Eu sorri para ela também, lembrando-me de um passado ruim e feio. Lembrei de todas as vezes que eu fazia aqueles testes de farmácia com medo de ter engravidado de Sebastian. De todas as vezes que Alice também fazia o teste, apenas me dando apoio moral. Era estranho, mas, naquela situação, eu só conseguia fazer xixi se Alice estivesse no banheiro ao lado.

“Eu vou ter que fazer também?” Perguntei sem conseguir ignorar meu sorriso.
“É sua vez de me ajudar, quer fazer isso onde?” Alice perguntou e saiu da mesa, eu repeti o ato.
“Quão ruim é descobrir que está grávida em minha casa?” Perguntei e procurei a chave do carro.
Alice piscou para mim. “Eu já fiz muita bobagem naquele apartamento, Bella!”

Nós duas passamos pela porta de minha casa, deixamos nossas bolsas no sofá. Alice quase gargalhou ao ver Edward dormindo atravessado na cama, a baba escorrendo pelo queixo.
“Eu o amo mesmo assim!” Falei ao perceber o olhar divertido que ela me dava.
“Quem vai primeiro?” Alice perguntou na porta do banheiro.
“Vamos juntas, não?” Coloquei calmamente. “Uh, você sabe, pode dar negativo também.”
Ela me deu um sorriso calmo. “Eu só quero matar minha curiosidade.”
Nós entramos afobadas no banheiro, era um constrangimento do caralho fazer aquilo, mas eu estava pensando em Alice. Ela saiu com o teste na mão, eu joguei o meu sobre a pia, o resultado já era óbvio.
Fiz Alice sentar-se no sofá, os minutos demoraram a passar. Ela sorriu ao ver Flip correndo para nosso lado. “Você tem um cachorro?”
Dei minha mão para o cachorro, a língua áspera fazia cócegas. “Edward pegou-o na rua, ele é bonzinho!”
Alice sorriu meio assustada para mim, não me reconhecendo. “Você sempre teve medo de animais.”
Peguei o cãozinho em meu colo, alisei a pelagem curta. “Ele é uma graça, não é, Flip?”

Meu monologo causou risos em Alice. Ela ergueu o teste que estava em suas mãos. Olhei minuciosamente, ali só existia uma marquinha. Eu não sabia o que dizer.
Alice não parecia triste, eu também não estava. “Ainda não, Ali!”
Ela sorriu abertamente e colocou o teste na bolsa. “Vou mostrar a Jasper, ele era o mais interessado!”
Alice não demorou a ir embora, eu sabia que ela não estava triste, até por que ela não alimentara qualquer expectativa. Rumei para o quarto, querendo cair ao lado de Edward. Ele estava na mesma posição, inteiramente relaxado sobre a cama. Tirei meus sapatos e me deitei sobre o braço dele, sabendo que aquilo deixaria o braço forte dormente depois.

Não consegui dormir, pois eu estava encantada com o rosto de Edward. Limpei a baba nojenta e penteei os cabelos cheios de nós. Ele fazia barulhos engraçados sob meu toque, talvez ele estivesse sonhando. Encarei as olheiras profundas; estranhamente, aquilo me deixava orgulhosa, pois significava o quão dedicado Edward era no trabalho. Eu tinha medo também, tracei os círculos roxos, pedindo para que ele sempre voltasse inteiro para mim. Que ele voltasse sempre, se possível, inteiro. Meus bocejos tornaram-se freqüentes, decidi que eu deveria escovar meus dentes e tirar a maquiagem quase inexistente.

Fechei a porta do banheiro atrás de mim, perguntei-me por que os banheiros eram a parte mais fria de qualquer casa. Olhei-me no espelho, sorri ao ver minhas bochechas queimadas por causa do frio, a pontinha de meu nariz também estava vermelha. Procurei o sabonete em cima da pia, mas tudo que vi fora as duas marquinhas. As duas marquinhas no teste de gravidez! Senti meu corpo paralisando aos poucos, meus olhos estavam fixos no teste. Eu não poderia acreditar. Movi minha mão para pegá-lo. Olhei contra a luz, contra um fundo escuro. Não tinha para onde escapar, era verdade! As duas marquinhas eram fortes e incontestáveis. Procurei a caixinha para saber a sensibilidade, o teste era simplesmente muito sensível. Olhei mais uma vez, tentando saber o que aquilo significava. Meu corpo paralisado se mexeu e minha mão parou em minha barriga. Acariciei delicadamente meu ventre, perguntando-me se aquilo era possível.

