07 setembro 2016

Artigo: A única queixa a ser feita, é que The Childhood of a Leader com Robert é simplesmente curto

[..] O filme se passa na França durante o período tumultuoso em torno da criação do Tratado de Versailles, mas Corbet não usa figuras da vida real em seu filme. Em vez disso, ele narra a infância de um menino (sem nome até o intenso final), filho de um representante americano e sua esposa alemã, que se desenvolve ao longo de três capítulos, ou, como o filme de modo seco coloca, 'birras'. Nosso protagonista é uma criança problemática, sem dúvida, mas Corbet tem o bom senso de não fazê-lo parecer um personagem como o malévolo Damien de The Omen. Ele nos permite ter momentos de simpatia com o menino, nos recuperando antes de nos lançar de volta com um precoce ataque de raiva.

Tem sido um grande ano para performances das crianças. [..] Tom Sweet não é excepção à regra. O retrato da criança de Sweet é um fascinante, bravo desempenho, e seu figurino funciona fenomenalmente bem com ele. Seu cabelo longo, não só lhe permite ser desconfortavelmente confundido com uma menina em numerosas ocasiões, mas acrescenta um elemento extra de mistério para o desempenho do Sweet, muitas vezes quase cobrindo os insatisfeitos olhos de desprezo, permitindo ao público mas um olhar de seu desempenho surpreendente.

A Sweet é dado um apoio sólido, com a matriarca austera de Berenice Bejo e Liam Cunningham é fielmente resistente, apesar de um sotaque americano inegavelmente instável. Mas é Robert Pattinson que rouba a cena, balançando dentro e fora da narrativa, apenas irregularmente o suficiente para causar algum desconforto sério. A última parte de Pattinson no filme é talvez seu momento mais comovente, mas não vou dizer mais nada sobre isso. Uma coisa é garantida: ele vai fazer sua cabeça girar em mais de uma maneira.

Mas além do tratamento sensível de Corbet da psicologia desconfortável e sua manipulação confiante de um elenco, é a música do veterano Scott Walker, que emerge como o MVP. [..]

Se há uma queixa tinha a ser feita, é que The Childhood of a Leader é simplesmente curto. Em 116 minutos, há tempo suficiente apenas para a narrativa respirar, deixando a sensação que os três acessos de raiva foram um pouco apressado no propósito do filme. Corbet poderia ter (deve ter) feito o filme, com pelo menos, o dobro de duração, e ele teria tido uma obra-prima. Mas quando a pior coisa que posso dizer sobre um filme é que eu queria mais do mesmo, há pouca razão para fazer uma birra.


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