Ergui minha blusa e meu sorriso saiu sem minha autorização. Meus dedos tocaram a região abaixo de meu umbigo, a pele queimou sob meu afago. Como choques. Soube que eu estava chorando quando senti a lágrima morrendo em minha boca. Eu estava inexplicavelmente feliz. Não ousei tirar minha mão de minha barriga, o mundo tinha parado e só existia eu e aquela pequena coisinha dentro de mim. E, tão inexplicavelmente, criou-se uma corrente poderosa entre nós. Eu já a amava. Eu iria protegê-la de tudo.
Encostei-me na porta, buscando equilibro. Desci meus olhos para minha barriga lisa e tudo fez sentido. As calças que não subiam, meus surtos matinais com Edward, a vontade louca de comer geléia, o vinho e o leite que meu organismo não aceitava, o sono.

Sorri timidamente para meu ventre, espalmei minha mão sobre ele. “Oi bebê!”

As lágrimas rolaram por minhas bochechas, me fazendo fungar. Sentei-me no chão, apenas para eu não cair por causa dos tremores que assolavam minhas pernas. Cerrei meus olhos e permaneci com a mão sobre minha barriga. Meus sorrisos vinham a todo instante, meus lábios não me respeitavam. Busquei no fundo de minha mente quando aquilo tinha acontecido. Rastejei para perto das gavetas, peguei a cartela de pílula, o estojo com as lentes de Edward veio junto. Encarei a cartela, surpresa com minha falta de atenção. Fiz todas as contas possíveis e sorri para os três comprimidos que eu não tomara. Eu não era a pessoa com o ciclo mais regular do mundo, nem a mais dedicada aos remédios e camisinha nunca participava de nossas noites. Fiquei sobre meus pés e joguei água em meu rosto, pensei sobre voltar para o quarto, mas lá estava Edward. Eu não sabia o que pensar sobre ele.

Nós não tínhamos falado sobre aquilo, nunca era um tópico importante. Minha mente tumultuada me trouxe imagens de ele carregando um pequeno embrulho de cobertas, nosso bebê estaria nos braços de Edward. Eu sabia que aquilo era um sonho, pois não existia aquele tipo felicidade no mundo real. Era muita felicidade para uma pessoa só! A realidade veio aos poucos. Eu não era uma pessoa responsável, eu me enchia de gordura e de álcool. Eu mal sabia cuidar de um cão! Edward era um preguiçoso que vivia dormindo, comendo e jogando vídeo game. Nós não seriamos bons pais!
A dedução me fez chorar copiosamente, abracei minha barriga com toda a força que tinha. “Eu vou cuidar de você, tá?”

Naquelas horas eu sentia uma falta absurda de minha mãe, ela saberia me acalmar. Sorri ao pensar na reação que ela teria, Charlie ficaria assustado por, simplesmente, saber que eu transava com meu namorado. Renée choraria comigo. Eu os queria comigo agora. Meus pensamentos foram para Esme e Carlisle, meu Deus, eu poderia imaginar o sorriso grande deles, os olhos brilhantes. Pensei, então, no homem que babava sobre o travesseiro. Edward seria papai! O medo me rondava, pois ele poderia achar tudo uma droga, me largar e correr atrás dos sonhos dele. Ele poderia optar por não querer nosso bebê. Olhei-me pela última vez no espelho e abri a porta. Antes, eu joguei o teste pela janela, sem me importar se caísse na cabeça de um pedestre qualquer.
O peito de Edward subia a descia, o sono era calmo. Sequei meu rosto e me deitei ao lado dele, puxei um pouco de coberta para mim. Sem saber o que fazer e pensar, peguei a mão quentinha de Edward e coloquei sobre minha barriga, o contato causou arrepios em minha pele e lágrimas em meus olhos.

Olhei admirada para a cena. “Bebê, esse é o pai, sim? Seu papai!”

Eu tinha consciência do sono profundo de Edward, fiz os dedos correrem pela parte baixa de minha barriga. Era impossível ignorar a vontade de saber tudo sobre quem crescia dentro de mim, eu queria falar tudo sobre mim e Edward também. Pousei minha mão sobre a de Edward, ergui meus olhos para observar o rosto pacífico. “Bebê, o papai é um homem incrível, sabia?” Falei baixinho sorrindo. “Eu sou tão louca por ele!” Minhas palavras me faziam chorar, as lágrimas eram puramente felizes. “Não se preocupe, ele também vai te amar.” Minha cabeça pediu algum tipo de descanso, então peguei um pouco do travesseiro de Edward. Nossos rostos estavam próximos e minha respiração soprava contra ele.

“Eu estou grávida, Edward!” Minha voz falhou em todas as palavras, Edward apenas soltou um murmuro. Eu me vi desesperada para saber qual seria a reação dele quando acordado. Aconcheguei-me ao corpo dele, não direi a mão máscula de minha barriga. “A mamãe está com sono, bebê! Descanse também!”

(...)

Alguns beijos foram salpicados em minha têmpora, os tradicionais beijos que Edward usava para me despertar. “Linda?”
Não abri meus olhos, pois meu sonho fora intenso demais, perguntei-me se eu queria que ele fosse real. Um bebê meu e de Edward. Senti Edward pairando o rosto sobre o meu. “Acorde, uh, você dormiu pelas últimas quatro horas.”
Abri minha boca num bocejo, espreguicei meu corpo e, como num clique, eu percebi que não era um sonho. Era mais pura verdade, eu estava carregando um bebê de Edward.
“Bella, amor, você está bem?” Edward perguntou sem mascarar a preocupação, as palavras eram protetoras e doces.
A umidade desceu por minha bochecha, eu deveria parar de chorar a cada três minutos. “Eu só estou muito feliz, Edward!”
Os lábios desenharam um beijo em minha testa. “Quer dividir comigo?”
Aquela era a pergunta. Mais cedo ou mais tarde, eu contaria tudo a Edward, mas preferi andar de mãos dadas com o tempo. Fazer um teste laboratorial e ter a confirmação. Busquei-o para um beijo calmo, os lábios roçaram delicadamente. “Eu estou bem, sim? Feliz por você existir e me fazer uma mulher completa.”

Edward descansou a testa na minha, nossos olhos se cruzaram e vi de tudo neles. O verde era intenso e tempestuoso. “Você é meu Sol, sabia? Você continua brilhando para mim.”
Pela primeira vez em dias, comecei a acreditar naquele discurso. O brilho era nosso bebê crescendo dentro de mim, ele era nosso Sol.
Minha barriga roncou miseravelmente, fazendo-me corar até a alma. “Desculpe?”
Edward me deu um sorriso perfeito. “Não seja boba, Bella! Quer comer o que? Pensei em macarrão, o que acha?”


Era engraçado como meu ponto de vista mudara tão rápido, eu amava macarrão, mas sabia que aquilo não seria bom para mim. Eu estava disposta a mudar tudo pela coisinha que crescia em mim. Frutas e legumes seria minha paixão daqui para frente.
Meu rosto corou sem minha autorização. “Hmm, o que você tem a dizer sobre iogurte com granola?”
Ele me olhou e sorriu. “É comida de garotinha, mas eu gosto.”
Surpreendi-me ao ver Edward me carregando para a cozinha, ele fez nossas tigelinhas com cuidado, ele deixou o iogurte de morango para mim.
Edward terminou primeiro que eu, ele sorriu com os lábios sujos. “Vou tomar banho, te espero na cama, sim?”
Sorri feito boba, Edward beijou meus cabelos antes de sumir para o quarto. Aquele era um ponto importante, era sabido que eu teria que abdicar de muitas coisas, não entrava em minha lista abdicar do corpo de Edward. Encontrei Edward esparramado na cama, os cabelos úmidos caiam sobre a testa. Procurei minhas roupas no armário, escolhi o moletom mais largo que eu tinha. Guiei-me para o chuveiro, a água quente desceu por minhas costas, aliviando os nódulos de tensão. Estreitei meus olhos para Edward, ele me estendeu a mão, meu corpo caiu ao lado do dele. “Você está cheirosa!”

Colei meu corpo contra os músculos definidos. “Você está bonito como sempre.”
Edward me beijou superficialmente, nossos cílios bateram e eu sorri. “Está com sono?”
“Só um pouquinho.” Menti para ele, recebi um sorriso não afetado.
Ganhei também um abraço, daqueles protetores e aconchegantes. “Você está morrendo de sono, linda! Durma bem, te amo.”
Sorri sozinha, agradeci por Edward ser só meu. “Te amo, Edward.”

Eu estava me desligando da realidade aos poucos, mas consegui sentir as mãos de Edward indo para dentro de meu agasalho, um costume de todas as noites. Os dedos tocaram meu ventre. Meus olhos abriram por reflexo, encontrei o verde sorrindo para mim.

“Engraçado, você brilha até durante a noite!” Edward falou baixinho, esforcei-me para ouvi-lo.
Meu sorriso também foi baixo. “Bobo!” O sono veio segundos depois. Pousei minha mão sobre a de Edward e, daquele jeito, nós três estávamos juntos.

(...)


POV Edward


Perguntei-me quando começaria a nevar, pois já fazia um frio do caralho. Dirigi apressado para casa, querendo me livrar do frio e ver minha Bella.
Querendo voltar para meu Sol particular. Talvez eu estivesse louco, pois eu pensei que aquilo sempre acontecia com os casais apaixonados, porém, Jasper nem Emmett viam raios de luz em Alice e Rosalie, respectivamente. Eles não sabiam o que estavam perdendo! A chave girou sem dificuldades, encontrei Bella preparando alguma coisa no fogão. O cheiro me dizia que eram ovos com bacon. Ela virou para mim, o sorriso era enorme. Restou-me sorrir do mesmo jeito para ela. O corpo pequeno colidiu com o meu e trocamos beijinhos calmos, Bella retirou meu primeiro agasalho e jogou meu gorro para o lado.

“Senti sua falta, amor.” Bella falou contra meus lábios ressecados por causa do frio.
Tirei os pés dela do chão, beijei-a mais e mais. “Eu também!”

Nossos carinhos continuaram calmos, mas sabia que seria fácil aprofundar. Preferi fazer aquilo depois do banho, pois, mesmo com a temperatura baixa, meu corpo teimava em suar demais.

“Estou fazendo ovos com bacon para você.” Ela disse antes de eu colocá-la no chão novamente.
“Obrigado!” Falei sincero. “Vou tomar banho primeiro.”
Aquilo fez o rosto de Bella corar, os brilhos saíram com força total. Olhei-a curioso, ela não respondeu minha pergunta silenciosa, apenas corou e sorriu. “Uh, vista seu pijama de frio, sim? O aquecedor não parece muito bom essa noite.”
Peguei o rosto com minhas mãos, aproveitei para morder e puxar o lábio vermelho. “Você me esquenta, Bella!”
Oh, sim! Era uma indireta! Eu tinha pensamentos sujos e todos eles envolviam minha garota brilhante. Bella corou o mais intenso tom de vermelho, ela piscou surpresa para mim. “Cachorro!”
Beijei-a na bochecha, minha língua lambeu a pele quente. “Vamos lá, você adora!”
Ganhei um tapa forte em meu ombro, decidi que eu deveria tomar para banho, evitando, assim, meu ataque ao corpo de Bella. A água quente salpicou contra meu corpo, o banho fora rápido. Escovei meus dentes e ignorei meu rosto cansado. O aquecedor, de fato, parecia defeituoso. O que Bella chamava de pijama, eu chamava de roupa confortável para dormir. Puxei a calça e a camisa de moletom. Um pequeno papel caiu perto de meu pé, eu tremi por instinto. Eu odiava cartas. Olhei o papel dobrado, sem saber se era o certo, abri-o encontrei a caligrafia engraçada de Bella.


Papai,

Eu sou uma coisinha tão pequena, mas eu já me sinto tão amada! A mamãe me ama, sabia? Ela fala tanto de você, pai! Ela diz que você é o homem mais atencioso da face da terra, mas é claro que meu papai é perfeito, certo?Seja paciente com minha mãe, sim? Eu sou uma novidade e corpo dela não está aceitando muito bem esse presente. Eventualmente ela vai gritar e chorar sem motivos, não é culpa dela. A mamãe nunca iria brigar assim com você! Cuide dela e de mim também, aqui é tão quente e escuro, mas, devo admitir, estou morrendo de vontade de ver seu rosto e o da mamãe. Sorriam para mim quando esse dia chegar, tá? Espero que você esteja ansioso também. Te amo, pai.

Bebê Cullen Swan


Meus olhos não saiam da primeira linha, do comprimento. Tudo em mim chicoteava, quase como uma convulsão. Reli as palavras mais bonitas de minha vida, sem saber o que fazer, eu chorei. Minha visão embaçou por causa das lágrimas espessas, mas, ainda assim, li tudo de novo. Meu coração batia na garganta, trepidando sob minha pele molhada. A umidade caiu sobre o papel branco, manchando metade do texto escrito a caneta. Eu queria gritar, dizer que eu era o homem mais feliz do mundo.

Eu vesti minhas roupas com uma pressa desconhecida, meus passos foram apressados para a cozinha. “Bella?”
Eu precisava vê-la, adorar o rosto bonito. Ela virou-se para mim, com o prato de ovos mexidos nas mãos. Ela estava corada e cheia de apreensão. Eu só estava feliz. Tudo se encaixou quando ela tocou minha bochecha úmida. Nós estávamos esperando um bebê, um bebê só nosso. Ela brilhava, pois existia um anjinho dentro dela, a luz era ele. Ela surtava todas as manhãs por que algo muito perfeito crescia dentro dela. Minha piscadela fez outras lágrimas rolarem, não me senti envergonhado por Bella me ver naquela situação. Não era feio um homem chorar. Eu estava chorando de pura felicidade.

“Por que você não me contou antes?” Perguntei olhando dentro dos olhos marrons, eu vi a corrente indissolúvel se formando.
Bella secou minhas lágrimas com as pontas dos dedos. “Eu estava com medo.”
Fechei meus olhos para as palavras, querendo entender o porquê daquele receio. “Eu amo tudo quem vem de você, Bella!” Falei baixinho e, ao mesmo tempo, levei minha mão para baixo do moletom dela, nós dois trememos com o toque, meus dedos tocaram a parte baixa da barriga lisa.
“Você sabe, nós não planejamos nada, nem sei como foi acontecer.” Ela falou baixinho e colocou a mão sobre a minha. “Eu estou tão feliz, Edward!”
“Eu também, você não sabe como eu estou me sentido agora.” Minha voz saiu embargada e sincera.

Nossos olhos se cruzaram por longos segundos, a felicidade estava em mim e nela. “Eu descobri tem poucos dias. Fiz um exame de sangue.”
Bella me puxou pela mão e me levou para o quarto. Ela revirou as gavetas e me estendeu um papel, ali a admirado o resultado. Positivo.
“Eu joguei o teste da farmácia pela janela, mas ele também deu positivo.” Bella disse antes de se sentar ao meu lado. Ela entrelaçou nossas mãos.
Tudo que eu fazia era sorrir, ergui a camisa de Bella e olhei para a barriga lisa, tão logo, eu a imaginei com a barriguinha saliente. Ela estaria linda. Eu imaginava de tudo, eu carregando um bebê, ensinado a andar de bicicleta, aliciando-o a torcer pelos Yankees.
Beijei a pele exposta, eu salpiquei beijos castos por todo ventre branquinho. “Oi bebê!”
A risadinha de Bella me fez olhá-la, ela me deu uma piscadela. “Eu converso muito com minha coisinha.”
Sorri também e distribui mais beijos pudicos. “Eu sou seu papai, tá? Você me fez tão feliz, bebê!”
Bella dedilhou meus cabelos, incentivando-me. “Uh, eu amo você e a mamãe. Ah, ela é incrível!”
“Sabe por que eu te amo, bebê?” Meus olhos desviaram minimamente da barriga de Bella, eles subiram para encontrar o chocolate derretido.
“Você faz minha Bella brilhar mais que o Sol, você tirou o pesadelo idiota dela, eu não sei como te agradecer. Você realizou meu maior sonho.” Minha lágrima caiu perto do umbigo bonitinho de Bella.
“Será que é isso, Edward?” Bella perguntou pensativa. “Essa relação com meu pesadelo?”
Sorri para ela, eu estava certo sobre aquilo. Só um anjinho para dar noites calmas a Bella. “Eu tenho certeza que é.”

Eu quero tanto de conhecer! Você vai ser tão perfeito, igualzinho a mamãe.” Falei sorrindo bobamente. “Você foi a coisa mais gostosa que eu e sua mãe fizemos juntos.”
Recebi um tapa em minha nuca. “Edward, olhe as merdas que você está falando!”

“Não podemos mais falar sujo, linda! Temos que educá-lo.” Falei divertido, eu subi para beijar os lábios vermelhos.
“Eu pensei que você não iria gostar da notícia.” Bella disse depois de encerrar o beijo carinhoso.
Olhei-a fixamente, procurando a alma boa dela. “Bella, é claro que eu estou assustado e com medo, mas tudo se anula quando eu penso que essa coisinha aqui é nossa, é fruto de tudo que eu sinto por você.”
Bella piscou, o que fez uma lágrima gorda rolar pela bochecha quente. “Você vai ser um pai incrível!”
Beijei prontamente a umidade. “Eu vou dar meu melhor, amor.”
“Eu acredito em você, Edward.” Bella falou e selou nossos lábios, o beijo aprofundou aos poucos, minhas mãos não saíram da barriga. Aquela seria minha parte preferida do corpo de Bella pelos próximos nove meses.
“São quantas semanas?” Perguntei ainda sobre os lábios dela.
“Três, não tenho certeza. Marquei uma consulta para a próxima semana, você vem comigo?” Bella voltou a me beijar, como vontade demais.
“Claro que vou.” Falei depois que ela desceu para o meu pescoço. “Você sabe quando eu fiz um bebê em você?”
Bella sorriu abertamente. “Não sei, acho que foi em Chicago. Eu esqueci-me das pílulas e nós transamos em seu quarto.”
“Devo confessar, eu me sinto um pouco excitado em saber que te engravidei. Eu cumpri meu papel na natureza.” Falei divertido para ela. “Quem sabe eu não fui bom o suficiente e fiz gêmeos?”
Ela ergueu os olhos para mim, sorrindo. “Edward, pelo amor de Deus, não fique convencido por seu espermatozóide ter sobrevivido e ter conseguido entrar em meu óvulo.”
“Seria legal ter dois bebês em casa, eu iria gostar.” Falei imergido em pensamentos.

Bella olhou para a própria barriga e sorriu. “Eu vou explodir, é isso.” Puxei-a para mais um beijo, Bella não me deixou começar o dançar de nossas línguas. “Vai ser menino ou menina?”
Era algo que eu não tinha pensado. “Uma menina?”
Ganhei um sorriso perfeito. “Temos um impasse, eu tenho certeza que será um menino.”
“Quer uma aposta? Se for menina, eu escolho o nome. Se for menino, você escolhe.” Joguei-lhe triunfante.
“Parece justo!” Bella me beijou superficialmente. “Vou trazer os ovos para você comer.”
“Tsc, tsc.” Estralei contrariado. “Você não vai comer essas porcarias.”
Fui atrás dela para a cozinha, abri a geladeira e tirei todas as frutas. “Não é justo eu comer coisas que fazem mal para você e para nosso bebê, vou tentar comer coisas decentes, sim?”
“Eu já disse que você é doce, Edward?” Bella abraçou minha cintura. “Não pegue o mamão, eu vomitei quando tentei comer mais cedo.”
Beijei a testa dela. “Você deveria ter me contado antes, assim eu poderia te ajudar com seus enjôos.”
Ela sorriu fraquinho. “Eu pensei que eles fossem só pela manhã, mas eles acontecem o dia inteiro.”
Eu sabia que aquele início seria complicado e cheio de desconforto. “Você não quer contar para mais ninguém, né?”
“Ainda não, você sabe, tem risco de um tanto de coisa.” Bella falou contra meu peito. “Eu posso esperar um pouquinho.”
“Não fique com medo, tá?” Beijei-a demoradamente e levei minha mão para a barriga quente. “Ai dentro é tão quentinho e silencioso, né, bebê? É claro que ele quer ficar dentro da mamãe.”
“Você está tão animado, Edward! É assustador.” A fala saiu como uma confidencia.
Segurei nossos olhares, ela deveria entender que nada era mais importante que a vida que ele nutria. “Claro que estou, baby! Eu vou dedicar a vocês, eu vou retribuir tudo que você está fazendo por mim.”
“Seus pais vão ficar felizes ao descobrir.” Bella disse depois de morder a pêra.

A menção de meus pais me fez começar uma linha de pensamentos derrotados. Todas elas envolviam meu irmão e a verdade que eu omitia. Eu, simplesmente, não poderia arruinar aquela relação que eu tinha construindo com Bella. Ela estava me dando um bebê, não era justo Sebastian fazer aquilo conosco. Olhei-a enquanto ela começava a morder a segunda pêra, eu queria um pouco daquele brilho. Bella não demorou a escapar o primeiro bocejo, eu descobri que eu deveria levá-la para cama. Puxei-a pelo pulso, os passos eram curtos atrás dos meus.

Arrumei a cama para nós, sabendo que só dormiríamos. “Edward?”

Fui ao encontro de Bella no banheiro, ela estava terminando de escovar os dentes e soltar os cabelos. “Eu sei que engordarei e que vou ficar mal humorada, mas você vai continuar me querendo, né?”
Eu não poderia deixar Bella criar aquelas inseguranças. Abracei a por trás e joguei os cabelos para o lado. “Você vai ficar linda com barrigão, sabe, eu nunca transei com uma grávida.”
“Ainda bem que não, né?” Bella disse sorridente.
“Eu te amo, amo seu corpo. Eu vou explorar cada mudança que acontecer com você. É impossível perder meu tesão, não com você me olhando desse jeito.” Falei-lhe perto do ouvido, os pelinhos arrepiaram por completo.
“Eu vou te ajudar a se cuidar, tá? A gente pode correr numa praça qualquer, você pode fazer ioga, dizem que é bom.” Beijei-lhe na nuca, indo para os ombros. “Você será uma mamãe gostosa, acredite.”
Bella pousou as mãos sobre as minhas. “Se eu não estivesse com tanto sono, eu faria alguma coisa por você, Edward!”
Eu sorri baixinho, ela girou para ficar em minha frente. “Se eu não acordar vomitando, eu te chupo bem gostoso, tá?”
Beijei-a com vontade, meu corpo traidor fez o calor juntar no meio de minhas pernas. “Vamos para a cama, Bella.”

O sorriso dela foi como música. Bella deitou-se ao meu lado na cama, os olhos calmos e marrons não saiam de minha mira. Movi minha mão timidamente para a barriga coberta do moletom, instintivamente, fiquei louco para saber quem crescia ali dentro.
“Quanto a gente vai sentir os chutes?” Perguntei baixinho, contra o rosto sonolento.
Bella colocou a mão sobre a minha, os dedos curtos dançaram sobre os meus. “Edward, você tem noção que nossa coisinha é minúscula? Ainda não tem pés, amor!”
Sorri também para ela. “Eu sei disto, Bella!”
O corpo pequeno veio de encontro ao meu, abracei-a calorosamente. “Hmm, eu quero tanto ser boa o suficiente para nutri-la e protegê-la.”
Olhei-a fixamente, pedindo que ela entendesse meu olhar. Não existia pessoa mais forte que Bella, eu sabia, ela seria uma mamãe incrível. “Você é a pessoa mais altruísta que existe, Bella! Nós vamos nos dedicar!”
Ela olhou para a própria barriga e um sorriso fácil se fez. “Eu vou ficar tão estranha com barrigão. Como uma cobra que engoliu um ovo de avestruz!”
Sorri para a colocação descabida, abracei-a e beijei-lhe sobre os cabelos. “A gente só precisa pedir saúde, nada mais.”
Bella traçou, quase sem tocar, a região em volta do umbigo. O rosto carregava um semblante que eu não soube identificar. “Sabe, ele pode ser especial, entende?”

Aquilo me pegou de surpresa, eu não vi vindo. A possibilidade existia e me deixava com medo, é claro. Fiz o mesmo percurso que Bella fez, sem saber o que dizer. Era engraçado como a imaginação é completamente manipulável. Eu só conseguia imaginar um bebê perfeito com um sorriso sem dentes, minha menininha. De qualquer modo, aquilo não me desestimulava, só significava que eu deveria ser um pai mil vezes mais dedicado e presente. Meu sorriso saiu trêmulo, busquei os olhos apreensivos de Bella. “Bebês especiais têm mamães especiais, Bella.”
Eu só ouvi um fungado baixo, os olhos marrons estavam cheios de lágrimas. Bella me abraçou forte, machucando minhas costelas. “Edward, pare com suas palavras doces!”

Dessa vez, sorri de verdade. Beijei-a delicadamente, nossos lábios moveram num ritmo vagaroso. “Eu tenho chorado tanto nos últimos dias, Edward! Acostume-se, ok? É hormônio demais para uma pessoa só.”
Beijei-a novamente em resposta, Bella afundou os dedos nos cabelos de minha nuca, fazendo um carinho gostoso. “Nunca pensei que eu te veria chorando, Edward.” Bella disse quando encerrou o beijo calmo, nossos olhos se prenderam. “Foi uma das cenas mais bonitas que vi.”
Senti o calor subindo para meu rosto, pisquei para ganhar tempo. “Chorar de felicidade é bom, extravasa.”
Bella beijou a ponta de meu nariz, nós dois sorrimos. “Nós te amamos, Edward!”
Sorri bobamente para as palavras, sabendo que, agora, existia outra vida em nossas vidas. “Eu estou tão apaixonado por essa vidinha, Bella!”
“Mais que por mim?” Ela perguntou rapidamente, sorrindo abertamente.
“É diferente, você sabe.” Falei baixinho. Minha pirâmide de prioridade mudara, pois, agora não tinham só meus pais e Bella. Meu amor deveria ser dividido em três. Meu bebê, meus pais e, por último, Bella. A ordem era exatamente esta.
Bella jogou as pernas sobre as minhas. “Claro que entendo, é estranho, mas eu amo de um jeito insano nosso bebê.”
Minha mão correu até a cintura fina, fazendo cócegas em Bella. “Essa criança vai ser tão mimada, amor.”
Uma risada gostosa preencheu o quarto quentinho. “Eu simplesmente não vou mimá-lo do jeito que Esme te mimou, você é, simplesmente, um bebê de cem quilos.”
Gargalhei para as palavras, Bella me acompanhou. “Eu não peso cem quilos, Bella.”
Bella correu para o banheiro, ela sorriu no meio do caminho. “Ah, eu também faço xixi a cada dez minutos.”

Afundei minha cabeça no travesseiro, completamente feliz por Bella estar cheia daqueles sintomas engraçados, eu esperava ansioso a hora que ela me acordaria no meio da noite pedindo coisas estranhas para comer.
Ela voltou e se jogou debaixo das cobertas, nosso sono sumira por completo. “As páginas da internet dizem que eu ficarei com mais sono e com queimação.”
“Eu cuido de você, não se preocupe.” Falei-lhe convicto.
Bella deitou a cabeça em meu peito, levei minhas mãos para o cabelo sedoso. “Eu vou fazer massagens em seus pés quando eles estiverem inchados também.”
“E segurar sua mão quando ele estiver nascendo.” Aquela parte realmente me deixava animado, eu já poderia imaginar a cena.
“Eu não gosto de sangue, Edward.” A voz de Bella foi nada além de preocupada. “Não sei o que eu fazer para colocar essa criança para fora.”

Afaguei-lhe no couro cabeludo. “Não se preocupe com isso agora, Bella. Vamos ao médico, ele saberá o que é melhor para você.”
Ela moveu-se para o meu lado, colando nossos corpos. Ouvi um gemido de desconforto, olhei-a com ar interrogativo. Bella me deu um sorriso fraco. “Meus peitos estão meio sensíveis e, infelizmente, mais sensíveis a dor.”
Meus dedos traçaram o contorno do topo de peito dela, sem força. “Prometo ser cuidadoso com você, tá?”
Bella sorriu grande para mim. “Não seja, por favor! Quando eu estou louca de tesão, eu esqueço de qualquer coisa que não seja você.”
Inclinei-me para buscar os lábios doces. “Você sabe, eu estou sempre ao seu dispor.”
Ela riu cheia de graça, levei um pequeno e fraco soco em meu ombro. “Quando sua namorada parar de hibernar e chorar, você terá o que você mais gosta, Edward!”
“Você fala como se eu só gostasse de estar dentro de você.” Coloquei superficialmente, sem intenção de deduzir nada.
Ganhei um beijinho em meu queixo, demorado e estralado. “Eu sei que não, Edward! Só estou brincando.”
“Uhum!” Beijei-a, minha língua pediu passagem, Bella me aceitou rapidamente e começou com nossas provocações. Subi minhas mãos para o rosto dela, o calor fluiu fácil para minha pele. Eu sorri satisfeito, feliz por nada ter mudado.
“Boa noite!” Bella disse baixinho e me deixou um último beijo.
Sorri durante o roçar de lábios. “Bebê, deixe a mamãe dormi, sim? Boa noite para vocês.”

Bella sorriu e levou minha mão para a barriga dela. “É engraçado fazer esses monólogos, dizem que eles podem reconhecer nossas vozes.”
Ela bocejou um segundo depois, dizendo que o sono havia voltado. Ajeitei-nos na cama, Bella dormiu logo depois, tudo no rosto bonito era sereno. Cerrei meus olhos, mas não dormi. Descobri que eu estava elétrico demais para conseguir descansar. Era meio difícil acreditar que tudo era verdade. Minha mão ainda estava sobre a pele de Bella, escorreguei para baixo, meu rosto perto da barriga lisa.

Encarei a barriga que logo cresceria, espalmei minha mão. “Bebê?”

Não era um chamado, eu só queria confirmar se tudo aquilo era verdade, que ele era meu e de Bella. “Sabe, eu nunca pensei em ser pai, mas nada é mais certo que eu cuidar de você.”
“Prometo ser tudo para você, para sua mamãe também. É uma promessa!” Falei baixinho e, ao mesmo tempo, salpiquei beijos curtos na região que o alojava. Sorri sozinho para minhas palavras. “Você me faz sentir tão leve, como se não existisse o mundo em minhas costas.”
Era um ponto importante, que eu não sabia administrar. As chances de eu contar a verdade para Bella já eram remotas, agora, elas não existiam.
Toquei a parte baixa da barriga de Bella, perto do cós da calça. “O pai comente alguns erros, tá, bebê? Eu juro que eu só estou pensando na felicidade de nós três.”
“Será que você está achando essa conversa um porre? Sou meio chato às vezes! É tão bom saber que, dentro de nove meses, você vai estar nos braços de Bella. Eu vou poder ser um palhaço completo, sabe, a mamãe odeia minhas sessões de piadas ruins e meus festivais de careta, espero que você goste, bebê!” Falei sorrindo, vendo o futuro.
Coloquei um beijo no centro da barriga de Bella. “Conversamos mais amanhã, te amo.” Subi para minha posição original, meu rosto ficou a centímetros do de Bella. “Te amo também, linda. Obrigado por tudo.”

Eu sentia o sono vindo, mas eu nunca o capturava por completo. A porta rangeu baixinho, se eu tivesse oito anos, eu jogaria a coberta sobre minha cabeça e rezaria baixinho, pedindo para que não fosse o capeta querendo me pegar. Como eu tinha vinte e seis anos, sorri para a porta, sabendo que meu cachorro estava louco para dormir no tapete quentinho.
“Ei, campeão!” Falei sonolento, joguei minha mão para fora da cama, logo senti a língua me lambendo. “Tenho novidades para você.”
Ele me lambeu mais, talvez interessado em minhas palavras. “Eu vou ter um filhote!”
Ri para minha escolha de palavras. “Uh, bem, não é outro cachorro. É um bebezinho!”
“Talvez eu fique meio relapso com você, mas não se preocupe, eu não vou te colocar na rua.” Falei com firme. “Vá dormir, o tapete é seu.”
Minutos mais tarde, eu dormi. Os sonhos foram um replay do dia, uma carta com palavras doces, um rosto brilhante de Bella, um homem realizado, um cão mimado e um bebê a caminho. Uma família.


Continua...


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